Linguagem Lua é destaque na imprensa devido ao sucesso da Roblox 

Foto: Divulgação/Roblox Corporation

Folha e Globo detalham plataforma de games desenvolvida a partir da linguagem criada no DI

Plataforma de games queridinha do momento, a Roblox tem em seu DNA a linguagem de programação Lua, criada no Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio. Licenciada em código aberto, a Lua pode ser usada livremente por qualquer pessoa e foi a partir dela que nasceu, em 2006, a Roblox. A história da plataforma ganhou destaque em duas reportagens publicadas recentemente nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo. 

Em março, a empresa Roblox Corporation ingressou na Bolsa de Nova York e fechou o primeiro dia alcançando US$ 45,3 bilhões (cerca de R$ 254,3 bilhões) em valor de mercado, superando gigantes do meio, como a Electronic Arts. 

Tamanho sucesso tem chamado a atenção da mídia, como foi o caso da reportagem na coluna “Capital”, do O Globo, publicada em 10 de abril, e do artigo do colunista Ronaldo Lemos, na Folha, publicado em 21 de março. Os textos lembraram a criação da linguagem Lua dentro do Instituto Tecgraf, vinculado ao DI, pelos professores Roberto Ierusalimschy e Waldemar Celes, e pelo pesquisador do IMPA e ex-membro do Tecgraf, Luiz Henrique de Figueiredo, e mencionam que os desenvolvedores da Lua não obtiveram partes dos ganhos da Roblox, já que é uma linguagem de código aberto.  

“É uma satisfação ver a Lua tendo um uso tão bem sucedido. Angry Birds também usa Lua, mas quem joga não sabe. O bacana da Roblox é que expõe a linguagem para usuários não técnicos. E muitos podem acabar virando programadores”, disse Ierusalimschy para O Globo. 

Saiba mais sobre a Roblox

A Roblox é uma plataforma que permite aos usuários criarem os seus próprios jogos com a ajuda da ferramenta Roblox Studio. Com isso, os jogadores podem se deparar com diversos games dentro da plataforma, das mais diferentes naturezas. Além disso, outra grande vantagem é que os criadores dos games podem ser remunerados pelas suas invenções.  

De acordo com o artigo do O Globo, a plataforma recebe 37 milhões de usuários por dia, além de conter 8 milhões de desenvolvedores. 

As reportagens abordam os principais atributos e conquistas recentes da Roblox, assim como destacam a eficiência e a facilidade de uso da Lua. 

Leia as matérias completas (disponíveis para assinantes): O Globo e Folha de S. Paulo

Simone Barbosa abre série de lives da pós-graduação, nesta sexta (12)

Seminário ‘Design e/ou Engenharia: uma perspectiva de IHC’ será ao vivo, às 15h, no YouTube do DI

Com o início do ano letivo, os Seminários da Pós-graduação em Informática do DI estão de volta. A primeira live de 2021, “Design e/ou Engenharia: uma perspectiva de IHC”, será apresentada pela professora Simone Barbosa nesta sexta-feira (12), às 15h, em transmissão ao vivo pelo canal do DI no YouTube e na página do Facebook

Segundo Simone, a palestra vai tratar de semelhanças e diferenças de perspectivas pautadas em Engenharia e em Design na produção de software. “Além disso, será retratada a influência dos métodos e modelos que escolhemos sobre a nossa forma de atuar e fazer pesquisa em IHC”, disse.

Com a pandemia, os seminários da pós-graduação, que eram presenciais, foram transferidos para o mundo virtual, e todos os interessados podem acompanhar as palestras transmitidas ao vivo. Para o coordenador da pós-graduação do DI, Marcos Kalinowski, o objetivo das lives é aproximar a sociedade dos resultados de pesquisa e desenvolvimento de ponta realizados no Departamento, o que pode, eventualmente, atrair novas pessoas para a área de Informática.

“Claro que as pesquisas são comunicadas no meio científico por artigos, em conferências e em periódicos, mas os seminários permitem que o professor faça uma transmissão mais humana de seus resultados para a sociedade”, ponderou Kalinowski.

No segundo semestre de 2020, foram realizadas 10 apresentações sobre temas relacionados ao Departamento, como machine learning, internet das coisas (IoT), ciência de dados e transformação digital. A nova etapa de lives trará novos assuntos e abordagens diferentes. Então, anote na agenda: Lives da pós-graduação do DI, às sextas-feiras, às 15h, no YouTube e Facebook.

Mercado de tecnologia está em alta no Brasil; DI prepara profissionais para área

Foto: Pixabay

Segundo pesquisa da Catho, número de vagas cresceu até 671% no estado de São Paulo

O crescimento do setor de tecnologia nos últimos anos se reflete em oportunidades no mercado de trabalho. Segundo levantamento do site de empregos Catho, divulgado pela CNN Brasil, o percentual de aumento de vagas na área foi de até 671% no estado de São Paulo em 2020, em comparação com 2019. E os cargos que tiveram maior alta na oferta de vagas foram cientista de dados (671%), desenvolvedor.NET (517%), devOps (460%), web developer (97%) e programador ADVPL (60%). 

O cientista de dados é responsável por reunir, interpretar e dar valor às informações contidas nos dados armazenados por uma empresa. Já o desenvolvedor.NET planeja e desenvolve websites, aplicações e sistemas usando essa linguagem. 

O DevOps, por sua vez, trabalha próximo à equipe de desenvolvimento de softwares, construindo mecanismos para aperfeiçoar a qualidade dos sistemas, enquanto o web developer é responsável pelo desenvolvimento e manutenção de sites. Por fim, o programador ADVPL programa e desenvolve em sistema ADVPL. 

Graduação prepara para o mercado de trabalho

Quem deseja atuar em uma dessas funções, que envolvem os campos de ciência de dados e de engenharia de software, pode se especializar com os cursos de graduação do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, que fornecem uma formação sólida nessas áreas. 

“A área de tecnologia muda suas demandas com muita rapidez, e a cada ano mudam as funções para as quais as empresas precisam de profissionais”, aponta a coordenadora de graduação, Noemi de La Rocque Rodriguez.

Noemi destacou os conhecimentos que um profissional precisa ter para atuar em tecnologia, frente às constantes atualizações da área, e explicou como o DI colabora nesse papel. 

“Nas disciplinas obrigatórias, o aluno adquire o ferramental que permite que ele navegue com tranquilidade por novas demandas e tecnologias. Nossas disciplinas eletivas também permitem uma evolução rápida do currículo para cobertura de áreas específicas que vão assumindo maior importância em uma ou outra época, como a ciência de dados.”

Mas além da teoria, o DI e a PUC-Rio também oferecem a prática, que é fundamental para o desenvolvimento profissional dos alunos. Durante a graduação, o estudante pode se envolver, como estagiário, em projetos desenvolvidos pelos nossos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento para empresas ou outras organizações, como os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs). 

Pós-graduação complementa conhecimento e prática na área

Além dos cursos de graduação, o DI oferece cursos de pós-graduação stricto sensu de excelência – o primeiro da área de Ciência da Computação no Brasil a obter o conceito máximo 7 junto à CAPES. 

“O mestrado e o doutorado fornecem oportunidades de formação continuada, além da atuação com pesquisa em áreas diretamente relacionadas à forte demanda do mercado, criando profissionais diferenciados”, explicou o coordenador de pós-graduação do DI, Marcos Kalinowski.

Os nossos cursos de pós-graduação lato sensu, como Ciência de Dados e Análise e Projeto de Sistemas, também estão diretamente relacionados aos cargos em tecnologia que registraram o maior crescimento na oferta de vagas no ano passado. 

Casos de sucesso

A ascensão da área de tecnologia e a sua necessidade por profissionais especializados têm aberto portas para quem deseja ingressar no ramo. 

Os ex-alunos do DI são grandes exemplos de sucesso. Por muitas vezes, eles dão grandes passos na sua trajetória profissional ainda na graduação. “Normalmente, os nossos estudantes já são contratados antes de se formarem. Isso ocorre porque as empresas disputam esses alunos e fazem ofertas enquanto eles ainda são estagiários, para não correrem o risco de perder esse profissional”, explicou Kalinowski.

Além de ingressarem rapidamente no mercado de trabalho, vários ex-alunos do DI estão atuando em gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft, Amazon, IBM, Facebook e AirBnb, muitos deles em posições de destaque. Também há exemplos de quem optou pelo meio acadêmico, ingressando em prestigiadas universidades no Brasil e no mundo, e de quem migrou para o empreendedorismo, criando fintechs, startups e empresas de tecnologia de sucesso. 

Independentemente do caminho profissional escolhido, o DI prepara os seus alunos para ingressarem com sucesso na área de tecnologia e de computação. “Não conheço um ex-aluno formado pelo DI que não esteja bem empregado atualmente”, disse Kalinowski, reforçando o compromisso e a excelência do ensino da PUC-Rio.

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