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Professor do CTC/PUC-Rio lança livro sobre Beauty Technology em parceria com pesquisadora do MIT

Obra é resultado de sete anos de pesquisa sobre como usar pele, unhas e cabelos como plataformas interativas

 

Cílios postiços programados para mexer objetos, unhas falsas que tocam sem encostar no piano e cabelos postiços que enviam mensagens para um celular em situações de risco. Estas são algumas das possibilidades criadas pela inovadora Beauty Technology, que defende a prática de disfarçar dispositivos tecnológicos em maquiagens e cosméticos, dentro da área da Computação Vestível. Estas pesquisas estão presentes no livro “Beauty Technology – Designing Seamless Interfaces for Wearable Computing”, que o pesquisador Hugo Fuks, professor do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), lançou em parceria com a pesquisadora peruana Katia Vega, DSc em Ciência da Computação pela PUC-Rio e atualmente Postdoc Associate do MIT Media Lab.

 

O livro propõe, com base no trabalho de sete anos da dupla de pesquisadores, usar superfícies regenerativas do corpo (pele, unhas e cabelos) como plataformas interativas. Com 110 páginas, a obra é um lançamento da editora Springer International Publishing Switzerland, disponível em inglês, e poderá ser comprado pela internet.

 

Reconhecida internacionalmente por seu trabalho na área de Beauty Technology, Katia Vega já teve projetos premiados. Em 2013, ela criou cílios falsos capazes de controlar drones e trocar slides com o piscar dos olhos, conquistando o primeiro lugar no TEI Design Challenge, em Barcelona, Espanha. No ano passado, um novo projeto da pesquisadora, denominado Hairware, possibilitava que apliques capilares fossem capazes de disparar mensagens de celular, fazer gravações, filmar e tirar fotos com apenas um toque no cabelo. O projeto recebeu prêmio de melhor demonstração na Conferência Inteligente User Interfaces (IUI), em Atlanta, nos EUA.

 

Para o professor Hugo Fuks, os objetos estarão, em um futuro próximo, identificando as necessidades do homem e o auxiliando de forma responsiva. Segundo ele, tudo em nossa volta terá sensores objetivando a percepção: “Os objetos irão reconhecer seus usuários e as atividades que estão desempenhando, adequando-se a eles”, explica.

 

“A acelerada evolução da computação possibilita dispositivos cada vez mais avançados de dimensões mínimas, aproximando da realidade a ideia futurística de vestir tecnologias. O Apple Watch e o Google Glass são exemplos de dispositivos vestíveis ‘do presente’”, destaca Fuks.

 

Mais informações acesse a página da Editora Springer.

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