Fechar

Notícias

Aulas na PUC-Rio voltam no dia 1º de março de forma remota
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021 às 17:22

Foto: Divulgação

Departamento de Informática promove encontros virtuais de boas-vindas para graduação e pós-graduação

No dia 1º de março, a PUC-Rio inicia o semestre letivo de 2021.1. Em virtude do quadro de pandemia no país, as aulas permanecerão na modalidade online na graduação e na pós-graduação, a fim de cumprir o calendário acadêmico e resguardar a saúde dos alunos, professores e funcionários. O Departamento de Informática (DI) reiniciará na data as suas atividades nos cursos de graduação – Ciência da Computação e Engenharia da Computação – e nos cursos de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado em Informática. Já a pós-graduação lato sensu seguirá o calendário proposto pela Coordenação Central de Extensão (CCE). Todos os cursos do DI são avaliados com conceito máximo no MEC e na CAPES.

As aulas e demais materiais, como slides, links para as aulas, exercícios e bibliografia, podem ser acessados e consultados pelo site EAD PUC-Rio. Além disso, os alunos receberão e-mails relacionados às disciplinas inscritas, incluindo horários, possíveis alterações, entre outros informativos. “É muito importante que o aluno tenha o e-mail cadastrado junto à PUC-Rio atualizado, porque ele receberá quaisquer notícias por lá”, frisou a coordenadora do curso de Engenharia da Computação, Noemi de La Rocque Rodriguez

Neste período, os professores trabalharão com aulas síncronas e/ou assíncronas, dependendo da disciplina. Em todo caso, a participação dos alunos é fundamental para manter o bom funcionamento da dinâmica online. “É fundamental participar das aulas e, se possível, ligar a câmera para não deixar o professor sozinho”, comentou o coordenador dos cursos de pós-graduação, Marcos Kalinowski

Dinâmicas e boas-vindas

Nesta sexta-feira (26), às 10h20, os novos alunos dos cursos de graduação estão convidados para participar de um encontro online a partir das 10h20, via Zoom. O link do encontro será enviado por e-mail, no mesmo dia, pela manhã. 

A abertura do evento será feita pela Professora Daniela Vargas, Coordenadora Central de Graduação da PUC-Rio. O encontro também terá a participação do professor Sidnei Paciornik, Decano do Centro Técnico Científico (CTC) da PUC-Rio. 

Na ocasião, os calouros poderão conversar com o Decano do CTC, com a Coordenadora do SOU – Serviço de Orientação Universitária do CTC, com a Coordenadora do Ciclo Básico e com a representante da Coordenação de Cooperação Internacional da PUC-Rio, para conhecer um pouco mais a Universidade, o CTC e o curso escolhido. 

Já na parte da tarde, os calouros conversarão com os coordenadores de graduação de seus respectivos cursos. “Estamos com muita vontade de conhecer os calouros, e esperamos encontrá-los pessoalmente o mais breve possível”, disse Noemi. 

Em relação aos cursos de pós-graduação stricto sensu, os alunos poderão participar de um evento online de boas-vindas na próxima sexta (4) com a coordenação de pós-graduação e com a direção do DI. “Esperamos que seja um semestre de muito aprendizado e estamos muito animados para receber a todos”, disse Kalinowski. 

Formato online

A Vice-Reitoria para Assuntos Acadêmicos afirmou, em nota, que a Universidade continuará a investir na inclusão digital e na capacitação de docentes e discentes para uso das tecnologias de informação e comunicação, em linha com as recomendações do Parecer n. 5/2020 do Conselho Nacional de Educação. 

A nota ainda frisa que a continuidade das atividades acadêmicas da PUC-Rio em 2020 não teria sido possível sem o apoio de toda a comunidade, sendo possível a conclusão, com sucesso, dos dois semestres letivos do ano passado.

“Temos feito muito esforço para que as disciplinas se tornem mais agradáveis no formato online. Temos aprendido coisas interessantes, e pretendemos continuar usando as ferramentas remotas mesmo após a volta às aulas presencial”, disse Noemi.

O diretor do DI, Markus Endler, reforça as boas-vindas. “Esperamos que, ao longo deste ano, caso seja possível, possamos voltar com algumas aulas presenciais no segundo semestre”, disse Endler. “Estamos muito contentes em voltar o contato com vocês”, finalizou.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021 às 17:22

Departamento de Informática promove encontros virtuais de boas-vindas para graduação e pós-graduação No dia 1º de março, a PUC-Rio inicia […]

Cientistas israelenses criam software de IA voltado à matemática
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021 às 19:20

Foto: Freepik

Chamado “Máquina Ramanujan”, o sistema revela padrões ocultos em números e pode mudar a forma como nos relacionamos com as conjecturas matemáticas

Você sabia que é possível automatizar a descoberta de conjecturas matemáticas? Essa é a premissa da Máquina Ramanujan, uma nova invenção algorítmica desenvolvida em Israel, que é capaz de revelar relações ocultas entre números e de gerar novas conjecturas que envolvem constantes matemáticas. 

De acordo com a publicação LiveScience, esse sistema computadorizado consiste em algoritmos que buscam conclusões ou conjecturas matemáticas que são provavelmente verdadeiras, mas que até então não foram provadas.

“Esse software tem uma arquitetura específica, um modelo matemático específico que ele segue. Com isso, ele consegue fazer as conjecturas e provar esses padrões”, explicou o professor do DI, Augusto Baffa. “Podemos considerar a Máquina Ramanujan como uma evolução do machine learning, que é muito pautado em padrões”, completou. O estudo foi publicado no início de fevereiro na revista científica Nature.

Por que ‘Máquina Ramanujan’?

O nome do software é batizado em homenagem ao matemático indiano Srinivasa Ramanujan, que nasceu em 1887 e morreu em 1920, com apenas 32 anos. 

Durante a infância, Ramanujan já se interessava pelo universo da matemática, desenvolvendo soluções para equações que, até então, nunca tinham sido resolvidas. 

Ao longo da vida, o seu trabalho era focado em formular, conceber e desenvolver as conjecturas matemáticas, ou seja, as proposições e fórmulas que ainda não tinham sido comprovadas como verdadeiras. Vale ressaltar que as conjecturas são o ponto de partida do que chamamos de teoremas matemáticos, isto é, as provas de determinados padrões a partir de uma série de equações.

A genialidade e a sensibilidade de Ramanujan para números o renderam grandes frutos ainda em vida. Em 1918, o matemático foi o mais jovem membro da Royal Society e o segundo homem indiano a ser empossado – o primeiro foi o engenheiro naval Ardaseer Cursetjee, em 1841.

A história de Ramanujan também virou filme: “O Homem que Viu o Infinito”, de 2016, é dirigido pelo britânico Matt Brown. A obra foca na vida pessoal de Ramanujan (interpretado por Dev Patel) que, apesar da infância humilde, conseguiu contribuir em diversas áreas da matemática. 

Por conta do trabalho de Ramanujan, a equipe de pesquisa do Instituto de Tecnologia Technion-Israel, responsável pelo desenvolvimento do software que gera conjecturas usando artifícios de Inteligência Artificial, optou por batizá-lo com o nome do matemático. 

Qual é a importância desse sistema? 

Segundo o físico Yaron Hadad, vice-presidente de Inteligência Artificial e ciência de dados da empresa Medtronic e um dos criadores do software, em entrevista ao LiveScience, o intuito da Máquina Ramanujan é identificar e extrair padrões matemáticos promissores de grandes conjuntos de equações potenciais. 

Para dirigir a Máquina Ramanujan, os pesquisadores se concentraram nas constantes fundamentais, ou seja, nos números fixos e fundamentalmente verdadeiros nas equações. Um exemplo de constante famosa é a pi, que é a razão entre a circunferência de um círculo e seu diâmetro – independentemente do tamanho do círculo, essa proporção sempre será de 3,14159265 e assim por diante. 

Com base nisso, o objetivo da Máquina Ramanujan é identificar conjecturas que sejam promissoras. Até agora, essa máquina algorítmica gerou conjecturas consideradas facilmente prováveis, descobriu novas maneiras fracionárias de calcular constantes e chegou a mais de 100 conjecturas consideradas intrigantes.

“Na prática, a inteligência desse software vem dessa junção, dessa percepção por padrões”, endossou Baffa. “Ela está na direção de detectar os padrões de forma mais sutil, tal como o cérebro. O cérebro é uma máquina muito poderosa de detecção de padrões.” 

Os pesquisadores responsáveis pela Máquina Ramanujan esperam que esse software revolucione a forma de se fazer a matemática. Para aproximar esse experimento do público, eles criaram um site, RamanujanMachine.com, para compartilhar as conjecturas que esses algoritmos geram. Os usuários também podem executar as suas próprias pesquisas de conjecturas e tentar descobrir novos teoremas.

“Ainda estamos nos estágios iniciais deste projeto. (…) Acredito que generalizar esse conceito para outras áreas da matemática e da física (ou mesmo para outros campos da ciência) permitirá que os pesquisadores obtenham pistas para novas pesquisas de computadores. Assim, os cientistas humanos serão capazes de escolher os melhores objetivos para trabalhar a partir de um contexto mais amplo (…) e assim melhorar sua produtividade e impacto potencial no conhecimento humano e nas gerações futuras”, explicou Hadad ao LiveScience. 


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021 às 19:20

Chamado “Máquina Ramanujan”, o sistema revela padrões ocultos em números e pode mudar a forma como nos relacionamos com as […]

‘Para mim, tudo começou no DI’, conta ex-aluno alemão Sanjay Jena
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021 às 13:44

Foto: Arquivo pessoal

O especialista em Otimização Matemática e Pesquisa Operacional fala da importância da PUC na sua carreira acadêmica

A excelência do ensino do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio conquista não só estudantes brasileiros, mas também estrangeiros. Esse é o caso do alemão Sanjay Dominik Jena, que fez o mestrado em Ciência da Computação (com foco em algoritmos de otimização) entre 2007 e 2009, sob a supervisão do professor Marcus Poggi

Atualmente, Jena é professor associado da École des sciences de la gestion (ESG), a faculdade de administração da Universidade do Quebec em Montreal (UQAM). Ele pertence ao departamento de Analítica, Operações e Tecnologia da Informação, e sua área de pesquisa é voltada à Otimização Matemática, Ciência da Computação e Pesquisa Operacional. 

Ele também é pesquisador da Interuniversity Research Centre on Enterprise Networks, Logistics and Transportation (CIRRELT), e membro da Canada Excellence Research Chair in Data Science for Real-time Decision-Making (CERC-DS4DM). Dentre os seus interesses, destaca-se a otimização em grande escala e a otimização orientada a dados, bem como a sua aplicação em problemas industriais e relacionados às áreas de transporte, logística e gestão de receitas (revenue management). 

A atual estadia no Canadá está diretamente relacionada ao seu trabalho no mestrado no DI. “Na PUC-Rio, eu tive meu primeiro contato com as áreas de pesquisa e otimização matemática”, disse Jena, que optou por continuar a sua carreira acadêmica nesse viés e subir mais um degrau na sua vida profissional – desta vez, com o doutorado. 

“Eu queria fazer meu doutorado em outro país, e o professor Poggi me sugeriu de ir para o Canadá. Minha ideia original era fazer o doutorado aqui e voltar para o Rio depois, mas conheci minha esposa, tivemos dois filhos e decidimos ficar aqui.” 

Curiosidade em explorar novas culturas

Mas como e por que Jena chegou ao Brasil e, mais especificamente, à PUC-Rio? Segundo ele, que nasceu na cidade de Colônia, na Alemanha, a vontade de conhecer novas culturas é uma herança de família. “Meu pai é indiano e minha mãe é alemã, então sempre fui muito curioso para viver novas experiências culturais”, explicou.

Durante a graduação, realizada na Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia, Jena teve a oportunidade de fazer um estágio de 6 meses em qualquer lugar do mundo. Lá, um professor brasileiro, que trabalhava em um estudo de sistemas de informações geográficas, conseguiu um estágio para ele na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele veio em 2004 e gostou tanto da cidade e do país que decidiu ficar mais um tempo – e, consequentemente, começar a sua trajetória no DI. 

Nesse período, o alemão conheceu a PUC-Rio e conversou com os professores Marco Antonio Casanova e Marcus Poggi. Voltou para a Alemanha e, depois de um ano, regressou ao Brasil para fazer parte da sua tese de graduação, em conjunto com o professor Casanova, no Instituto Tecgraf. Mas antes de optar definitivamente pelo DI, Jena retornou à Alemanha mais uma vez para defender a sua tese de graduação, e até conseguir uma bolsa de mestrado e voltar ao Rio de Janeiro. 

A importância do DI para a sua carreira

A sua tese de mestrado, “Sugar cane cultivation and harvesting: MIP approach and valid inequalities”, orientada por Poggi, foca no planejamento operacional do cultivo e colheita de cana-de-açúcar. O trabalho considera recursos como equipes de corte e transporte, capacidades das usinas e uso de maturadores, e estende aos problemas de empacotamento e de restrições de fluxo em redes para modelar o escalonamento da colheita. A publicação foi realizada em colaboração com a Gapso, empresa desenvolvedora de sistemas analíticos de planejamento, hoje pertencente à consultoria Accenture.

Segundo Jena, o mestrado lhe deu a oportunidade de ter o seu primeiro contato com as áreas de Otimização Matemática e Pesquisa Operacional, que são o seu domínio hoje em dia. 

“Para mim, tudo começou no DI”, disse o ex-aluno, frisando momentos marcantes que viveu no Departamento. “Graças ao DI, eu visitei a minha primeira conferência científica no Brasil – o Latin American Theoretical Informatics Symposium (LATIN) e comecei a escrever os meus primeiros artigos científicos com o Poggi. Então, sou muito grato ao DI por essas experiências”, finaliza. 


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021 às 13:44

O especialista em Otimização Matemática e Pesquisa Operacional fala da importância da PUC na sua carreira acadêmica A excelência do […]

Por Dentro do DI: ExACTa desenvolve soluções para empresas parceiras
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021 às 12:10

Foto: Arquivo pessoal

Iniciativa focada em experimentação ágil, cocriação e transformação digital tem amplo impacto na receita dos clientes

No segundo post da série “Por Dentro do DI”, que trata sobre os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, falaremos sobre o ExACTa, que criou e utiliza uma forma inovadora de trabalhar com experimentação ágil e cocriação para prover soluções em transformação digital. 

O objetivo do ExACTa é estreitar os laços entre pesquisa e desenvolvimento, permitindo aplicar resultados de pesquisa para desencadear inovação e excelência nas empresas parceiras, como é o caso da Petrobras. 

O ExACTa realiza pesquisa aplicada em ciclos ágeis para entregar, em curto espaço de tempo, soluções de TI que resolvam problemas de negócio e maximizem os resultados dos clientes. Para tal, são empregadas tanto pesquisas inéditas realizadas especificamente no contexto dos projetos quanto aplicados resultados de pesquisas desenvolvidas em outros laboratórios temáticos do DI.  

A iniciativa é coordenada pelos professores do quadro principal do DI, Helio Lopes, Marcos Kalinowski, Marcus Poggi e Simone Barbosa, que são pesquisadores das áreas de Ciência de Dados, Engenharia de Software, Otimização e Interação Humano Computador. 

“Entre os diferenciais do ExACTa, estão a orientação a resultados para o cliente, a forte integração com pesquisa e a abordagem própria e inovadora para a cocriação de soluções de pesquisa e desenvolvimento com agilidade”, disse Kalinowski, que também destaca a equipe altamente qualificada e a qualidade da infraestrutura física e ferramental, que permite a realização de dinâmicas de cocriação tanto em formato presencial quanto remoto.

Dentre as áreas de atuação da iniciativa estão soluções multidisciplinares envolvendo ciência de dados, inteligência artificial, internet das coisas (IoT), otimização, entre outros.

Pilares da iniciativa

O primeiro pilar que rege o trabalho do ExACTa é a experimentação ágil; ou seja, todo o processo é focado na integração com a estratégia do negócio do cliente, de forma ágil e pautado na experimentação contínua. “Desenvolvemos uma tecnologia onde a gente traz, do negócio, soluções para serem desenvolvidas e colocadas em operação”, explica Lopes.

Foto: Arquivo pessoal

O segundo é a cocriação, que consiste na atuação da equipe do ExACTa em conjunto com a equipe do cliente, de forma que agilize a criação de soluções inovadoras que agreguem valor ao negócio.

Por fim, o intuito da iniciativa é promover transformação digital, oferecendo soluções disruptivas e que empreguem tecnologia de ponta, pensando fora da caixa para buscar a excelência operacional do cliente. 

Reconhecimento

Tamanho trabalho tem surtido efeito. A partir dos pilares de experimentação ágil, cocriação e transformação digital, o ExACTa tem alcançado resultados surpreendentes. 

“As soluções são entregues em um tempo mediano de quatro meses”, disse Lopes, destacando os processos da iniciativa. “Em 2020, entregamos seis soluções para a Petrobras, que foram colocadas em operação em vários setores.”

O resultado é notório. Segundo Lopes, as soluções implementadas na Petrobras trouxeram um retorno de pelo menos sete vezes o valor investido. 

“Já em relação à nossa abordagem inédita de cocriação, ela resultou em publicações  em conferências científicas especializadas na área, como a EuroMicro Conference on Software Engineering and Advanced Applications (EuroMicro SEAA) 2020 e a International Conference on Product-focused Software Process Improvement (PROFES) 2020, que é um dos principais fóruns internacionais sobre processos de software, recebendo excelente retorno da comunidade internacional”, ressaltou Kalinowski.

Equipe qualificada

O trabalho do ExACTa não seria possível se não fosse a sua equipe altamente qualificada. Além da coordenação dos professores Hélio, Kalinowski, Poggi e Simone, a iniciativa conta com a presença de quatro líderes de equipe – Jacques Chueke, Juliana Alves Pereira, Rodrigo Lima e William Fernandes –  mais de 20 agentes de transformação digital contratados especificamente para o ExACTa e cerca de outros 50 colaboradores contratados pelos laboratórios temáticos diretamente relacionados com a iniciativa. 

Marcos Kalinowski, Helio Lopes e Jacques Chueke. Foto: Arquivo pessoal

A iniciativa oferece oportunidades práticas diferenciadas para profissionais de destaque. Os desenvolvedores e pesquisadores da equipe são talentos formados pelo Departamento de Informática da PUC-Rio ou por outras instituições de ponta, a maioria com mestrado ou doutorado em suas áreas de atuação.

Chueke, por exemplo, é doutor em Ciência da Computação na área de Interação Humano Computador pela City University of London. Hoje, ele atua como líder de equipe de UX (User Experience) e UI (User Interface) no ExACTa. Seu trabalho consiste na materialização de soluções que atendam aos usuários finais, transformando-as em artefatos digitais interativos. “As interfaces criadas para as soluções permitem o acesso fácil, seguro e útil aos dados pertinentes a cada projeto”, explica. 

Para Chueke, a iniciativa reúne profissionais que possuem uma forte presença corporativa, mas que  também se dedicam à pesquisa acadêmica. “Os aspectos corporativos e acadêmicos são contemplados com eficiência e harmonia, e possibilitam a inovação e aplicação de tecnologia de ponta”, finaliza.

Para saber mais sobre o ExACTa, acesse http://www.exacta.inf.puc-rio.br ou envie um e-mail para contato@exacta.inf.puc-rio.br.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021 às 12:10

Iniciativa focada em experimentação ágil, cocriação e transformação digital tem amplo impacto na receita dos clientes No segundo post da […]

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência amplia debate sobre o tema
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021 às 17:35

Foto: Freepik

A data, criada pela UNESCO, incentiva meninas e mulheres a seguirem no ramo de ciências exatas, incluindo Ciência da Computação

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência é celebrado nesta quinta-feira (11). A data, criada em 2015 pela UNESCO, busca ampliar as discussões sobre o assunto e incentivar práticas de equidade de gênero na área de ciências exatas. Segundo o relatório “Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM)”, realizado pela UNESCO em 2018, apenas 28% dos pesquisadores nas áreas de exatas em todo o mundo são mulheres. 

Nas premiações elas também são minoria. Apenas 17 ganharam o  Prêmio  Nobel em física,  química  ou  medicina  desde Marie Curie, que foi a primeira a vencer a premiação em 1903. Em contrapartida, 572 homens conquistaram a honraria nesse mesmo intervalo de tempo.   

Ainda de acordo com o relatório, essa desigualdade é explicada por diversos fatores sociais e econômicos, incluindo a discriminação, os estereótipos de gênero e o baixo incentivo às meninas e às mulheres a persistirem na área, o que afeta os seus níveis de confiança nas habilidades em exatas.

No campo da informática, a situação não é diferente. Segundo a professora do DI e coordenadora da graduação, Noemi Rodriguez, a sua área de atuação – que envolve campos como Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos – é composta por poucas mulheres. 

“A área perde no desenvolvimento dos seus trabalhos, e as mulheres perdem a oportunidade de fazer coisas extremamente interessantes”, disse. 

Como incentivar a entrada de mulheres na área de ciências exatas?

O estímulo precisa acontecer desde a infância. As escolas, os sistemas educacionais e a família cumprem um papel fundamental para atrair as meninas para essa área, e devem nadar contra os estereótipos de gêneros criados pela sociedade. 

“A definição da área que a pessoa vai seguir é feita, em grande parte, por volta dos 11, 12 anos. Por muitas vezes, as meninas dessa idade não são estimuladas a seguirem no campo de exatas, inclusive dentro de casa.  Por exemplo: o computador e os brinquedos de montar são colocados no quarto do irmão, e não no dela”, apontou Noemi.

Iniciativas, como a criação do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, ajudam a incentivar e incluir mulheres nesses espaços de trabalho e de pesquisa, como destacou a professora do DI Simone Diniz Junqueira Barbosa. “Uma data comemorativa motiva a concentração de vários eventos que divulguem oportunidades, casos e exemplos de mulheres na ciência”.

Dentro da área de computação, Simone destaca o grupo Meninas Digitais, da Sociedade Brasileira da Computação (SBC), que tem como objetivo a divulgação da área. Duas ex-alunas de doutorado do DI, Luciana Salgado e Sílvia Amélia Bim, atuam no grupo, respectivamente no comitê gestor e como consultora. 

“Iniciativas como essa são fundamentais para tentar desfazer algum preconceito ou mal entendido que as mulheres sofrem dentro do campo. Nossa área precisa da diversidade, e toda diversidade é bem-vinda para enriquecer as discussões na área e impulsionar o seu avanço”, complementou Simone. 

Desafios e oportunidades

Ser mulher em um espaço majoritariamente masculino não é fácil. A aluna do DI e divulgadora científica Nina da Hora concorda que esse é um grande desafio, e realça que é necessário se mostrar forte o tempo inteiro. 

“Porém, ao mesmo tempo que é um desafio, é muito compensador”, disse Nina, destacando que a presença de mulheres no meio da ciência da computação ajuda na criação de tecnologias que não sejam racistas e/ou sexistas. “É possível ver e questionar aquilo que eu estou participando.”

No DI, temos grandes exemplos de professoras e pesquisadoras que contribuem para os mais diversos segmentos de Ciência da Computação, como as próprias professoras Noemi e Simone. Noemi, por exemplo, trabalha com programação concorrente, paralela e distribuída, e com linguagens de programação; e Simone, nas áreas de Interação Humano-Computador (IHC) e Ciência dos Dados. 

Outro exemplo notório do Departamento é a professora emérita Clarisse de Souza. Além de ser uma das fundadoras da área de IHC junto à Sociedade Brasileira de Computação, Clarisse também é criadora da Engenharia Semiótica, uma teoria de base semiótica para IHC. Parte de sua trajetória foi contada no Fantástico, da TV Globo, em janeiro de 2021. 

Nosso quadro atual se completa com a professora visitante do DI Valeria de Paiva, cofundadora do Topos Institute, em Berkeley (EUA), que é cientista e pesquisadora em matemática, lógica e linguística; e com as professoras do quadro complementar: Ana Carolina Letichevsky, Cecília Reis Englander Lustosa, Claudia Ferlin, Joísa de Souza Oliveira, Melissa Lemos Cavaliere, Myriam Sertã Costa e Paula Ypiranga dos Guaranys

Para Simone, a presença de influências e referências femininas na área ajuda a estimular as alunas que querem ingressar no ramo. 

“De vez em quando, recebo mensagens de ex-alunas comentando sobre a diferença que a gente fez na vida delas. É muito gratificante seguir um caminho que é visto como possibilidade para outras pessoas”, disse, complementado uma mensagem de otimismo. “Acho que nada deveria impedir a gente de fazer o que a gente quer e gosta. Vai ter sempre gente para abrir as portas e agir como mentor.”


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021 às 17:35

A data, criada pela UNESCO, incentiva meninas e mulheres a seguirem no ramo de ciências exatas, incluindo Ciência da Computação […]

Aluna do DI dá entrevista para GloboNews sobre vazamento de dados
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021 às 19:51

Foto: Reprodução/GloboNews

Nina da Hora falou sobre o assunto e deu dicas de segurança digital 

Em janeiro de 2021, cerca de 223 milhões de números de CPF foram expostos em megavazamentos de dados, considerados os maiores da história do Brasil. Para falar sobre o assunto, a aluna do curso de Ciência da Computação da PUC-Rio e divulgadora científica, Ana Carolina da Hora, conhecida como Nina da Hora, participou do “Jornal da GloboNews Edição das 10”, em 6 de fevereiro.

Em conversa com a jornalista Camila Bonfim, Nina disse que, muito provavelmente, nenhum brasileiro saiu ileso dos vazamentos. “A curiosidade de saber se o seu CPF foi vazado pode ser substituída por buscar formas de se prevenir e reduzir os danos”, explicou.  

Durante a entrevista, Nina deu dicas de como as pessoas podem se proteger de possíveis golpes, reforçando o cuidado com ligações que pedem para confirmar dados. Nesse caso, os golpistas podem utilizar os seus dados para acessar informações pessoais e aplicar prejuízos financeiros. 

Nina também destacou a atenção redobrada com os idosos, que são mais vulneráveis a caírem em fraudes do gênero. “Primeiro de tudo, é necessário conversar com eles, e depois prestar atenção em tudo o que eles acessam”, frisou. 

Nina é aluna do penúltimo período do curso de Ciência da Computação da PUC-Rio, além de ser pesquisadora de diversas iniciativas e colunista da publicação MIT Technology Review Brasil. Também é uma das criadoras do “Computação sem Caô”, projeto apoiado pelo Instituto Serrapilheira, que busca democratizar o entendimento da ciência da computação no Brasil.

Saiba mais sobre os vazamentos

A origem dos vazamentos ainda não foi descoberta. O que se sabe até agora é que são três tipos diferentes de arquivos.

O primeiro arquivo possui dados básicos de 223 milhões de CPFs, como nome, sexo e data de nascimento. Essas informações estão disponíveis em um link ativo que circula pela internet. 

O segundo arquivo está sendo vendido e possui informações mais específicas, como dados de escolaridade, foto de rosto e renda dos usuários dos CPFs. Já o terceiro arquivo à venda reúne informações de empresas e inclui os mesmos dados atrelados ao CPF. 

Os vazamentos também incluem CPFs de pessoas falecidas, uma vez que o número de inserções supera a população brasileira, atualmente estimada em 212 milhões de pessoas.

Clique aqui e assista à entrevista de Nina da Hora na Globo News.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021 às 19:51

Nina da Hora falou sobre o assunto e deu dicas de segurança digital  Em janeiro de 2021, cerca de 223 […]

Ex-aluno do DI fundou fintech premiada internacionalmente
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021 às 13:49

Foto: Arquivo pessoal

Para Cristiano Rocha, um dos sócios da BizCapital, PUC foi fundamental em sua trajetória

A habilidade de inovação do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio abre portas para profissionais interessados em todos os tipos de carreira, incluindo o empreendedorismo. Prova disso é o ex-aluno Cristiano Rocha, que descobriu a sua vocação ainda na universidade. Graças ao incentivo do DI, Rocha mergulhou no universo do empreendedorismo e hoje é um dos donos da fintech BizCapital. “É difícil falar da minha carreira sem falar no DI”, diz. 

Rocha se formou em Engenharia da Computação em 2000 e concluiu o mestrado em Informática em 2003, na área de Inteligência Artificial. Ainda na graduação, cursou algumas matérias de empreendedorismo, o que despertou a sua vontade em ingressar no ramo. Ele e mais dois colegas de turma, Daniel Orlean e Francisco Ferreira, decidiram abrir a Milestone, empresa dedicada a desenvolver soluções SaaS para o mercado de Gestão do Capital Humano e Gestão do Conhecimento. 

A Milestone nasceu enquanto Rocha trabalhava no Laboratório de Engenharia de Software (LES) do DI, coordenado pelo professor Carlos Lucena. “Um dos objetivos do LES era incentivar os alunos a pensar em ideias que pudessem ir para o mercado através de novas empresas, e foi o que nós fizemos”, disse o ex-aluno, que também passou pelo laboratório Tecgraf, coordenado pelos professores Marcelo Gattass e Waldemar Celes, e pela incubadora da universidade. “O DI sempre teve esse mote de fazer projetos com grandes empresas, então você, como aluno, participa desse processo.”

Para Rocha, o apoio dos docentes do Departamento foi essencial para as suas primeiras conquistas. Segundo ele, Carlos Lucena, Daniel Schwabe, Marcus Poggi, Marcelo Gattass, Waldemar Celes e Markus Endler, atual diretor do DI, foram alguns que o incentivaram a persistir com a própria empresa. “Não éramos conhecidos no mercado, então os professores nos indicavam, o que foi fundamental para pegarmos os nossos primeiros clientes e ganharmos credibilidade”, diz. 

Em 2010, a Milestone se fundiu com a QuickMind e a Eduweb, criando a AfferoLab, focada em treinamento, learning e em desenvolvimento de competências para colaboradores de empresas, tornando-se a maior empresa de treinamento corporativo do Brasil. Em 2015, foi vendida para um grupo alemão, e Rocha partiu para outro capítulo de sua história dentro do empreendedorismo: a BizCapital. 

BizCapital: startup usa IA e machine learning para seus processos

Daniel Orlean, Francisco Ferreira e Cristiano Rocha. Foto: Divulgação

Fundada em 2016 por Rocha, Orlean e Ferreira, a BizCapital é uma plataforma online voltada para soluções financeiras. Um de seus braços é a democratização e o fornecimento de crédito para micro e pequenos negócios, ajudando-os a obter a aprovação em poucas horas. 

Para democratizar o acesso ao crédito de forma rápida, a startup usa inteligência artificial, base de dados e machine learning, algumas das grandes paixões de Rocha. 

“No começo da BizCapital, voltamos à PUC e conversamos com os professores. Por um ano, fechamos um projeto com o professor Hélio Lopes e contratamos mestrandos e doutorandos para nos ajudarem a desenvolver a plataforma.” 

O apoio surtiu efeito. Quase cinco anos após o seu lançamento, Rocha celebra o crescimento da empresa, que têm participado de diversas rodadas de investimento. Em 2020, pleno ano de pandemia, a empresa captou R$ 85 milhões e recebeu projeção na imprensa, repercutindo em veículos como Exame e Yahoo Finances

Além disso, ainda no ano passado, a BizCapital conquistou medalha de prata na Categoria Banco da Pequena Empresa – LATAM no 2020 Global Awards, premiação é organizada pelo SME Finance Forum, Managed by the IFC (International Finance Corporation) e pelo G20 – Global Partnership for Financial Inclusion. 

O mérito é de Rocha, seus sócios e sua equipe, mas o DI fez parte dessa história. Para ele, ter tido professores dispostos a ajudar, mesmo depois de anos de formado, ajudando-os a desenvolver novas tecnologias e fornecendo uma base conceitual para os seus trabalhos fez toda a diferença para a sua carreira. “Ao longo do tempo, a PUC-Rio conseguiu fazer e oferecer um ecossistema onde se junta o pesquisador, o empreendedor, e o aluno que quer seguir para um desses caminhos. Eu diria que ninguém oferece esse ecossistema no Brasil da mesma forma que o DI”, diz. 

O ex-aluno também destaca que aproximadamente a metade dos seus colegas de graduação empreenderam. “O DI tem uma característica muito legal de incentivar esse espírito empreendedor. É um ambiente bastante fértil para quem quer empreender.”

Clique aqui e assista ao vídeo que Cristiano Rocha gravou para o YouTube do DI, falando mais sobre a sua carreira e sobre a importância do Departamento e da Universidade para a sua trajetória. Aproveite para se inscrever em nosso canal!


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021 às 13:49

Para Cristiano Rocha, um dos sócios da BizCapital, PUC foi fundamental em sua trajetória A habilidade de inovação do Departamento […]

Por Dentro do DI: LAC desenvolve middleware e aplicações para IoT
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021 às 17:20

Foto: Arquivo pessoal

Laboratório coordenado pelo diretor do DI, Markus Endler, é focado nas áreas de computação distribuída com mobilidade, computação pervasiva e Internet das Coisas

Um dos grandes diferenciais do Departamento de Informática da PUC-Rio (DI) é a existência de 13 Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), os laboratórios de pesquisa coordenados por professores e pesquisadores do DI. Esses laboratórios realizam pesquisa aplicada e inovação em muitas áreas, tais como Ciência de Dados, Engenharia de Software, IA e Machine Learning, Otimização de algoritmos em grafos, Games e Realidade Virtual e Internet das Coisas.

Para falarmos mais sobre os NITs, iniciamos a série “Por Dentro do DI”, que trará os objetos de pesquisa e as conquistas de cada laboratório. O primeiro NIT a ser abordado é o LAC (Laboratory for Advanced Collaboration), fundado em 2002 pelo atual diretor do DI, Markus Endler.

O LAC é responsável por realizar pesquisa básica e aplicada em computação distribuída com mobilidade, computação pervasiva interconectada, e desde 2014, também em Internet das Coisas com mobilidade (Internet of Mobile Things – IoMT). 

Desde sua fundação, tem se dedicado ao desenvolvimento de plataformas de middleware (i.e. uma infraestrutura de software envolvendo serviços e protocolos), que facilitam o desenvolvimento, a operação e o gerenciamento de aplicações distribuídas adaptativas.

Em paralelo, o LAC desenvolveu também inúmeras aplicações inovadoras (protótipos) para testar e validar as funcionalidades dos middlewares subjacentes. Todos esses softwares foram e continuam sendo extensivamente usados para pesquisa e ensino na pós-graduação.

Nos últimos 10 anos, o LAC tem inovado na criação de uma plataforma de middleware extensível para aplicações de IoMT. Esse middleware, chamado de ContextNet, tem componentes na nuvem e em dispositivos mobile (p.ex. em smartphones ou outros dispositivos móveis, como drones), e parte da ideia de que alguns elementos da infraestrutura também podem executar em nós móveis, permitindo assim monitorar e controlar dispositivos IoT em movimento, e até identificar e classificar padrões de mobilidade de objetos, como co-mobilidade de pessoas ou coisas.

O ContextNet é usado em vários grupos de pesquisa na PUC-Rio e também em outras universidades. Em 2020, por exemplo, o LAC iniciou uma pesquisa em Computação Pervasiva e IoT em parceria com a Universidade de Waterloo, no Canadá, a fim de criar um sistema IoT de serviços de saúde hospitalares e ambulatorial, tendo como base o middleware ContextNet.

“Esse é um middleware bastante complexo e extensível, que serve como uma ferramenta muito útil e versátil para o desenvolvimento de sofisticadas aplicações para a Internet das Coisas e que leva em consideração a mobilidade de agentes e coisas, e seus contextos mutáveis”, explicou Endler.

O ex-aluno do DI e então pesquisador do LAC, Gustavo Baptista, recebendo o prêmio Software Development Award do engenheiro de sistemas da Boeing, Tom Dubois, nas dependências do Laboratório, em 2012. Foto: Arquivo pessoal

Para Endler, o desenvolvimento de um sistema de middleware escalável, confiável e multi-serviço, como o ContextNet, é um dos grandes diferenciais do laboratório, permitindo um grande engajamento e senso de pertencimento por parte de todos os envolvidos, incluindo atuais alunos – de graduação e pós-graduação – e ex-alunos já formados.

Parcerias com universidades, centros de pesquisa e empresas

A Universidade de Waterloo não é o único exemplo de parceria do laboratório. Ao longo dos anos, o LAC fez projetos com diversos parceiros internacionais, como a Boeing, a Microsoft Research, a FairCom, a Microsoft Brasil, Bell Hellicopters, Sikorsky, e a Petrobras/Liquigás.

Também vale destacar parcerias com grupos acadêmicos nacionais e internacionais, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o centro de pesquisa alemão L3S, a Tecnhical University Dresden e a Universidade de Stuttgart, na Alemanha.

Além disso, o LAC é participante e membro do Conselho do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), que agrega 14 universidades brasileiras e startups, com mais de 40 pesquisadores e empresários.

Conquistas e premiações

Recentemente, a relevância do middleware ContextNet foi devidamente reconhecida. Em novembro de 2017, Endler recebeu o prêmio Tecnologias de Impacto 2017, concedido pela Qualcomm Brasil, pelo desenvolvimento do ContextNet.

O prêmio Tecnologias de Impacto, que teve cerca de 100 concorrentes, também foi dado para nove outras startups e inventores autônomos, com o objetivo de reconhecer iniciativas de inovação tecnológica e premiar seus respectivos inventores. No caso, o middleware do LAC foi o único projeto inteiramente acadêmico a conquistar o prêmio, e o único na categoria de infraestrutura de middleware, que é agnóstico a um problema ou aplicação concreto.

O fundador do LAC e atual diretor do DI, Markus Endler, recebendo o prêmio Tecnologias da Inovação em 2017. Foto: Arquivo pessoal

“Receber o prêmio foi uma honra muito grande, pois o ContextNet foi reconhecido como sendo um trabalho de PD&I que tem trazido inovação para o país, na forma de uma ferramenta que facilita o desenvolvimento de aplicações distribuídas de IoT”, disse Endler.

Ponte para o mercado de trabalho

Atualmente, o LAC conta com a colaboração de pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos, estagiários e alunos de graduação, cada um trabalhando em um total de 13 sub-projetos de evolução do middleware. No LAC, atuam também diversos pesquisadores e colaboradores externos, entre eles, inclusive outros professores do DI, como Edward Hermann Haeussler, Anderson da Silva, Valeria de Paiva e Adriano Branco.

Segundo o doutorando Vitor Pinheiro, o trabalho no LAC o ajudou a ter contato com problemas reais da área, devido ao incentivo pelo contato com empresas. “Ao ter contato com os problemas ainda dentro da universidade, pude desenvolver minha capacidade crítica de avaliar qual solução é mais adequada para cada problema”, disse.

Ainda de acordo com Pinheiro, o LAC e os demais laboratórios da PUC-Rio o ajudaram a fazer uma conexão entre a academia e o mercado de trabalho. 

“Os laboratórios servem como um mediador entre as empresas e os alunos, quase um matchmaking, no qual os dois lados ganham. Os alunos ganham porque eles têm a oportunidade de ter contato com problemas reais e com as empresas já participando na criação de soluções. Já as empresas ganham porque elas já podem avaliar o aluno desde esse processo e podem contratar agora um profissional que eles já possuem uma confiança maior de que ele irá agregar valor.”

O LAC está sempre aberto para receber estagiários, alunos de graduação e pós-graduação, assim como pós-doutorandos, que estejam dispostos a “vestir a camisa” e virarem “LACianos”. Para saber mais sobre as pesquisas do LAC, visite www.lac.inf.puc-rio.br e/ou entre em contato com Markus Endler pelo e-mail: endler@inf.puc-rio.br.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021 às 17:20

Laboratório coordenado pelo diretor do DI, Markus Endler, é focado nas áreas de computação distribuída com mobilidade, computação pervasiva e […]

DI cria grupo para debater ética na informática
terça-feira, 26 de janeiro de 2021 às 16:22

Foto: Pixabay

O objetivo é propor um olhar ético no desenvolvimento de tecnologias 

Você já deve ter se deparado com aplicativos que usaram os seus dados para entregar propagandas, ou com softwares que utilizam a inteligência artificial para reconhecer o seu rosto em uma foto. Mas você já parou para pensar se essas situações, aparentemente corriqueiras, exigem uma discussão quanto à sua conduta ética? 

A resposta é sim, e esse debate precisa ser cada vez mais frequente na sociedade. Pensando em ampliar essa questão, o Departamento de Informática da PUC-Rio (DI) criou o grupo Valores Humanos e Ética na Informática (VHEI), formado pelos professores Markus Endler, diretor do DI, Daniel Schwabe, Clarisse Sieckenius de Souza, Edward Hermann Haeusler, Marcos Kalinowski, Sérgio Lifschitz, Simone Barbosa, Anderson Silva e Julio Leite

“A proposta inicial é que nós tenhamos, dentro do DI, um núcleo de pessoas que estão voltadas, interessadas e ativas nesse questionamento ético constante”, afirmou a professora emérita do DI Clarisse de Souza. “Gostaríamos de imprimir uma conduta ética em relação ao desenvolvimento de tecnologia como parte da formação dos nossos alunos”, complementou.

Algoritmos: mocinhos ou vilões?

Algoritmos mal concebidos, modelos de Inteligência Artificial enviesados e o desenvolvimento de software, em geral, são temas discutidos pelo grupo, que surgiu em abril de 2020 como resposta a um impulso na forma de alerta dado ao colegiado do Departamento pelo professor titular do DI Daniel Schwabe. 

Na ocasião, Schwabe lembrou que atualmente softwares e algoritmos podem ter impactos graves sobre as nossas vidas, ressaltando que a ética deveria ser uma disciplina central, que permeasse toda a formação do cientista e do engenheiro da computação.

“Por exemplo: você pode ter um algoritmo que usa o gênero de um usuário para tomar alguma decisão. Mas será que isso é ético? Será que isso tem uma boa intenção? Pode até ter, mas corre riscos de essa intenção não ter sido colocada explicitamente”, disse o professor. 

“A partir dali, saiu o primeiro alerta: os nossos alunos precisam entender que os processos que envolvem os sistemas computacionais vão, necessariamente, envolver esse tipo de questões envolvendo ética e valores”, completou. 

Endler alertou para a programação dos algoritmos que é feita por uma pessoa que muitas vezes não previu todos os possíveis usos da ferramenta. Para ilustrar o debate ético que envolve essa questão, o diretor do DI citou um exemplo muito comum: a solicitação de um empréstimo bancário. 

“Nesse caso, o banco consulta a sua ficha cadastral e tem acesso ao seu histórico de transações e de pagamentos, tudo graças a um algoritmo. Esses números vão ser os responsáveis por dizer que alguém tem, ou não, direito a esse empréstimo. Pode acontecer de uma pessoa idônea ter o seu direito negado porque cometeu um pequeno deslize lá atrás, mas o sistema não vai reconhecer isso, nem levar esse caso em consideração”.

Olhar para dentro antes de olhar para fora

Além de discutir a ética no processo de concepção, desenvolvimento e no uso de sistemas de informação e de software em geral, o grupo também discute os princípios éticos relativos ao próprio DI, dentre eles, as regras de conduta dos professores, pesquisadores e alunos do departamento. 

O intuito é que as dimensões tratadas e discutidas no grupo devam refletir os princípios e os valores que norteiam o convívio harmonioso, colaborativo e socialmente empático da nossa comunidade. 

“Nós temos que ter mais consciência do nosso comportamento enquanto pessoas, no que diz respeito à nossa atuação profissional. Dentro dessa esfera, temos que entender qual é o código de ética que queremos adotar”, disse Schwabe.  

Endler explicou que a ideia é expandir as discussões do grupo para outras áreas e ampliar o debate para o restante da universidade e, também, para a sociedade. “Esse é um processo que vai levar tempo, mas essa é só a semente”, disse.  

Uma questão multidisciplinar 

A questão da ética dentro da tecnologia vai além do Departamento de Informática e conversa com outras áreas. Clarisse, por exemplo, coordena o EMAPS (Ética e Mediação Algorítmica de Processos Sociais), grupo criado em conjunto com professores e alunos dos departamentos de Filosofia e de Direito da PUC-Rio. “A proposta era ter um grupo interdisciplinar para discutir questões de ética dentro de qualquer processo social que fosse mediado por algoritmos”, afirmou. 

O professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, Edgar Lyra, é um dos integrantes do EMAPS, e estimula o intercâmbio entre as áreas. “A tecnologia precisa ser discutida, porque ela está alterando todo o nosso ethos, costumes, horizontes, desejos e expectativas”, disse. 

Lyra também defende que a junção da ética, da tecnologia e da filosofia contribui com a formação das subjetividades e com a moldagem dos comportamentos, dos desejos e da percepção que as pessoas têm dos seus deveres e direitos. “Não podemos mais agir como meros usuários das novas tecnologias. Precisamos pensar no que está acontecendo ao redor, e a filosofia contribui fortemente para esse papel”, concluiu. 

 


terça-feira, 26 de janeiro de 2021 às 16:22

O objetivo é propor um olhar ético no desenvolvimento de tecnologias  Você já deve ter se deparado com aplicativos que […]

Curso de Ciência de Dados, área com ampla procura, abre turmas online
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021 às 11:57

O início das aulas está previsto para o dia 9 de março, com duração de 18 meses

A especialização em Ciência de Dados do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio está com as inscrições abertas. O início das aulas está previsto para o dia 9 de março e o curso terá duração de 18 meses. Neste ano, a especialização será 100% on-line, possibilitando o ingresso de graduados de qualquer parte do Brasil e do mundo.

Para este formato, as aulas acontecerão de forma síncrona, ou seja, em horário marcado e em tempo real. Além disso, todo o conteúdo será também gravado e disponibilizado para os alunos que não tiverem a oportunidade de acompanhar alguma das aulas síncronas e interativas.

Ementa inclui conceitos teóricos e práticos da área

O curso trata de tópicos variados para fornecer a formação ideal para um cientista de dados, como: Machine Learning, Inteligência Artificial, Banco de Dados (Bancos de dados relacionais, NoSQL, Data Warehouses, Data Lake, etc), Big Data, Cloud Computing, LGPD e Gestão de Dados, Visualização da Informação, Dashboards, entre outros.

Com nove disciplinas e um trabalho final, o objetivo da especialização é formar profissionais que sejam capazes de analisar dados, aplicar as suas respectivas técnicas em organizações e acompanhar as tendências do mercado.

De acordo com a professora de especialização da PUC-Rio e coordenadora do curso, Tatiana Escovedo, o conhecimento em Ciência de Dados deve ir além do uso de ferramentas e tecnologias. “Buscamos assegurar que os alunos entendam o processo de ciência de dados, ou seja, que eles sejam capazes de entender todo o caminho, desde a necessidade do cliente até a entrega de soluções que agreguem valor ao negócio”, disse. 

O curso é voltado para pessoas graduadas em qualquer área e que tenham familiaridade com a área de exatas. “Ciência de dados é um tema quente em computação e áreas correlatas, que tem diversas aplicações nas mais distintas áreas, como Saúde, Óleo e Gás, Engenharia de Produção, Vendas, Recursos Humanos, Direito, Letras, Economia, entre muitas outras”, complementa Tatiana. 

O professor do DI e também coordenador do curso, Hélio Cortes Vieira Lopes, ressalta a importância da familiaridade e do domínio em Ciência de Dados para o mercado de trabalho. “A área veio para dar valor aos dados nos mais diferentes ramos de atuação da indústria. No século XXI, profissionais das mais diferentes áreas terão como requisito ter conhecimento nessa área”, afirmou.

A primeira versão da especialização de Ciência de Dados foi criada na década de 2000 pelo então professor associado do DI e também coordenador Rubens Nascimento Melo. 

“Na ocasião, o curso já enfatizava os principais tópicos de BI (Business Intelligence) e era focado em data warehousing, data mining e gestão do conhecimento. Agora, adaptamos o curso de forma que ele tenha novos seminários e outros tópicos, refletindo a modernidade da área”, disse Melo.

Como se inscrever? 

As inscrições para a especialização Ciência de Dados estão abertas e podem ser realizadas via CCE. O curso começa em 9 de março. Os encontros síncronos serão realizados às segundas, terças e quartas-feiras, de 19h às 22h, pela plataforma Zoom.

A página do CCE da PUC-Rio reúne todas as informações sobre a ementa, valores e inscrições. Para acessá-la, basta clicar aqui.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2021 às 11:57

O início das aulas está previsto para o dia 9 de março, com duração de 18 meses A especialização em […]

Especialização em Análise e Projeto de Sistemas está com inscrições abertas
quinta-feira, 21 de janeiro de 2021 às 17:18

Especialização, que tem mais de 40 anos de história, terá turma 100% online; início das aulas será em março

As inscrições para a especialização em Análise e Projeto de Sistemas (APS) seguem abertas. O curso será 100% online com carga horária de 360 horas, nove disciplinas e um projeto final,  que levará ao desenvolvimento de um sistema de informação completo utilizando tecnologias contemporâneas. A turma de 2021 terá início em 10 de março. 

Segundo a professora de especialização da PUC-Rio e coordenadora do curso, Tatiana Escovedo, o formato virtual visa reunir profissionais de todo o país, aumentando as chances de os alunos ampliarem o networking. 

“O curso vai proporcionar uma grande troca de conhecimento entre os colegas, reunindo uma diversidade muito maior, tanto de idades, de empresas e de bagagem profissional”, disse. 

Ainda de acordo com Tatiana, o ensino à distância (EAD) da PUC-Rio se destaca por realizar as aulas de forma síncrona, ou seja, que ocorrem em horário marcado e em tempo real. “Queremos que a experiência da sala de aula seja aproveitada ao máximo, estimulando a troca com os professores e com os colegas”, frisa. No entanto, as aulas síncronas serão também gravadas, oferecendo maior praticidade a quem não puder comparecer no horário estipulado em determinado dia ou, ainda, os que quiserem rever alguns conceitos e tópicos ensinados.

De acordo com o professor do DI e também coordenador do curso, Sérgio Lifschitz, o formato online funciona bem para os profissionais da área de análise de sistemas, especialmente por ser um mercado de trabalho que permite o trabalho home office. “Tenho a impressão de que muitos interessados podem aproveitar o tempo que antes era gasto com deslocamento para o trabalho e para a faculdade, para fazer um investimento na sua própria formação”, afirmou. 

Curso contará também com palestras, mentorias e trabalhos individuais e em grupo

Dentre os objetivos da especialização, destaca-se a habilitação de profissionais para definir estratégias de desenvolvimento de softwares, especificar sistemas de informação e liderar equipes técnicas. Além disso, ao fim do curso, os alunos serão capazes de analisar, selecionar, aplicar e empregar métodos, técnicas, ferramentas e tecnologias contemporâneas relacionadas ao desenvolvimento de sistemas.

O curso é voltado para pessoas graduadas em qualquer área e que desejam formalizar os seus conhecimentos em computação e/ou que buscam se atualizar em relação às novas metodologias e tecnologias da área. Outras atividades, como palestras, mentorias e trabalhos individuais e em grupo, também estão incluídas na ementa do curso.

Todas as aulas serão ministradas por profissionais experientes e reconhecidos no mercado nas áreas de tecnologia e negócios, que aliam uma forte formação acadêmica com ampla experiência prática.

Curso é reconhecido por sua tradição

A primeira versão do curso de Análise e Projeto de Sistemas da PUC-Rio foi criada há mais de 40 anos pelo então professor associado do DI e também coordenador do curso Rubens Nascimento Melo, que esteve à frente de todas as evoluções da especialização. “Com o avanço da informática no Brasil e no mundo, o curso passou por diversas transformações, sendo necessário proporcionar mudanças no ensino da área”, destacou Melo. 

Ao longo do tempo, o curso se tornou uma especialização e continuou acompanhando as evoluções e ditando as tendências do mercado e da tecnologia, mantendo sua excelência na qualidade e na formação de grandes profissionais diferenciados para o mercado

O curso de APS da PUC-Rio foi um dos primeiros cursos de formação de profissionais de Informática do Brasil, servindo como inspiração para diversas especializações do país.

Como se inscrever? 

As inscrições para a especialização APS podem ser realizadas via CCE. A partir do dia 10 de março, os encontros síncronos serão realizados às terças, quartas e quintas-feiras, de 19h às 22h, pela plataforma Zoom. 

A página do CCE da PUC-Rio reúne todas as informações sobre a ementa, valores e inscrições. Para acessá-la, basta clicar aqui.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021 às 17:18

Especialização, que tem mais de 40 anos de história, terá turma 100% online; início das aulas será em março As […]

Painel coordenado e moderado por Endler ganha destaque em publicação
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021 às 14:57

Diretor do DI da PUC-Rio, Markus Endler

Artigo na IEEE Internet of Things Magazine traz debate sobre a relação entre Internet das Coisas, ciência de dados e aprendizado de máquinas

Reflexões e visões sobre a conexão entre a área de Internet das Coisas (IoT) com ciência de dados e aprendizado de máquinas foram reunidas no artigo “Challenges and Opportunities for Data Science and Machine Learning in IoT Systems – A Timely Debate” publicado em 30 de dezembro na revista IEEE Internet of Things Magazine. O texto, dividido em duas partes, compilou opiniões dadas no painel homônimo coordenado e moderado pelo diretor do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, Markus Endler, em agosto de 2019, na Very Large Internet of Things (VLIoT). O evento ocorreu em Los Angeles, na Califórnia (EUA).

Além de Endler, o painel teve a presença de quatro pesquisadores na área de Internet das Coisas (IoT): Sumi Helal (Lancaster University); Flávia C. Delicato (Universidade Federal Fluminense); Cintia B. Margi (Universidade de São Paulo); e Satyajayant Misra (New Mexico State University). Todos os pesquisadores envolvidos foram também co-autores do artigo.

Para Endler, a publicação do artigo representa uma enorme satisfação. “Em particular, fiquei muito feliz porque foi um projeto bastante audacioso. Não é muito comum ter um artigo que resume a opinião de quatro pesquisadores, então tenho uma grande satisfação em conseguir publicar um artigo nessa modalidade diferente e reunindo pesquisadores tão respeitados”, diz.

Correlação entre áreas e desafios foram discutidos

Da esquerda para a direita: Flavia Delicato; Sumi Helal; Cintia Margi; e Satyajayant Misra durante o VLIoT 2019.

A abertura do painel foi marcada por um questionamento de Endler: “Se a infraestrutura da IoT é o sistema nervoso de um sistema ciber-físico, data science é o conhecimento e o aprendizado de máquina é o cérebro, como podemos ter certeza de que estamos coletando e processando todos os bits de informação para construir sistemas inteligentes, adaptáveis e amigáveis aos humanos”. 

A partir dessa colocação, os painelistas puderam discorrer sobre o tema e a correlação entre as áreas. “O grande potencial da Internet das Coisas não é sobre obter dados, mas sobre como extrair conhecimento valioso desses dados. Nesse contexto, a ciência de dados pode dar uma grande contribuição para tornar os sistemas de Internet das Coisas mais inteligentes”, disse Flávia. 

“Minha opinião é que a Internet das Coisas não é apenas uma grande infraestrutura de geração de dados, mas também uma infraestrutura inteligente e ativa que consome seus dados no local por meio de raciocínio e inteligência embutida”, completou Helal. 

Outras questões que abrangem essas três áreas foram discutidas, como: problemas de comunicação; problemas de coordenação; segurança e privacidade; processamento de eventos; modelos econômicos e stream processing integrado na nuvem e nas bordas (cloud edge processing). Os pesquisadores também abordaram sobre como tais desafios podem ser enfrentados na nova geração de sistemas de Internet das Coisas.

Para Endler, “foi uma honra” dividir a mesa com grandes nomes da área de Internet das Coisas, inclusive brasileiros. Na ocasião, o diretor do DI foi o responsável por convidar os pesquisadores. “Eu fiz questão de convidar a Flavia e a Cintia, porque acho importante mostrar que o Brasil está presente e muito bem representado nessa área”, afirma. Endler também frisa que, a partir da participação no painel, parte dos pesquisadores iniciaram uma colaboração para compartilhar ideias e escrever novos artigos. 

O artigo foi dividido em duas partes e está disponível aqui e aqui.

Sumi Helal, Flavia C. Delicato, Cintia B. Margi, Satyajayant Misra, Markus Endler,
Challenges and Opportunities for Data Science and Machine Learning in IoT Systems: A Timely Debate – Part I and Part II, in IEEE Internet of Things Magazine, doi: 10.1109/IOTM.0011.2000002.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021 às 14:57

Artigo na IEEE Internet of Things Magazine traz debate sobre a relação entre Internet das Coisas, ciência de dados e […]