Pesquisa internacional quer ouvir Cientistas de Dados para entender o estado da prática e os problemas enfrentados na área

Este é o objetivo da pesquisa survey organizada por 6 grandes universidades em parceria com a PUC Rio – direcionar a pesquisa acadêmica na área de Ciência de Dados, focando em aspectos relevantes da prática e das reais necessidades dos profissionais e do mercado.
Os profissionais de Ciência de Dados que participarem da pesquisa poderão optar por ter acesso aos resultados gerais, permitindo entender melhor os cenários atuais e futuros contribuindo para
o crescimento e evolução da área a nível global.

Participe da Pesquisa: https://ww2.unipark.de/uc/seml/

A pesquisa survey é organizada pelas universidades PUC-Rio (Brasil), University of Stuttgart (Alemanha), Universidade de Innsbruck (Áustria), Blekinge Institute of Technology (Suécia), University of Bari (Itália) e Universidade de Tecnologia de Vienna (TUW). Além disso, respondendo à pesquisa, você irá contribuir para a redução dos impactos da COVID-19 no mundo: A cada resposta completa, será doado 1 dólar para o Fundo de Resposta Solidária da COVID-19 da Organização Mundial da Saúde.

Contamos com a sua colaboração!

Do Campus para o Campo DI – Cetuc – Techbusiness

No dia 13/01/22, no evento Rio Innovation Week 2022, será realizado o lançamento do projeto Do Campus para o Campo, em desenvolvimento na PUC-Rio, dentro do Modelo Triple Helix, integrando Universidade, Governo e Iniciativa Privada.

O projeto inicia-se com dois departamentos da PUC-Rio, o Departamento de Informática (DI), o Centro de Estudos em Telecomunicações (CETUC) e a empresa TechBusiness-Agri, startup do DI. No futuro, poderá incluir novos departamentos, outras startups da universidade, ONGs e Órgãos Estatais.

De acordo com Fernando Jefferson, CEO da TechBusiness e coordenador do projeto, o objetivo será trabalhar para uma projeção da PUC no setor do Agronegócio, inclusive em relação à sustentabilidade.

Estaremos no Pavilhão Agro da Rio Innovation Week, onde serão apresentados os desenvolvimentos em andamento na PUC-Rio:

  • De acordo com o Prof. Markus Endler, diretor do Departamento de Informática, será mostrado como as tecnologias desenvolvidas no DI, entre elas Inteligência Artificial, Ciência dos Dados e Internet das Coisas, serão cada vez mais importantes para o melhorar o desempenho dos negócios no campo;
  • O CETUC, representado por Carlos Rodrigues, Gerente Técnico do projeto Campo Conectado – Pilotos IoT, apresentará produtos desenvolvidos com as tecnologias de Internet das Coisas (IoT), sensores e dispositivos para comunicação rural, otimizando recursos para a Agricultura 4.0
  • A TechBusiness-Agri, startup do DI, mostrará sistemas para Adubação de Precisão e Manejo Automático de Animais no Campo, que permitirão um aumento de produtividade e lucratividade para os produtores rurais, dentro de uma visão da Agricultura 4.0, respeito ao meio ambiente e sustentabilidade

O evento se realizará, presencialmente, de 13 a 16/01/2022 no Jockey Club do Rio de Janeiro (Gávea)

Para conseguir um convite para participar do evento, use o link abaixo:

https://rebrand.ly/riwsebraelikeaboss

Artigo de Alessandro Garcia é premiado em congresso de software

Trio de pesquisadores recebeu segunda colocação com trabalho sobre boas práticas em linhas de produtos

O professor Alessandro Garcia (esq.), o aluno Anderson Uchôa e o pós-doutorando Wesley Assunção. Foto: Arquivo pessoal

O professor do Departamento de Informática (DI) Alessandro Garcia trouxe para a computação da PUC-Rio mais um destaque em produção científica. O pesquisador, junto ao pós-doutorando Wesley Assunção e o aluno Anderson Uchôa, receberam a segunda colocação entre os melhores artigos do Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software (SBCARS).

O artigo “Do critical components smell bad? An empirical study with component-based software product lines” explorou os cuidados que programadores de linhas de produto devem ter no desenvolvimento e na qualidade de componentes críticos. De acordo com os pesquisadores, uma linha de produto de software é difícil de manter, uma vez que softwares são capazes de gerar muitos programas. O estudo realizado pelo trio investigou até que ponto os componentes críticos de três softwares gerados apresentam problemas de manutenção.

De acordo com Garcia, o prêmio é um reconhecimento do trabalho dos pesquisadores em uma fronteira ainda pouco estudada da informática. “A premiação veio coroar um trabalho que é um dos primeiros a investigar problemas recorrentes de manutenibilidade em componentes críticos de linhas de produtos de software. Muitos sistemas de software importantes no mundo, tais como editores de texto, aplicativos móveis e sistemas operacionais, são construídos na forma de linhas de produtos de software. Desenvolvedores destes sistemas podem se beneficiar diretamente das orientações derivadas do estudo que realizamos”, declarou.

 

Professor do DI comenta as inovações por trás do Google

Foto: Unsplash

Aniversário da ferramenta de buscas marcou 23 de anos revoluções na computação

Nesta semana, a ferramenta de pesquisa mais popular do mundo celebrou seu aniversário de 23 anos. Das tradicionais buscas casuais até investimentos em carros autônomos, a Google, uma das maiores empresas de tecnologia da história, ajudou a redefinir o rumo da tecnologia como a conhecemos, e até hoje as inovações da empresa seguem transformando o mundo da computação.

Uma das principais mudanças de paradigma proporcionadas pela Google foi a criação do mecanismo capaz de indicar a usuários que faziam buscas na internet os links com mais relevância sobre o tema que procuravam. Isso aconteceu no fim dos anos 1990, quando, à procura de uma forma mais fácil de fazer buscas em uma internet cada vez mais abarrotada e dominada por sites como o Yahoo e, no Brasil, o Cadê, a dupla de cientistas Larry Page e Sergey Brin desenvolveu essa metodologia.

“A ideia deles era de que não bastava indexar as páginas. Também era importante mostrar o que é mais interessante. Eles criaram uma metodologia chamada page rank. A página que é mais interessante provavelmente tem mais referências. Então, se tem uma página que é, de fato, mais importante, quer dizer que várias páginas estarão apontadas pra ela. Ele faz ali uma ordenação para achar o que é mais relevante para a sua busca e aparecer primeiro”, explicou o professor do Departamento de Informática (DI) Augusto Baffa.

A partir do sucesso da ferramenta de pesquisa, a Google partiu para outras iniciativas no ramo da tecnologia. A cultura interna da empresa incentiva usuários a criar projetos próprios que possam ser integrados ao leque de produtos da Google. Um exemplo é a rede social Orkut, uma das páginas mais visitadas do Brasil entre os anos de 2007 e 2008, criada por um programador como uma pesquisa pessoal durante sua passagem pela gigante de tecnologia.

Baffa explica que a diversidade em investimentos foi essencial para o futuro da empresa. “A Google, a partir de 2002, começou a patrocinar internamente as pesquisas. O Gmail começou como o primeiro bom e-mail de graça. Ele lia e-mails e indicava as melhores propagandas. O Google foi para um outro lado que era o de localizar dados de maneira geral. Não só dados de sites, mas de propagandas na internet, através de profilamento de usuários. Por volta de 2007, com o lançamento do iPhone, eles criaram o Android”.

O professor aponta também que um dos diferenciais da Google é sua capacidade de condensar em um único sistema uma série de serviços essenciais para a rotina. Seja no armazenamento de arquivos no Google Drive, nos e-mails pelo Gmail ou pelos trabalhos em texto no Google Docs. “A empresa atua muito nesse sentido, de organizar vidas. Tem um altruísmo. Quanto mais sabe, mais pode ajudar os usuários e dar uma resposta melhor ao que eles procuram”.

Ainda de acordo com Baffa, a Google foi crucial em uma série de inovações que tiveram grande impacto no mundo da informática. Sendo a primeira ferramenta a oferecer busca por imagens, a empresa também conta com assistentes que garantem ao usuário informações sobre filmes, resultados de partidas esportivas, quadro de medalhas durante as olimpíadas, além de dados sobre clima.

São revoluções que, na avaliação do professor do DI, estão longe de terminar. Em termos de contribuições para a computação, os próximos passos da plataforma podem ser inúmeros. Na última conferência Google I/O, onde a empresa apresenta suas novas visões para o futuro, os desenvolvedores introduziram os projetos da marca em avançar ainda mais a eficiência de assistentes virtuais. Agora, a gigante de tecnologia tem se voltado para a possibilidade de, no futuro, os usuários serem capazes de dar um briefing de tarefas para serem executados pela Google.

Um exemplo seria realizar uma reserva em um restaurante. Em alguns anos, a tecnologia desenvolvida pela empresa pode ser capaz de receber comandos do usuário, ligar para o restaurante, compreender o que é falado pelo atendente e manter uma conversa de forma totalmente automatizada. Ficção ou não, é mais um indicador de que a jovem empresa ainda deve mexer bastante com o mundo da computação.