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‘O aprendizado de máquinas se sobrepôs à computação visual’, diz Raposo em live
segunda-feira, 22 de março de 2021 às 17:29

Foto: Reprodução/YouTube

Seminário abordou a área de computação visual inteligente a partir de resultados de pesquisas do DI e do Instituto Tecgraf

Visão computacional, realidade virtual e realidade aumentada são algumas das vertentes que compõem a computação visual. Mas atualmente, é difícil falar sobre o assunto sem interligá-lo à área de aprendizado de máquinas. “Nos últimos anos, a inteligência artificial, mais especificamente o aprendizado de máquinas, se sobrepôs à computação visual”, disse o professor do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio Alberto Raposo na live “Desafios e oportunidades em computação visual inteligente”, na sexta-feira (19) e disponível no canal do DI no YouTube.

De acordo com o professor, a inserção do machine learning na área de computação visual vem trazendo resultados “melhores e mais surpreendentes”. Nesse sentido, Raposo conduziu a sua apresentação mostrando pesquisas e soluções trabalhadas no DI e no Instituto Tecgraf de Desenvolvimento de Software Técnico-Científico da PUC-Rio, que desenvolve projetos para a indústria. Raposo é gerente de projetos do Tecgraf.

Na live, Raposo apresentou pesquisas voltadas à computação visual inteligente na área médica, como a tese de doutorado de Victor de Almeida Thomaz, defendida em abril de 2020, que retratou o aprimoramento de dados a partir da geração sintética de dados de treinamento para algoritmos de detecção de pólipos. “Com os métodos utilizados no trabalho, conseguimos melhorar as técnicas de detecção [de pólipos] que já existiam, mexendo só nos dados”, explicou.

Raposo trouxe outros exemplos em que a computação visual inteligente se relaciona com a área de imagens médicas, como os projetos realizados em parceria com a GE Healthcare e com o Hospital de Amor (antigo Hospital de Câncer de Barretos). Um desses projetos é a análise automática de ecocardiografia fetal, que pretende desenvolver softwares para ajudar os médicos na detecção precoce de possíveis cardiopatias existentes no feto. Outro projeto é a análise de imagens de mamografia, com o intuito de aprimorar as imagens obtidas por meio desse exame. 

Segundo o professor, todos os trabalhos relacionados às imagens médicas abordam o mesmo problema: a geração de dados dos exames, pois as bases de dados existentes são limitadas e têm pouca variedade. Logo, o aprendizado de máquina busca trabalhar com o aprimoramento desses dados.

Aprendizado de máquina interativo

Outra ramificação da computação visual inteligente é a área de aprendizado de máquina interativo, que também foi abordada na palestra. Segundo Raposo, esse campo conta com a participação do ser humano. “Ele vai ajudar a ensinar o algoritmo de aprendizado de máquina compensando a falta de dados”, explicou. 

Nesse viés, o professor discorreu sobre outra tese de doutorado, desta vez da doutoranda do Programa de Informática da PUC-Rio Jessica Pecho. O trabalho “Uma abordagem baseada no aprendizado de máquina interativo para customização de tecnologias adaptáveis para reabilitação física”, que será apresentado em abril deste ano, aborda o aprendizado de um sistema inteligente por meio de práticas humanas. 

Nesse caso, o sistema Open Pose consegue captar os movimentos de um fisioterapeuta, entendê-los como “corretos” e detectar anomalias (ou seja, movimentos “contrários”) vindas por parte de um paciente.  

Computação visual inteligente na indústria

Além do ramo médico, Raposo trouxe exemplos de projetos que envolvem computação visual inteligente dentro da indústria de petróleo, principalmente para a Petrobras, parceira do Instituto Tecgraf). 

Um dos trabalhos é o SMS 360, que cria ambientes 3D e fotos 360º das locações reais, como plataformas e navios, com o intuito de fazer avaliações mais objetivas da percepção de riscos dos funcionários. Raposo também falou sobre o projeto Segurança em Operações de Mergulho, cuja ideia é aumentar as atividades de mergulho na indústria de óleo e gás, essenciais na produção de petróleo em águas profundas. 

“Como essa é uma área arriscada, na qual ocorrem muitos acidentes, esse projeto quer aumentar a segurança operacional dessa atividade por meio do desenvolvimento de novas tecnologias”, disse o professor, que trouxe como exemplo o desenvolvimento de vestimentas (wearables) inteligentes que ajudam a monitorar os batimentos cardíacos dos mergulhadores. 

Outras teses, como “Automatic image annotation using deep reinforcement learning”, de Leonardo Cruz, e outros projetos do Instituto Tecgraf, como o trabalho que alia inteligência artificial e imagens 3D no combate à Covid-19 apoiado pelo Programa de Combate a Epidemias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), também foram apresentados na live. 

Assista ao seminário completo no nosso canal do YouTube, e se inscreva para ser informado das próximas lives!


segunda-feira, 22 de março de 2021 às 17:29

Seminário abordou a área de computação visual inteligente a partir de resultados de pesquisas do DI e do Instituto Tecgraf […]

Alberto Raposo apresenta live sobre computação visual inteligente
quinta-feira, 18 de março de 2021 às 13:56

Transmissão será na sexta (19), às 15h, no YouTube do DI, e professor apresentará resultados de pesquisas do Tecgraf

Nesta sexta-feira (19), às 15h, o professor do Departamento de Informática (DI) Alberto Raposo apresentará a live “Desafios e oportunidades em computação visual inteligente”. Raposo falará das pesquisas realizadas pelo Grupo de Realidade Virtual e Aumentada do Instituto Tecgraf sobre a chamada computação visual inteligente. Os trabalhos fazem uso de inteligência artificial para aumentar o potencial de aplicações da computação visual. A palestra será transmitida ao vivo pelo canal do DI no YouTube e na página do Facebook

Segundo o professor do DI, essa é uma área que tem sido cada vez mais usada na engenharia, saúde, indústria, educação e por governos, inclusive no setor militar. “A pesquisa em computação visual apresenta inúmeras oportunidades e desafios decorrentes do seu uso cada vez mais amplo”, afirma. 

Ainda de acordo com Raposo, o cenário se assemelha ao da área de inteligência artificial em termos de possibilidades e dificuldades. “Por exemplo, técnicas de aprendizado de máquina têm revolucionado a área de visão computacional, pela sua capacidade de reconhecer e classificar características ou objetos da imagem, assim como acontece com o processamento avançado de geometrias 3D”, explica.

A live faz parte da série de seminários on-line da pós-graduação do DI, que tem como objetivo aproximar a sociedade dos resultados de pesquisas e desenvolvimento do Departamento. Você pode acompanhar a apresentação no canal do DI no YouTube, com transmissão simultânea no Facebook. Inscreva-se e ative o lembrete para não perdê-la!


quinta-feira, 18 de março de 2021 às 13:56

Transmissão será na sexta (19), às 15h, no YouTube do DI, e professor apresentará resultados de pesquisas do Tecgraf Nesta […]

Painel ‘Mulheres na Computação’ debate presença feminina na área
quarta-feira, 17 de março de 2021 às 13:22

Foto: Reprodução/YouTube

Organizada pelo CAINF, live teve participação da professora emérita do DI Clarisse de Souza

Lugar de mulher é onde ela quiser – inclusive na área da computação. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Centro Acadêmico de Informática da PUC-Rio (CAINF) organizou o painel “Mulheres na Computação”, que contou com a participação da professora emérita do Departamento de Informática (DI) Clarisse Sieckenius de Souza e da desenvolvedora front-end e streamer Laura Grassi. A conversa, em formato de live, foi realizada na última sexta-feira (12), e está disponível no canal do DI no YouTube. A moderação foi da aluna de Ciência da Computação e conselheira do CAINF Ana Carolina da Hora, também conhecida como Nina da Hora.  

As participantes falaram sobre a presença de mulheres na área de computação, tanto no mercado de trabalho, quanto na academia. Na visão de Clarisse e Laura, este percentual feminino ainda é baixo. A professora emérita do DI contou que as últimas turmas para as quais deu aula, antes de se aposentar, no início de 2020, tinham “uma ou duas mulheres” e mais de 20 homens. 

Para ela, houve uma grande mudança no perfil dos estudantes nas últimas três décadas. “Quando ingressei no DI, em 1988, a turma era constituída por metade de homens e metade de mulheres”, contou Clarisse, que já teve muitas orientandas. Ela disse que ao migrar de área de estudo – foi de Inteligência Artificial para Interação Humano-Computador (IHC) – encontrou maioria feminina, diferentemente do que se vê hoje. 

Laura disse que trabalha entre homens. “Eu nunca tive a chance de trabalhar com uma mulher próxima, seja na mesma área ou em cargos de gestão e diretoria”, apontou a desenvolvedora front-end. A situação não foi diferente na graduação: em uma turma com 90 alunos, 85 eram homens. Doze se formaram, sendo Laura a única mulher. 

A desistência de meninas durante o curso foi outro ponto comentado pelas participantes. Entre os aspectos que podem influenciar este abandono, elas mencionaram o ensino rígido de computação, a dificuldade para se encontrar estágios e também a ideia equivocada de que mulheres não têm performance tão boa quanto homens nesta área do conhecimento.

Elas reforçaram a importância de uma inserção feminina cada vez maior. “Sei que existem muitos estereótipos, mas a gente pode mudar isso”, frisou Laura. “É uma questão de trazer mais gente e mais talentos”, pontuou Clarisse. Nina, por sua vez, destacou que a presença de grupos formados por mulheres dentro das universidades dá uma maior sensação de segurança a quem chega, e estimula as alunas a seguir adiante.

Participantes falaram sobre carreira e experiências

Na live, Clarisse e Laura relembraram suas trajetórias profissionais. A professora emérita é graduada, mestre e doutora em Letras. No início da carreira, seu objetivo era trabalhar com tradução e interpretação de conferências. A relação com a computação aconteceu por acaso, após trabalhar como intérprete em programas de treinamento de informática. Veio daí o interesse por este novo universo. Ela fez então doutorado em Linguística Computacional, e migrou definitivamente para a computação em 1988. Foi quando ingressou no corpo docente do DI, onde trabalhou por mais de 30 anos, especializando-se em IHC. 

A professora também falou da inclusão de seu nome na lista de 54 Mulheres Notáveis da Computação Mundial, criada em 2014 pelo Instituto Anita B.org e pela Associação de Pesquisa em Computação Mulher (CRA-W, na sigla em inglês). O intuito de se fazer a lista foi estimular o interesse de mais mulheres nas áreas de exatas e tecnologia.

Já Laura é formada em gestão de TI e começou trabalhando como desenvolvedora back-end. Hoje, é desenvolvedora front-end e cria conteúdo na internet para auxiliar quem quer entrar na área. Sob o nome de @kibum.png, ela acumula milhares de seguidores nas redes sociais – são mais de 69 mil só no Instagram. 

Elas também responderam a perguntas dos espectadores, aprofundaram-se em aspectos de suas áreas e deram dicas para mulheres que desejam seguir carreira parecida. Assista à live completa no nosso canal do YouTube, e se inscreva para ser informado das próximas novidades!


quarta-feira, 17 de março de 2021 às 13:22

Organizada pelo CAINF, live teve participação da professora emérita do DI Clarisse de Souza Lugar de mulher é onde ela […]

Perfil: conheça a carreira de Carlos Lucena, um dos fundadores do DI
terça-feira, 16 de março de 2021 às 12:44

Professor titular do Departamento é pioneiro na área de computação no Brasil e possui uma singular trajetória profissional com inúmeros prêmios e honrarias

Que tal conhecer mais sobre a carreira e as conquistas dos pesquisadores do DI? Periodicamente, vamos apresentar um perfil de um professor do departamento. A estreia é com um dos grandes nomes e o fundador do DI, o professor titular Carlos Lucena. Confira!

Cerca de 60 honrarias ao longo de cinco décadas de carreira; mais de 700 trabalhos publicados; e mais de 9.500 citações em trabalhos diversos. Definitivamente, não é fácil resumir a extensa e grandiosa trajetória profissional do professor titular Carlos Lucena, de 78 anos, um dos fundadores do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio e pioneiro na área da computação no Brasil. 

O professor Marco Antônio Casanova que o diga. “Foi muito difícil escrever todos os seus feitos em apenas uma página”, brincou Casanova, responsável por escrever uma minibiografia de Lucena para o “Diploma de Pesquisador de Destaque”, oferecido pela PUC-Rio. Em dezembro de 2018, foi o primeiro a ser agraciado pelo prêmio, pelos relevantes serviços prestados à universidade.

A PUC-Rio não foi a única a se beneficiar com as contribuições de Lucena. Se hoje nós temos internet no Brasil, devemos grande parte desse esforço ao professor, que é reconhecido como um dos implementadores da internet no país pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, e Inovações (MCTI). 

A sua trajetória não para por aí. Para falarmos sobre o seu extenso trabalho e importância para a área de computação, precisamos voltar lá atrás. Nascido em Recife, em 1943, o jovem Lucena se mudou para o Rio de Janeiro com apenas 2 anos de idade. Na infância e na adolescência, desenvolveu o gosto por tocar violão, além de adotar, como hobby, a escrita de contos e poesias.

Porém, a sua preferência pela área de exatas ditou os rumos da sua vida profissional. Em 1962, ele ingressou na universidade e se graduou em Economia, com ênfase em Matemática. No mesmo ano, começou a estagiar no Centro de Computação da PUC-Rio (o primeiro do gênero no Brasil, criado em 1960), e permaneceu por lá durante toda a sua graduação. A partir de 1965, quando se formou, foi contratado pelo Departamento de Matemática para coordenar a área de Matemática Computacional.

O começo do DI

O Departamento de Informática da PUC-Rio ainda não existia e só começou a ganhar forma em 1967, quando Lucena, Arndt Von Staa, Antonio Furtado, Sérgio Carvalho, Luiz Martins e outros começaram a lecionar um novo mestrado em Informática na PUC-Rio. “Foi o primeiro curso de computação do país. Só que em 1967, a maior parte dos cursos de computação pelo mundo afora não era alocada em seus departamentos próprios, mas nos departamentos de matemática ou de engenharia”, explicou Casanova. 

Mas a gênese desse curso de computação pioneiro na PUC-Rio não foi nada fácil. “Nós procuramos professores estrangeiros para dar partida no programa do mestrado, mas não conseguimos ninguém que estivesse disposto a vir ao Brasil. Então, começamos a ensinar um ao outro; um estudava um livro e ensinava o conteúdo para os outros”, contou o professor emérito do DI Arndt Von Staa, que também participou da fundação do departamento. Esse processo também é conhecido como “boostrap”, que significa desenvolver uma coisa usando esta mesma coisa como instrumento. Para ilustrar o conceito, lembramos da célebre história “A Aventura do Barão de Münchhausen”, de Rudolph Raspe, onde o Barão puxa a si e o seu cavalo de um atoleiro através dos cadarços de suas próprias botas.

Esse programa de mestrado “self-made” catalisou então a criação do Departamento de Informática da PUC-Rio, que começou a operar oficialmente em março de 1968, e teve Lucena como cofundador.

O professor Lucena em sala de aula. Foto: Arquivo pessoal

A origem do nome do DI é curiosa. Ao redigir a documentação necessária para criar o que seria o Departamento de Ciências de Computação da PUC-Rio, ele trocou o termo, na última hora, para Departamento de Informática. O termo “informática”, até então, não era utilizado no vocabulário brasileiro – é uma versão adaptada do francês “informatique”. A adoção do termo no nome do Departamento acabou popularizando o termo, e serviu para evitar trocadilhos e chacotas de duplo sentido com a palavra “computação”, também pouco conhecida na época.

Assim nasceu o DI, que, no início, tinha Lucena como coordenador de Pós-Graduação, e Antonio Cesar Olinto como diretor. O DI começou sua primeira turma regular de mestrado e também de ICC – Introdução à Ciência da Computação e Cálculo Numérico. 

Mestrado e doutorado no exterior

Em 1967, Lucena começou o seu mestrado em Matemática no Department of Computer Science & Applied Analysis pela Universidade de Waterloo, no Canadá. E a relação com a instituição se firmou a partir de 1975 quando se tornou professor-adjunto e regularmente ia  passar alguns meses de inverno lá. “Ele ia todo ano ao Canadá e costumava levar dois alunos brasileiros de doutorado para lá. Por isso, a PUC-Rio teve uma quantidade muito grande de alunos trabalhando em Waterloo”, explicou Casanova: “É difícil um professor que tenha uma dupla inserção, aqui e em algum lugar do exterior, durante um tempo tão longo quanto Lucena. Isso é muito marcante em sua carreira e trouxe consequências importantes para o departamento.”

No exterior, Lucena também completou, em 1974, o doutorado em Ciência da Computação pela School of Engineering and Applied Sciences na University of California, Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos. Em 1975, fez pós-doutorado na IBM Research, no mesmo país. 

Carreira, prêmios e contribuições para a área 

Na PUC-Rio, Lucena é professor titular do Departamento de Informática e coordenador do Laboratório de Engenharia de Software desde 1982. Atuou também como Vice-reitor, Decano do Centro Técnico e Científico (CTC), Diretor do Departamento de Informática, por três vezes, e superintendente da Fundação Padre Leonel Franca (FPLF), entre outras funções.

Fora da universidade, ele acumula diversas posições de destaque em dezenas de associações, institutos e periódicos. Para destacar alguns, foi membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia da Presidência da República, representando a Academia Brasileira de Ciências por dois mandatos, e integrou e coordenou conselhos, comitês e comissões de instituições como CNPq, Faperj e Capes – que contaram com uma grande atuação do pesquisador.

“Em seu segundo mandato como coordenador da área de computação da Capes, Lucena conseguiu incluir as conferências no programa de avaliação do curso. Na nossa área, as conferências são muito importantes. Mudar a forma de avaliação dentro da Capes foi uma grande revolução”, disse Casanova, que destacou a personalidade do pesquisador como “essencial” para essa conquista. 

Professor Lucena recebendo o prêmio Almirante Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, em 1987. Foto: Arquivo pessoal

A gentileza e generosidade do professor também são reforçadas pelo professor emérito do DI Antonio Furtado, amigo de longa data de Lucena e um dos cofundadores do Departamento de Informática da PUC-Rio.

“Na vida acadêmica, alguns se notabilizam como professores de talento, alguns como pesquisadores originais, outros como empreendedores dedicados a iniciar e dirigir unidades de ensino ou de projetos aplicados. Raros são os que juntam duas dessas qualidades, raríssimos os que possuem as três. E entre esses privilegiados está o Lucena”, disse.

A extensa atuação e contribuição do professor foi amplamente reconhecida ao longo das mais de cinco décadas de dedicação ao DI. Com isso, ele recebeu cerca de 60 honrarias, como o Prêmio Almirante Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, em 1987; a insígnia da Classe Grã-Cruz da Ordem do Mérito Científico da Presidência da República em 1996; o título de Fellow da Association for Computing Machinery (ACM) em 2014 – um dos primeiros latino-americanos a receber a honraria – e a medalha de Nobres Parcerias do Canadá, em 2017.  

“Todos do Departamento de Informática devem muito ao professor Lucena por tudo o que ele  fez ao longo desses anos. Somos muito gratos a ele”, destacou o atual diretor do DI, Markus Endler. “É o grande pioneiro na área da computação no Brasil”, disse Casanova. 


terça-feira, 16 de março de 2021 às 12:44

Professor titular do Departamento é pioneiro na área de computação no Brasil e possui uma singular trajetória profissional com inúmeros […]

Design e engenharia solucionam problemas, diz Simone Barbosa em live
segunda-feira, 15 de março de 2021 às 17:22

Palestra que abordou perspectivas de IHC dentro das duas áreas abriu novo ciclo de lives da pós-graduação

Dentro do âmbito de desenvolvimento de softwares, existe uma relação que se destaca: a comunicação entre designer e usuário, que pode não parecer, mas é, sim, humana. Esse relacionamento cumpre papéis fundamentais e cada vez mais relevantes para o bom funcionamento dos sistemas e de suas interfaces. “A engenharia semiótica vê a Interação Humano-Computador (IHC) como um caso particular de comunicação humana mediada por sistemas computacionais, porque no mínimo existe o designer em uma ponta e o usuário em outra”, disse a professora do Departamento de Informática (DI) Simone Barbosa na live “Design e/ou Engenharia: uma perspectiva de IHC”.

A apresentação, realizada na última sexta-feira (12), marcou o retorno dos seminários da pós-graduação. Segundo Simone, a live foi baseada em uma perspectiva pessoal de acordo com os seus estudos em Interação Humano-Computador (IHC) e outras áreas. O vídeo está disponível no canal do DI no YouTube.

Simone começou a palestra falando sobre falsas dicotomias que podem ocorrer na prática e no entendimento de design e/ou de engenharia. De acordo com a visão da professora, muitas pessoas enxergam um conflito entre os dois termos, que são colocados em oposição, e não percebem as suas semelhanças. “Há um objetivo em comum entre eles: produzir uma solução para um problema atual, ou produzir um artefato que aproveite uma nova tecnologia para melhorar a vida das pessoas ou da sociedade”, disse.

A pesquisadora mostrou alguns exemplos de oposições que são feitas não só entre design e engenharia, mas também em outras áreas de pesquisa, como forma X função, estética X estrutura, subjetividade X objetividade e teoria X prática. Em relação ao primeiro ponto, por exemplo, Simone destacou as diferentes visões que pesquisadores, profissionais e demais agentes podem ter sobre o assunto. 

“Algumas pessoas falam que ‘o importante é funcionar’. Outras falam que a forma influencia a experiências das pessoas que utilizam determinado artefato”, afirmou.

O papel da engenharia semiótica

Na segunda parte da live, a professora reforçou o papel da engenharia semiótica na relação entre design e engenharia. Para Simone, a relação entre o designer – ou seja, o(s) criador(es) do software – e o usuário é baseada na comunicação do designer, através do sistema, sobre como o usuário deve ou não atuar sobre a interface. Isso também pode ser chamado de metacomunicação, que quer dizer a comunicação sobre como o usuário vai se comunicar com o sistema. 

“O que o designer está falando para o usuário? É como se ele dissesse: ‘com base no que eu aprendi, o sistema que eu projetei para você é a forma como você deve usá-lo para alcançar os objetivos que eu descobri que você tem”, exemplificou.

Porém, para Simone, o designer realiza uma análise bem feita do sistema ao se aproximar dos reais objetivos do usuário. Caso contrário, uma interpretação equivocada pode abrir precedentes para vários mal-entendidos e não corresponder às expectativas e necessidades do usuário.

Dentre os exemplos apresentados, a professora mostrou problemas e soluções vistos em sites e aplicativos de banco baseados na linguagem MoLIC, utilizada pelos designers de IHC para modelar a interação dos usuários com os sistemas computacionais por meio da metáfora de interação como conversa.

Outro ponto abordado foi “a voz” do designer na interface do sistema, que pode ser completamente diferente dependendo do contexto. Por exemplo: se o usuário for ao Google, mas não buscar por nada específico, o software não responderá nada e esperará o primeiro contato da outra ponta. Por outro lado, se o usuário repetir esse movimento no campo de busca de uma loja virtual, é bem provável que o sistema ofereça sugestões com o intuito de “empurrar” um produto ou serviço e, consequentemente, realizar uma venda.

Por fim, a professora falou sobre os múltiplos porta-vozes que podem conversar com o usuário através de uma mesma interface, a quem interessam as soluções tecnológicas e o que tem sido feito por quem desenvolve softwares para promover o bom uso da tecnologia. Simone também respondeu às perguntas enviadas via chat ao vivo. 

Assista ao seminário completo no nosso canal do YouTube, e se inscreva para ser informado das próximas lives!


segunda-feira, 15 de março de 2021 às 17:22

Palestra que abordou perspectivas de IHC dentro das duas áreas abriu novo ciclo de lives da pós-graduação Dentro do âmbito […]

Molinaro publica artigo sobre Branch-and-Bound na conferência SODA 2021
sexta-feira, 12 de março de 2021 às 14:56

Pesquisa traz a primeira indicação teórica de que o algoritmo é garantidamente eficiente para muitos problemas de Programação Inteira 

O artigo “Branch-and-Bound Solves Random Binary IPs in Polytime”, do professor do Departamento de Informática (DI) Marco Molinaro, foi publicado na conferência internacional Symposium on Discrete Algorithms (SODA) 2021, um dos eventos mais relevantes de computação do mundo e carro-chefe na área de algoritmos. A pesquisa, realizada em conjunto com o professor do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA) Santanu Dey e com o doutorando da mesma universidade Yatharth Dubey, traz a primeira indicação teórica de que o algoritmo Branch-and-Bound é garantidamente eficiente para muitos problemas de Programação Inteira (PI). 

Molinaro e os demais co-autores começaram a trabalhar no tema há cerca de um ano e meio. “Levamos um tempo até formular uma questão concreta adequada para ser atacada, e mais um tempo até aprendermos as ferramentas técnicas que pareciam úteis, e finalmente chegamos à nossa análise teórica do Branch-and-Bound”, disse o professor do DI.

Entenda a pesquisa

Segundo Molinaro, o modelo de Programação Inteira (PI) pode ser utilizado para modelar os mais diversos problemas de otimização. Ele é muito usado para oferecer suporte de decisão na prática de áreas como logística, mineração, energia e esportes. “Como exemplo concreto, PI pode modelar o problema de decidir como uma frota de veículo deve realizar entregas a serem feitas de forma a minimizar o tempo de espera do cliente”, explicou. 

Depois de modelar um problema como PI, é necessário utilizar um algoritmo para resolvê-lo. Nesse caso, o algoritmo utilizado na prática é o chamado Branch-and-Bound. “De uma forma ‘esperta’, o Branch-and-Bound enumera parcialmente o espaço de todas as soluções possíveis para encontrar a melhor.”

Ainda de acordo com o professor, existem exemplos de PI nos quais esse algoritmo é ineficiente, porque ele leva tempo exponencial até encontrar a melhor solução – e isso já é esperado, devido à generalidade de PIs. 

Porém, em modelos encontrados na prática, Branch-and-Bound funciona surpreendentemente bem. Para grande parte dos problemas do tipo “empacotamento”, por exemplo, o algoritmo encontra a melhor solução em tempo polinomial.  

“Uma consequência desse resultado é entendermos melhor em quais situações e/ou modelos o (essencialmente único) algoritmo disponível consegue encontrar a solução desejada em tempo hábil”, disse Molinaro. Para ele, a solução gera informações que ajudam a desenhar novos algoritmos que sejam mais eficientes nos lugares onde Branch-and-Bound deixa a desejar.

“Além disso, esse tipo de trabalho teórico nos força a entender os mecanismos de funcionamento do Branch-and-Bound, novamente importante para encontrar as fontes das suas limitações e gerar ideias de como melhorá-lo.”

Repercussão

Além da publicação na conferência SODA 2021, o artigo também foi selecionado para compor uma edição especial do periódico “ACM Transactions On Algorithms”, que reúne os melhores artigos do simpósio. 

Molinaro também destaca a existência de novos trabalhos baseados no artigo, e espera que ele estimule ainda mais o progresso no entendimento de algoritmos eficientes para PI.  

Por fim, os resultados divulgados no artigo também são de grande contribuição para a coletividade, podendo interferir diretamente no dia a dia das pessoas. “Algoritmos mais eficientes podem gerar grande impacto prático, pois podemos resolver modelos mais detalhados que levem à utilização mais eficiente dos recursos disponíveis na sociedade, desde recursos não renováveis, como combustíveis fósseis, ao próprio tempo das pessoas.”


sexta-feira, 12 de março de 2021 às 14:56

Pesquisa traz a primeira indicação teórica de que o algoritmo é garantidamente eficiente para muitos problemas de Programação Inteira  O […]

Simone Barbosa abre série de lives da pós-graduação, nesta sexta (12)
quarta-feira, 10 de março de 2021 às 14:19

Seminário ‘Design e/ou Engenharia: uma perspectiva de IHC’ será ao vivo, às 15h, no YouTube do DI

Com o início do ano letivo, os Seminários da Pós-graduação em Informática do DI estão de volta. A primeira live de 2021, “Design e/ou Engenharia: uma perspectiva de IHC”, será apresentada pela professora Simone Barbosa nesta sexta-feira (12), às 15h, em transmissão ao vivo pelo canal do DI no YouTube e na página do Facebook

Segundo Simone, a palestra vai tratar de semelhanças e diferenças de perspectivas pautadas em Engenharia e em Design na produção de software. “Além disso, será retratada a influência dos métodos e modelos que escolhemos sobre a nossa forma de atuar e fazer pesquisa em IHC”, disse.

Com a pandemia, os seminários da pós-graduação, que eram presenciais, foram transferidos para o mundo virtual, e todos os interessados podem acompanhar as palestras transmitidas ao vivo. Para o coordenador da pós-graduação do DI, Marcos Kalinowski, o objetivo das lives é aproximar a sociedade dos resultados de pesquisa e desenvolvimento de ponta realizados no Departamento, o que pode, eventualmente, atrair novas pessoas para a área de Informática.

“Claro que as pesquisas são comunicadas no meio científico por artigos, em conferências e em periódicos, mas os seminários permitem que o professor faça uma transmissão mais humana de seus resultados para a sociedade”, ponderou Kalinowski.

No segundo semestre de 2020, foram realizadas 10 apresentações sobre temas relacionados ao Departamento, como machine learning, internet das coisas (IoT), ciência de dados e transformação digital. A nova etapa de lives trará novos assuntos e abordagens diferentes. Então, anote na agenda: Lives da pós-graduação do DI, às sextas-feiras, às 15h, no YouTube e Facebook.


quarta-feira, 10 de março de 2021 às 14:19

Seminário ‘Design e/ou Engenharia: uma perspectiva de IHC’ será ao vivo, às 15h, no YouTube do DI Com o início […]

Mercado de tecnologia está em alta no Brasil; DI prepara profissionais para área
terça-feira, 9 de março de 2021 às 16:45

Foto: Pixabay

Segundo pesquisa da Catho, número de vagas cresceu até 671% no estado de São Paulo

O crescimento do setor de tecnologia nos últimos anos se reflete em oportunidades no mercado de trabalho. Segundo levantamento do site de empregos Catho, divulgado pela CNN Brasil, o percentual de aumento de vagas na área foi de até 671% no estado de São Paulo em 2020, em comparação com 2019. E os cargos que tiveram maior alta na oferta de vagas foram cientista de dados (671%), desenvolvedor.NET (517%), devOps (460%), web developer (97%) e programador ADVPL (60%). 

O cientista de dados é responsável por reunir, interpretar e dar valor às informações contidas nos dados armazenados por uma empresa. Já o desenvolvedor.NET planeja e desenvolve websites, aplicações e sistemas usando essa linguagem. 

O DevOps, por sua vez, trabalha próximo à equipe de desenvolvimento de softwares, construindo mecanismos para aperfeiçoar a qualidade dos sistemas, enquanto o web developer é responsável pelo desenvolvimento e manutenção de sites. Por fim, o programador ADVPL programa e desenvolve em sistema ADVPL. 

Graduação prepara para o mercado de trabalho

Quem deseja atuar em uma dessas funções, que envolvem os campos de ciência de dados e de engenharia de software, pode se especializar com os cursos de graduação do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, que fornecem uma formação sólida nessas áreas. 

“A área de tecnologia muda suas demandas com muita rapidez, e a cada ano mudam as funções para as quais as empresas precisam de profissionais”, aponta a coordenadora de graduação, Noemi de La Rocque Rodriguez.

Noemi destacou os conhecimentos que um profissional precisa ter para atuar em tecnologia, frente às constantes atualizações da área, e explicou como o DI colabora nesse papel. 

“Nas disciplinas obrigatórias, o aluno adquire o ferramental que permite que ele navegue com tranquilidade por novas demandas e tecnologias. Nossas disciplinas eletivas também permitem uma evolução rápida do currículo para cobertura de áreas específicas que vão assumindo maior importância em uma ou outra época, como a ciência de dados.”

Mas além da teoria, o DI e a PUC-Rio também oferecem a prática, que é fundamental para o desenvolvimento profissional dos alunos. Durante a graduação, o estudante pode se envolver, como estagiário, em projetos desenvolvidos pelos nossos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento para empresas ou outras organizações, como os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs). 

Pós-graduação complementa conhecimento e prática na área

Além dos cursos de graduação, o DI oferece cursos de pós-graduação stricto sensu de excelência – o primeiro da área de Ciência da Computação no Brasil a obter o conceito máximo 7 junto à CAPES. 

“O mestrado e o doutorado fornecem oportunidades de formação continuada, além da atuação com pesquisa em áreas diretamente relacionadas à forte demanda do mercado, criando profissionais diferenciados”, explicou o coordenador de pós-graduação do DI, Marcos Kalinowski.

Os nossos cursos de pós-graduação lato sensu, como Ciência de Dados e Análise e Projeto de Sistemas, também estão diretamente relacionados aos cargos em tecnologia que registraram o maior crescimento na oferta de vagas no ano passado. 

Casos de sucesso

A ascensão da área de tecnologia e a sua necessidade por profissionais especializados têm aberto portas para quem deseja ingressar no ramo. 

Os ex-alunos do DI são grandes exemplos de sucesso. Por muitas vezes, eles dão grandes passos na sua trajetória profissional ainda na graduação. “Normalmente, os nossos estudantes já são contratados antes de se formarem. Isso ocorre porque as empresas disputam esses alunos e fazem ofertas enquanto eles ainda são estagiários, para não correrem o risco de perder esse profissional”, explicou Kalinowski.

Além de ingressarem rapidamente no mercado de trabalho, vários ex-alunos do DI estão atuando em gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft, Amazon, IBM, Facebook e AirBnb, muitos deles em posições de destaque. Também há exemplos de quem optou pelo meio acadêmico, ingressando em prestigiadas universidades no Brasil e no mundo, e de quem migrou para o empreendedorismo, criando fintechs, startups e empresas de tecnologia de sucesso. 

Independentemente do caminho profissional escolhido, o DI prepara os seus alunos para ingressarem com sucesso na área de tecnologia e de computação. “Não conheço um ex-aluno formado pelo DI que não esteja bem empregado atualmente”, disse Kalinowski, reforçando o compromisso e a excelência do ensino da PUC-Rio.

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Livro de Simone Barbosa aborda Interação Humano-Computador e UX
sexta-feira, 5 de março de 2021 às 15:39

Foto: Divulgação

Obra da professora do DI está disponível em formato online

A professora do DI Simone Barbosa lançou o livro “Interação Humano-Computador e Experiência do Usuário” junto com os coautores Bruno Santana da Silva, Milene Silveira, Isabela Gasparini, Ticianne Darin e Gabriel Barbosa. O livro está disponível em formato online pela plataforma Leanpub gratuitamente, por tempo limitado. 

Trata-se de uma extensão da obra “Interação Humano-Computador”, escrita por Simone e Silva e publicada em 2010. A proposta da versão atualizada pretende buscar novas e diferentes perspectivas, experiências e conhecimentos relacionados à área de IHC e a sua relação com o campo de Experiência do Usuário (UX).

“No mundo acadêmico, essa é uma área conhecida como Interação Humano-Computador, mas no mundo corporativo, só se fala de Experiência do Usuário ou de UX (sigla em inglês para User Experience). Em vários casos, as pessoas usam as duas terminologias querendo dizer a mesma coisa”, disse Simone.

“Muitas pesquisas em UX se encaixam no campo de IHC. Na nossa visão, a UX ampliou a área de IHC, e ambas têm uma preocupação em comum: de criar uma tecnologia que melhore a vida das pessoas e da sociedade.”  

Atualmente, Simone atua nessa área, com interesses de pesquisa que incluem exploração e análise visual e narrativa, engenharia semiótica, design de sistemas interativos com base em modelos e, mais recentemente, como lidar com questões éticas em todo o processo de desenvolvimento. De acordo com a professora, a visão de UX busca promover aspectos positivos não só da interação com um produto, mas também das percepções, expectativas e sensações que surgem antes, durante e depois do contato com um produto, um serviço ou uma empresa. 

“Falamos muito pouco sobre Experiência do Usuário na primeira versão do livro, então agora estamos ampliando essa discussão, inclusive para falar sobre as semelhanças e as diferenças entre IHC e UX na academia e na indústria.” 

Para Simone, a publicação de “Interação Humano-Computador e Experiência do Usuário” também visa a dar mais exposição e visibilidade aos trabalhos no Brasil dentro dessas áreas. 

Foto: Divulgação

Um livro em “construção”

Apesar de lançado, o livro continuará a passar por constantes ajustes e terá novas versões lançadas em breve – provavelmente, uma a cada mês. “Tem muita coisa mudando sempre nessa área. Não podemos ficar desconectados”, disse Simone, que classificou a obra como um “texto em construção”. Essa denominação também excluiu a necessidade de concluir a extensão e a revisão do livro para a sua publicação inicial, já que ele será atualizado constantemente.  

Esse foi um dos motivos que fizeram os autores optarem por uma plataforma digital de autopublicação, conferindo-lhes maior liberdade na hora de realizar as edições. No caso do Leanpub, os leitores serão notificados toda vez que uma nova versão for disponibilizada, dando-lhes a opção de efetuar o download do arquivo atualizado. 

Futuramente, os autores querem publicar uma edição impressa, mas pretendem manter a obra independente de editora e continuar com as edições virtuais devido às mudanças na área, como as novas pesquisas e novas tecnologias. 

Pluralidade de vozes

A ideia de atualizar o livro “Interação Humano-Computador” surgiu em meados de 2017. Mas Simone e Silva chegaram à conclusão de que, para ampliar o livro da forma como gostariam, precisariam da contribuição de outros profissionais que estivessem trabalhando com diferentes aspectos da área de UX. Por isso, convidaram Milene Silveira, Isabela Gasparini, Ticianne Darin e Gabriel Barbosa.

Além disso, os autores pretendem incluir, nas próximas versões do livro, contribuições variadas como, por exemplo, entrevistas com pesquisadores profissionais da área, ampliando ainda mais o conteúdo. 

Por fim, os autores convidam os leitores a fornecer feedback por meio do e-mail livro.ihc.ux@gmail.com, que serão levados em consideração na publicação das novas atualizações. 


sexta-feira, 5 de março de 2021 às 15:39

Obra da professora do DI está disponível em formato online A professora do DI Simone Barbosa lançou o livro “Interação […]

‘Inteligência Artificial não é mágica. São programas’, diz Baffa em live 
quinta-feira, 4 de março de 2021 às 17:57

Foto: Reprodução/Youtube

Palestra “Desmistificando a Inteligência Artificial” fez parte do evento de abertura do Curso de Graduação em Neurociências da PUC-Rio

Há quem acredite que a Inteligência Artificial (IA) é “mágica” ou que as máquinas fazem tudo sozinhas e se programam de forma autônoma. Também há quem encare a IA como uma grande ameaça à humanidade, atribuindo aos robôs o “domínio do planeta Terra”. Porém, a realidade é bem diferente. 

“Se as máquinas estão fazendo o que fazem, é porque isso era, no mínimo, esperado. Alguém já deu aquele caminho e proporcionou esse algoritmo para esse experimento”, disse o professor Augusto Baffa na live “Desmistificando a Inteligência Artificial”, apresentada nesta quinta-feira (4). A palestra fez parte do evento de abertura do Curso de Graduação em Neurociências da PUC-Rio, e está disponível no canal do DI no YouTube

Ao explicar o objetivo da live, Baffa disse que a ideia era falar sobre como a IA surgiu, contar o seu desenvolvimento e desmistificar a ideia de que as máquinas fazem “tudo” sozinhas. “Não é nada mágico. São programas com uma decisão um pouquinho mais esperta, mas ainda são, de fato, programas.”

Baffa explicou o conceito de Inteligência Artificial, que vem da junção dos dois termos, e ressaltou que existe uma certa dúvida sobre essa definição. De acordo com o professor, o termo “artificial” é fácil de definir – é aquilo que foi criado, que não é natural -, mas que existem várias formas de definir a palavra “inteligência”. 

“O que é inteligência? É se comportar como um ser humano? É se comportar da melhor forma possível? É pensar ou agir como um ser humano, da melhor forma possível?”, questionou. 

Mas na prática, segundo o professor, a IA é definida como uma área de pesquisa que tem como objetivo buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou aumentem a capacidade racional do ser humano de resolver problemas, pensar ou, de forma geral, “ser inteligente”.  

Relação entre IA e neurociência

Durante a palestra, voltada para os alunos do novo curso de graduação em Neurociências da PUC-Rio, Baffa também destacou a relação entre as duas áreas. 

Segundo o professor, a Inteligência Artificial é composta por uma série de condicionalismos, ou seja, de pequenas decisões que não precisam ser, de fato, totalmente inteligentes – mas sim pré-programadas. Dentro da linguagem de programação, usa-se o comando “if” (a condicional “se”, em português), que é responsável por tomar uma decisão. Porém, esse comando é um código de computador que é programado automaticamente, o que não o faz ser inteligente como um ser humano. 

A partir dessa explicação, Baffa trouxe algumas questões que relacionam a IA ao cérebro humano. “Será que o nosso cérebro tem esse livre-arbítrio completo, ou será que a gente tem uma predisposição biológica para tomar algum tipo de decisão? A IA seria mais ou menos dessa mesma forma”, disse.

O diretor do DI, Markus Endler, contribuiu com a parte final da palestra reforçando essa ligação entre os campos da Neurociência e Inteligência Artificial. “A IA ainda está longe de codificar as emoções, e creio que a neurociência, cada vez mais, tem dado mais importância às emoções como sendo os elementos que tornam alguns processos mais rotineiros. Por exemplo, quando a pessoa está se sentindo bem e motivada, ela faz uma coisa melhor e até grava isso melhor”, disse Endler.  

Definições de Inteligência Artificial

Outros pontos apresentados por Baffa foram as definições de Inteligência Artificial criadas pelo diretor de qualidade de pesquisa do Google, Peter Norvig, e pelo cientista da computação e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, Stuart Russell. 

Os autores determinaram que existem quatro linhas de pesquisas principais, que envolvem os sistemas que agem como humanos, os sistemas que pensam como humanos, os sistemas que pensam racionalmente e os sistemas que agem racionalmente. Durante a palestra, Baffa se aprofundou em cada um dos tópicos listados e em suas respectivas pesquisas. 

Ele também explicitou a grande abrangência da IA, que está associada a diversas áreas além da Neurociência, como a estatística (que cria os processos de machine learning), a linguagem (na qual são estudados o processamento de linguagem natural e o campo da linguística) e a visão computacional (que trabalha com informações visuais, como processamento visual, foto, vídeo e reconhecimento de objetos).

A segunda parte da live foi dedicada à história dos estudos e do desenvolvimento da Inteligência Artificial. Por fim, o professor destacou notícias recentes sobre o tema e respondeu às perguntas do público.

O coordenador do curso de Neurociências, Daniel Mograbi, agradeceu a participação dos professores Baffa e Endler e reforçou a parceria entre os departamentos.


quinta-feira, 4 de março de 2021 às 17:57

Palestra “Desmistificando a Inteligência Artificial” fez parte do evento de abertura do Curso de Graduação em Neurociências da PUC-Rio Há […]

Inscrições abertas para o curso de Compliance de Dados e Formação de DPO
quinta-feira, 4 de março de 2021 às 15:35

Aulas online começam em 3 de maio; ementa reúne conceitos de Direito e de Segurança da Informação

O curso Compliance de Dados e Formação de DPO, oferecido em conjunto pelo Departamento de Informática (DI) e pelo Instituto de Direito da PUC-Rio, está com as inscrições abertas. As aulas estão previstas para acontecerem entre 3 de maio e 4 de junho, de forma online.

O objetivo do curso é abordar temas jurídicos e técnicos a fim de especializar profissionais interessados em atuar como encarregados de proteção de dados, cargo que vem sendo cada vez mais requisitado pelas empresas.

Quem é o Encarregado de Proteção de Dados?

É o profissional responsável pela comunicação entre os agentes de tratamento de dados, os titulares de dados (como uma empresa) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) quanto aos procedimentos de tratamento de dados pessoais.

De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), esse profissional também é conhecido como DPO (sigla em inglês para Data Protection Officer), e ele é indicado pelos controladores e/ou operadores de dados de uma empresa. 

Um dos coordenadores do curso e também professor do DI, Anderson Oliveira da Silva, frisa a importância do DPO para uma empresa. “Esse profissional vai mover a empresa em direção às políticas de proteção de dados para minimizar o risco de vazamentos, que vêm acontecendo com muita frequência. Os vazamentos não só queimam a imagem da empresa, mas também trazem, eventualmente, prejuízos financeiros para ela.”

Dentre as áreas de atuação do DPO, destaca-se a orientação dos funcionários e dos contratados de uma empresa a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados. Ou seja: esse profissional é o grande responsável por atuar à frente da área.

Para quem é o curso?

O curso de extensão da PUC-Rio é voltado para profissionais de segurança da informação; advogados ou mediadores; profissionais de compliance; e gestores com noções de LGPD,  cybersecurity e normas. 

Além disso, ele também é voltado para pessoas que tenham interesse em realizar formação como encarregado de proteção de dados. Não há necessidade de formação jurídica ou em ciência de dados e sistemas de segurança para participar do curso. 

Ementa reúne conceitos e boas práticas da área

Com carga horária de 30 horas, o curso irá abordar conceitos relevantes nas duas áreas de conhecimento: Direito e Segurança da Informação.

Os alunos poderão se familiarizar com os conceitos da LGPD, de ciência de dados, de ataques cibernéticos e de sistemas de gestão de segurança da informação. Além disso, as aulas também trarão as melhores práticas de segurança da informação e os estudos de casos sobre os temas relatados.

“A nossa ideia não é fazer um curso técnico, mas sim mostrar aos alunos como acontecem os ataques cibernéticos, mostrando conceitos de vulnerabilidade e ameaças, para que eles entendam quais são as principais ameaças e como lutar contra elas”, explicou Silva. 

“Depois disso, explicaremos a importância do sistema de gestão de segurança, como construí-lo e mostraremos a aplicação dos controles das melhores práticas de segurança que, quando bem implantados, trazem segurança para uma empresa”, finalizou o coordenador.

Como se inscrever? 

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas via CCE. O curso on-line começa em 3 de maio e termina em 4 de junho. 

As aulas serão realizadas pela plataforma Zoom às segundas e quartas-feiras, das 18h às 20h. Porém, o conteúdo será também gravado e disponibilizado para os alunos que não tiverem a oportunidade de acompanhar alguma das aulas. 

A página do CCE da PUC-Rio reúne todas as informações sobre a ementa, valores e inscrições. Para acessá-la, basta clicar aqui.


quinta-feira, 4 de março de 2021 às 15:35

Aulas online começam em 3 de maio; ementa reúne conceitos de Direito e de Segurança da Informação O curso Compliance […]

DI participa de evento inaugural do novo curso de graduação da PUC-Rio
quarta-feira, 3 de março de 2021 às 18:30

O professor Augusto Baffa é um dos palestrantes convidados do evento de abertura do curso de graduação em Neurociências 

Reconhecida pela sua excelência de ensino, a PUC-Rio começa 2021 com uma novidade: um curso de graduação em Neurociências. Para dar início às atividades, o departamento preparou, entre os dias 1º e 5 de março, uma semana de diversos eventos relacionados à proposta e à ementa do curso – e o Departamento de Informática (DI) marcará presença com uma live do professor Augusto Baffa sobre Inteligência Artificial, nesta quinta-feira (4).

Muita gente pode não se dar conta, mas os dois assuntos estão profundamente relacionados. “Um dos aspectos da Inteligência Artificial vem da psicologia e da neurociência. Na realidade, a área de IA é muito grande. Essa é uma grande ciência que estuda qualquer coisa que seja inteligente”, disse Baffa. 

No evento online, o professor do DI vai explicar a relação entre a Inteligência Artificial e a Neurociência, e mostrará notícias e vídeos para desmistificar o assunto. “Muitas pessoas encaram a Inteligência Artificial como se fosse mágica, como se a máquina estivesse pensando por conta própria. Mas não é nada disso. A máquina ainda está muito longe de pensar sozinha”, explicou Baffa. 

O coordenador do curso de Neurociências, Daniel Mograbi, crê na importância de falar sobre o tema, já que uma das tendências e perspectivas da área é a articulação de neurociências com a tecnologia. “Isso vai crescer muito nas próximas décadas, então é muito importante trazer essa perspectiva desde o início e sinalizar aos alunos que esse é o caminho.”

Mograbi, que já conhecia o trabalho de Baffa e do Departamento de Informática, também frisou a importância de convidar um especialista no tema para conversar com os alunos e interessados. “Fizemos questão de trazer uma pessoa para trocar com a gente, trazer ideias e estabelecer essa conversa”, disse Mograbi, reforçando a parceria e as relações com o DI. 

Novo curso tem ementa interdisciplinar

Lançado no Vestibular da PUC-Rio do ano passado, o curso de graduação em Neurociências começa em 2021.1. “Tivemos uma grande procura e a nossa taxa de candidato/vaga foi altíssima. Formamos a nossa primeira turma, estamos muito animados e temos muitas expectativas de crescimento”, ressaltou Mograbi. 

A ementa procura introduzir o aluno no campo das neurociências através de uma abordagem interdisciplinar, focando em áreas como Psicologia, Biologia, Química, Filosofia e Informática. No 3º período, por exemplo, os alunos poderão estudar a disciplina “Introdução à Programação”, que ajudará os estudantes a compreender uma perspectiva computacional dentro desse campo.

“Queremos formar pessoas que sejam capazes de aplicar esses conhecimentos nas mais diversas áreas. O campo de neurociências está em franca expansão e o mundo será cada vez mais impactado por esse conhecimento”, disse Mograbi.

Como assistir à palestra?

A palestra “Desmistificando a Inteligência Artificial”, do professor Augusto Baffa, faz parte do Evento de Abertura do Curso de Graduação em Neurociências da PUC-Rio e acontecerá no dia 4 de março (quinta-feira), das 10h às 11h. 

O evento será online, aberto ao público e pode ser assistido via Zoom


quarta-feira, 3 de março de 2021 às 18:30

O professor Augusto Baffa é um dos palestrantes convidados do evento de abertura do curso de graduação em Neurociências  Reconhecida […]