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Notícias

Aluno do DI recebe melhor artigo no SBLP
sexta-feira, 22 de outubro de 2021 às 18:16

O professor do DI Roberto Ierusalimschy (esq.) e o doutorando Hugo Gualandi

Trabalho apresentou estudo sobre linguagem desenvolvida no Departamento

Das interfaces que usamos em nosso dia a dia até o entretenimento dos videogames, as linguagens de programação estão em todos os lugares. Foi nessa área em que o doutorando do Departamento de Informática (DI) Hugo Gualandi se destacou no último Simpósio Brasileiro de Linguagens de Programação (SBLP). O artigo “Pallene: A companion language for Lua”, escrito em parceria com o professor do DI Roberto Ierusalimschy, foi selecionado como vencedor do prêmio de melhor trabalho científico. 

De acordo com Gualandi, o artigo, que trata sobre a linguagem Pallene, uma ferramenta complementar a Lua, desenvolvida no Departamento, surgiu por acaso. 

“Uma coisa interessante desse trabalho é que ele aconteceu quase sem querer. Estávamos trabalhando no projeto principal, o compilador para a linguagem Pallene. Mas encontramos um problema: a comparação de desempenho que podíamos fazer era contra um interpretador, não com outro compilador. Assim, não ficava claro quanto do ganho de desempenho de Pallene era devido aos fatores únicos dessa linguagem e quanto poderia ser obtido por um compilador ‘qualquer'”, disse. 

A partir desse problema, os pesquisadores resolveram construir um compilador para conseguir demonstrar como uma abordagem simplificada pode ser capaz de garantir um bom desempenho desse processo.

No artigo, a dupla descreve a performance do compilador e o passo-a-passo da sua construção. O objetivo final, de acordo com o aluno, foi também divulgar essa metodologia para outras linguagens de programação. “Esperamos que isso incentive outros pesquisadores a reproduzir essa abordagem para outras linguagens de programação, além de Lua e Pallene”. 

O prêmio marca mais uma conquista para a produção científica do DI. Gualandi também comenta que o reconhecimento incentiva pesquisadores a seguirem com seus trabalhos. “Fiquei muito honrado. Quando o ponto forte de um trabalho é a elegância e simplicidade, nem sempre esse reconhecimento acontece. Agora sigo em frente ainda mais incentivado a enfrentar os próximos desafios”, disse.


sexta-feira, 22 de outubro de 2021 às 18:16

Trabalho apresentou estudo sobre linguagem desenvolvida no Departamento Das interfaces que usamos em nosso dia a dia até o entretenimento […]

Conexão Rio-Campinas debate consciência e inteligência
quarta-feira, 20 de outubro de 2021 às 16:01

Projeto recebe britânico David Gamez, autor de ‘Human and Machine Consciousness’

A conexão entre inteligência e consciência tanto de sistemas naturais quanto dos artificiais ainda é um aspecto difícil de medir. Mas há ferramentas para isso sendo criadas, e uma delas será apresentada na próxima palestra do Conexão Rio-Campinas, parceria entre o Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio e o Instituto de Computação (IC) da Universidade de Campinas (Unicamp) que promove debates e intercâmbios de conhecimento em Computação e Tecnologias. 

Na próxima quarta-feira (27), às 18h, o pesquisador britânico David Gamez, professor do Departamento de Ciência da Computação da Middlesex University, fará a palestra “Natural and Artificial Intelligence: Natural and Artificial Consciousness”. A transmissão será pela plataforma Zoom. As inscrições podem ser feitas neste link.

Autor do livro “Human and Machine Consciousness”, que apresentou ao mundo uma base inédita para pesquisas sobre o tema, Gamez estuda as relações entre a inteligência artificial e a consciência de máquinas, o que frequentemente esbarra em dilemas filosóficos. Para superar essas barreiras, o pesquisador britânico criou novas ferramentas tecnológicas e modelos que apresentará na palestra virtual.

Nela, Gamez mostrará o algoritmo desenvolvido por ele próprio e que consegue executar uma espécie de medição universal da inteligência, um aspecto para o qual ainda é difícil criar previsões exatas por conta das muitas variáveis consideradas para determinar o que é inteligente o que não, segundo o pesquisador. 

O britânico também criou uma nova forma de medir e prever comportamentos no campo da consciência, tanto a natural quanto a das máquinas, a partir de uma série de definições que ele desenvolveu e apresentará na palestra. A ferramenta, segundo Gae¡mez, pode ajudar a que pesquisadores identifiquem relações exatas e matemáticas na medição da consciência. 

Dessa forma, Gamez abre uma nova perspectiva para passos mais precisos e confiáveis na identificação de conexões entre a inteligência artificial e a consciência das máquinas.


quarta-feira, 20 de outubro de 2021 às 16:01

Projeto recebe britânico David Gamez, autor de ‘Human and Machine Consciousness’ A conexão entre inteligência e consciência tanto de sistemas […]

Laigner recebe prêmio de dissertação em Engenharia de Software
segunda-feira, 11 de outubro de 2021 às 10:00

Trabalho realizado durante mestrado explorou nichos da engenharia de software

Os professores Leonardo Murta (UFF), Alessandro Garcia (PUC-Rio), o aluno Rodrigo Laigner e o coordenador da pós graduação Marcos Kalinowski (PUC-Rio)

Mais um reconhecimento para a qualidade das pesquisas do Departamento de Informática (DI)! Rodrigo Laigner, mestre pelo DI com orientação do coordenador da pós-graduação, Marcos Kalinowski, recebeu o prêmio de segunda melhor dissertação do país na área de engenharia de software. O trabalho se destacou por sua originalidade e robustez científica.

De acordo com Laigner, o assunto da pesquisa surgiu por acaso enquanto cursava uma disciplina lecionada pelo professor do DI Alessandro Garcia. Laigner optou por explorar um nicho ainda pouco desenvolvido em sua área.

“Propus um catálogo de más práticas no uso de uma técnica de engenharia de software que busca prover maior modularidade à aplicação. Em suma, o grau de modularidade de um software está intimamente ligado à capacidade de adaptá-lo a novas funcionalidades. A partir disso, o professor Kalinowski teve o mérito de enxergar no trabalho um aspecto de novidade, o que chamamos na academia de ‘novelty’. Isto é, nenhum ou poucos trabalhos realizados até então propuseram algo parecido”, contou.

O aluno também destacou que o trabalho do orientador foi essencial para garantir um olhar holístico e identificar as características diferenciais do projeto. “Ao longo da orientação, o catálogo foi sendo aprimorado de maneira incremental por meio do emprego de diferentes métodos para validar sua relevância prática, corretude e utilidade.”

Hoje doutorando na Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, Laigner acrescenta que os diferenciais do mestrado no Departamento garantiram os bons resultados encontrados. “A premiação recebida é a cereja do bolo e obviamente fico muito feliz com o reconhecimento. Minha opção pelo mestrado na PUC-Rio foi justamente buscar resultados de pesquisa relevantes e esse objetivo foi alcançado”, concluiu.

 


segunda-feira, 11 de outubro de 2021 às 10:00

Trabalho realizado durante mestrado explorou nichos da engenharia de software Mais um reconhecimento para a qualidade das pesquisas do Departamento […]

Ex-aluna do DI fala sobre carreira internacional em live
sexta-feira, 8 de outubro de 2021 às 13:37

Marina Leão contou como a graduação em Ciência da Computação a ajudou em sua trajetória no exterior

A coordenadora de graduação Noemi Rodriguez e a ex-aluna Marina Leão

“Eu pensei em cursar design, mas depois fui atrás de Ciência da Computação. Achei que poderia fazer animações sabendo programar. Quando entrei na PUC não sabia o que era sequer uma linha de código”. Interessada em animação, Marina Leão pensou que seu caminho seria nas artes. Ao perceber a importância da programação, entrou no Departamento de Informática (DI) e construiu uma carreira de sucesso no exterior.

A ex-aluna participou, nesta quinta-feira (7), da live da graduação do DI com a professora Noemi Rodriguez, coordenadora da graduação, e compartilhou um pouco das suas experiências fora do país. Durante o curso de Ciência da Computação, Marina passou um ano na New York University através do programa Ciências Sem Fronteiras, além de concluir um estágio de verão na Google, na Califórnia, por conta de uma parceria da empresa e a PUC-Rio.

“Foi muito diferente da minha realidade no Brasil. Falando da vida acadêmica, eu me senti muito bem preparada baseada nas aulas que eu tive na PUC. Consegui seguir as aulas direitinho. Não tive dificuldades”, disse.

Depois de concluir a graduação no DI, Marina partiu para um mestrado duplo na Europa, estudando um ano na Universidade Técnica de Berlim, e outro na Universidade Pierre et Marie Curie em Paris.

Buscando se especializar ainda mais, a ex-aluna decidiu aplicar para um novo mestrado, desta vez em interação humano-computador, na Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. “Depois de me formar ainda estava meio perdida. Eu sabia que gostava de algoritmos, mas também sabia que gostava de design. Esses mestrados na Europa eram bem técnicos, mas uma das aulas obrigatórias era em UX. Aquilo foi o suficiente para me interessar”.

UX, ou user experience, é uma área da computação que une design ao raciocínio lógico. Um designer de UX trabalha principalmente com desenho de interfaces, tornando-as mais simples e agradáveis para o usuário.

Depois de se formar no seu segundo mestrado, Marina foi contratada pela Bloomberg, uma empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro, onde trabalha há três anos. A ex-aluna concluiu a live com um conselho para os que aspiram a uma carreira no exterior. “Para quem tem interesse em trabalhar fora, o inglês é muito importante. Não digo um inglês perfeito, aqui é cheio de estrangeiros, as pessoas falam com sotaque! Mas uma coisa essencial é o CR, o coeficiente de rendimento. Notas boas são uma moeda de troca”, concluiu.

Se você perdeu esse encontro, pode assistir à live na íntegra no canal do YouTube do DI (youtube.com/dipucrio). Para ficar ligado em futuros eventos, inscreva-se e ative as notificações!


sexta-feira, 8 de outubro de 2021 às 13:37

Marina Leão contou como a graduação em Ciência da Computação a ajudou em sua trajetória no exterior “Eu pensei em […]

Brad Templeton discute os impactos de carros autônomos na vida urbana
sexta-feira, 8 de outubro de 2021 às 10:23

Palestra da parceria Conexão Rio-Campinas traz um dos pesquisadores mais conceituados na área de veículos autônomos e transportes

Carro autônomo da empresa Waymo, um dos modelos apresentados pelo pesquisador na live. Foto: Divulgação

Carros ainda não são computadores, mas estão cada vez mais próximos disso. Na mais recente live da parceria Conexão Rio-Campinas nesta quarta-feira (6), o canadense Brad Templeton deu uma palestra sobre o futuro dessa tecnologia e o que a próxima revolução dos transportes deve trazer para a vida nas cidades. A “Conexão”, uma iniciativa de parceria entre o Departamento de Informática (DI) e o Instituto de Computação da Unicamp (IC), visa divulgar o que há de mais novo no mundo da informática através de encontros com pesquisadores na área.

Com uma longa trajetória no desenvolvimento de veículos autônomos, passando por empresas como Google e Waymo, o pesquisador compartilhou novas descobertas, projetos inéditos e sua larga experiência feitas ao longo da carreira. Templeton introduziu a palestra discutindo uma tendência da computação: A Lei de Moore. De acordo com esse princípio, o número de transistores em um circuito integrado (CI) dobra a cada dois anos, fazendo com que os processadores aumentem a sua capacidade exponencialmente, e o preço até caia. “Esse princípio se aplica a quase todas as tecnologias, e com carros não é diferente”, disse.

Pondo em perspectiva o impacto do uso de veículos nas cidades, o pesquisador apresentou dados que exibem os riscos ligados à condução por humanos. Em todo o mundo, 1,3 milhão de pessoas morrem em acidentes de carro todos os anos. Esse cenário implica em um custo de 871 bilhões de dólares só nos Estados Unidos. Além do custo humano, Templeton também destacou o enorme impacto ambiental desses veículos. Segundo ele, são 8 bilhões de toneladas de gás carbônico lançados na atmosfera diariamente.

Hoje, embora empresas como a Amazon e Baidu estejam à frente do desenvolvimento de veículos autônomos, a implementação em massa dessa tecnologia ainda não está de fato ocorrendo. “A Tesla, por exemplo, não tem um carro totalmente autônomo, mas conta com opções de piloto automático para a semi-autonomia. Essa função ainda depende da atenção do motorista. Se não prestar atenção na via, acidentes ainda podem acontecer”, completou Templeton.

Brad Templeton. Foto: Reprodução

Buscando mudar esse cenário, a Google tem implementado um modelo de testes em uma cidade no subúrbio de Phoenix, capital do estado norte-americano do Arizona. Lá, carros totalmente autônomos, sem presença de controle por parte de um motorista ou membro da empresa, podem ser solicitados através de um aplicativo. Segundo Templeton, esse teste nunca apresentou uma única falha ou acidente. “O futuro da mobilidade pode garantir um ambiente de trabalho portátil. Sem motorista, podemos ter assentos vis-a-vis para outras pessoas e transformar uma frota de carros em uma espécie de ‘nuvem de veículos’, que são entregues por demanda, onde e quando for necessário. Esses veículos ainda se recarregam e estacionam sozinhos”, declarou. E o passageiro nem tem que se preocupar com a manutenção, a limpeza ou combustível, além de poder se ocupar com outras coisas enquanto é transportado”.

O pesquisador também explicou que essa autonomia não se aplica só a carros, mas também a aviões e pequenos veículos aéreos. Templeton destacou que em São Paulo, uma das cidades do mundo com maior uso de helicópteros particulares para driblar o trânsito, os veículos aéreos autônomos seriam capazes de transportar um número considerável de pessoas e portanto seriam uma boa solução para redução de tráfego nas vias terrestres.

“O propósito de toda uma cidade é o transporte. Você quer que as viagens sejam mais curtas para conseguir encontrar e se relacionar com outras pessoas, para chegar rápido e confortavelmente a lugares. Frisou ainda, que as cidades sempre se transformam muito com novos os tipos de transportes. No século XVIII, foram os carros, que permitiram a criação de bairros residenciais nos subúrbios. Então, com frotas de carros autônomos e “sob demanda” certamente  outras mudanças profundas deverão acontecer. A própria dinâmica do mercado de imóveis também pode ser modificada. “Nos Estados Unidos, dizemos que o valor de propriedades depende de três coisas: local, local e local. Com as transformações dos transportes, isso também vai mudar.” Eu realmente espero que, no futuro, os estacionamentos virem parques”, disse.

Ao concluir a sua fala, Templeton abriu espaço para um bate-papo de perguntas e respostas com os participantes. Respondendo questionamentos sobre as falhas atuais de transportes autônomos, o pesquisador não mediu ressalvas ao falar dos riscos que ainda existem. “Computadores são bons em muitas coisas, mas humanos ainda são melhores em prever situações e agir conforme o cenário demanda. Se uma pessoa comete um erro e toma uma multa, não há garantias de que ela não vá fazer isso de novo. Mas o robô, se ele leva uma única multa, ele nunca mais fará isso. E melhor, todos os veículos autônomos daquela empresa também deixarão de cometer esse erro Eis uma vantagem que  uma atualização de um software traz. E perguntado se carros autônomos usam Inteligência Artificial Geral, afirmou que não. São capazes de aprender sim, mas coisas bem específicas, por exemplo reconhecer pedestres ou tomar decisões rápidas para evitar acidentes. “Mas humanos ainda têm uma enorme capacidade de abstração que a máquina não possui”, concluiu.

Não perca outros eventos da Conexão Rio-Campinas! Acesse o canal do YouTube do DI (youtube.com/dipucrio), inscreva-se e ative as notificações!


sexta-feira, 8 de outubro de 2021 às 10:23

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Artigo de Alessandro Garcia é premiado em congresso de software
quinta-feira, 7 de outubro de 2021 às 17:50

Trio de pesquisadores recebeu segunda colocação com trabalho sobre boas práticas em linhas de produtos

O professor Alessandro Garcia (esq.), o aluno Anderson Uchôa e o pós-doutorando Wesley Assunção. Foto: Arquivo pessoal

O professor do Departamento de Informática (DI) Alessandro Garcia trouxe para a computação da PUC-Rio mais um destaque em produção científica. O pesquisador, junto ao pós-doutorando Wesley Assunção e o aluno Anderson Uchôa, receberam a segunda colocação entre os melhores artigos do Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software (SBCARS).

O artigo “Do critical components smell bad? An empirical study with component-based software product lines” explorou os cuidados que programadores de linhas de produto devem ter no desenvolvimento e na qualidade de componentes críticos. De acordo com os pesquisadores, uma linha de produto de software é difícil de manter, uma vez que softwares são capazes de gerar muitos programas. O estudo realizado pelo trio investigou até que ponto os componentes críticos de três softwares gerados apresentam problemas de manutenção.

De acordo com Garcia, o prêmio é um reconhecimento do trabalho dos pesquisadores em uma fronteira ainda pouco estudada da informática. “A premiação veio coroar um trabalho que é um dos primeiros a investigar problemas recorrentes de manutenibilidade em componentes críticos de linhas de produtos de software. Muitos sistemas de software importantes no mundo, tais como editores de texto, aplicativos móveis e sistemas operacionais, são construídos na forma de linhas de produtos de software. Desenvolvedores destes sistemas podem se beneficiar diretamente das orientações derivadas do estudo que realizamos”, declarou.

 


quinta-feira, 7 de outubro de 2021 às 17:50

Trio de pesquisadores recebeu segunda colocação com trabalho sobre boas práticas em linhas de produtos O professor do Departamento de […]

Endler fala sobre importância de colaboração na informática em live
terça-feira, 5 de outubro de 2021 às 13:37

Conversa destacou como colaborações são importantes para a carreira cientifica

Foto: Reprodução

Em um bate papo descontraído, a live da graduação do Departamento de Informática (DI) realizada na quinta-feira (30) enfatizou alguns elementos importantes para uma boa pesquisa em sistemas de software distribuídos: as colaborações científicas entre grupos acadêmicos, os projetos com a iniciativa privada e a manutenção de grupos de alunos trabalhando em um mesmo sistema de software fundamental. A coordenadora da graduação do DI, Noemi Rodriguez, conversou com o diretor do Departamento, Markus Endler, sobre sua trajetória científica e suas experiências com P&D em sistemas de middleware distribuídos, além da importância de projetos de cooperação.

Endler contou que fez sua escolha pela computação quando ainda tinha pouca experiência em programação. Durante sua graduação em matemática (na PUC-Rio), já era fascinado pela área e percebia que a computação seria parte do futuro. Iniciou, então, em 1985, o mestrado no DI, onde fez seu trabalho de dissertação sobre lógica. A escolha pelo assunto veio por conta de estar mais familiarizado com formalismos do que com desenvolvimento de software. Em 1987 iniciou o doutorado na Alemanha, já determinado a fazer uma tese mais prática e a trabalhar com sistemas paralelos e distribuídos. Já durante esse período de doutorado, participou de alguns projetos de cooperação ESPRIT, financiados pela Comunidade Européia, e que mostraram o quanto importante eram os contatos profissionais com outros cientistas de outras universidades. Mais tarde, já professor do IME/USP, teve um grande ponto de inflexão em sua carreira científica quando participou de uma importante conferência nos Estados Unidos nos anos 1990.

“Algumas conferências mudam a sua vida. Quando a gente vai para uma conferência assim como a Mobicom, visitada por muitos pesquisadores importantes e com apresentações excelentes, isso abre os olhos. Acabamos conhecendo pesquisas muito bacanas e interessantes e isso acaba sendo muito estimulante. A partir desse encontro eu decidi que faria minha pesquisa na em computação móvel”, contou Endler, que considera bons congressos ótimas oportunidades para encontrar desenvolvedores e pesquisadores com projetos em áreas similares e fazer parcerias acadêmicas.

Durante sua passagem pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), de 1994-2000, o professor teve a iniciativa de criar o Laboratório de Computação Paralela e Distribuída (LCPD/USP), um laboratório compartilhado com outros colegas do IME/USP. Quando foi para a PUC-Rio, logo replicou a experiência anterior, e em 2003 fundou o Laboratory for Advanced Collaboration (LAC), dedicado a pesquisa e desenvolvimento de middleware para sistemas distribuídos, móveis e Internet das Coisas. Laboratório que coordena desde então.

“Um laboratório assim atrai muitos alunos, eles se sentem colaboradores do projeto. O aluno não vem apenas, faz sua pesquisa, e defende a tese e vai embora. Não, durante o seu trabalho ele construiu um pedaço, um bloquinho, de software dentro de um middleware que ele pode chamar de seu. Então, ele sente prazer por estar contribuindo para o sucesso de futuros trabalhos de alunos do laboratório, que vai usar o seu software. Esse senso de pertencimento é muito importante e muito forte, sendo que  alguns ex-alunos ainda contribuem para o LAC muito depois de terem concluido suas teses”, completou Endler.

Também explicou rapidamente o termo Middleware. Trata-se de um tipo de software que fica entre uma plataforma (Windows, Linux, ou Android) e os softwares da aplicação. No caso de sistemas distribuídos, é o middleware que serve como “software-cola”, ou seja, que permite a comunicação e a coordenação entre os computadores distribuídos, bem como o acesso a recursos remotos.

Essas experiências fizeram o professor destacar também a importância, para os profissionais da área, da formação continuada e do hábito de ler trabalhos científicos, fazer pesquisas e analisar criticamente os artigos lidos. Falando sobre a qualidade do ensino e da pesquisa do DI, Endler ainda relembrou que, apesar das inúmeras oportunidades que o atual mercado de trabalho oferece, cursar um mestrado deveria ser uma opção para o estudante, pois os põem em contato com outras áreas da computação, abrindo o seu horizonte de conhecimento, podendo assim ser importantes para o crescimento profissional.

Você pode conferir esse bate-papo na íntegra no canal do YouTube do DI (youtube.com/dipucrio). Para não perder outros encontros desse projeto, se inscreva no canal e ative as notificações.


terça-feira, 5 de outubro de 2021 às 13:37

Conversa destacou como colaborações são importantes para a carreira cientifica Em um bate papo descontraído, a live da graduação do […]

Conferência sobre Investigações Experimentais terá transmissão grátis
segunda-feira, 4 de outubro de 2021 às 15:07

O ESEM 2021 inicia dia 12 de Outubro e vai juntar pesquisadores de referência da área em encontro virtual

Foto: Unsplash

Pesquisadores que conduzem investigações experimentais em engenharia de software e praticantes do mercado de TI interessados em conhecer os resultados destes trabalhos têm um encontro marcado a partir do dia 12 de Outubro. O ACM/IEEE International Symposium on Empirical Software Engineering and Measurement (ESEM 2021) é a principal conferência internacional desse campo da computação e acontece entre os dias 12 e 15. Por conta da pandemia da Covid-19, o encontro será realizado virtualmente e será transmitido gratuitamente pelo YouTube.

O coordenador de pós-graduação do Departamento de Informática (DI), Marcos Kalinowski, foi presidente do comitê de programa, responsável pela programação do evento e pelo processo de revisão dos artigos, juntamente com a professora Teresa Baldassarre, da Universidade de Bari, na Itália. “O ESEM é meu evento científico predileto e um dos mais respeitados do mundo. Ter sido convidado para servir como presidente do comitê de programa, coordenando o trabalho dos principais pesquisadores da área, foi uma honra e um enorme prazer.” ressalta Kalinowski.

Sobre o evento em si, ele explica que “O ESEM historicamente têm publicado resultados de impacto que trazem conhecimentos a respeito de tecnologias de software, permitindo entender como elas podem ser avaliadas, as situações em que elas realmente funcionam, seus limites e como elas podem ser evoluídas. A inovação de transmissão gratuita que trouxemos para o ESEM em função da pandemia permite ampliar a visibilidade desses resultados, tanto para outros pesquisadores quanto para profissionais do mercado de TI.”

Kalinowski enfatiza ainda que “A programação está imperdível, além de novidades relacionadas com metodologia científica traz resultados inéditos de investigações em tópicos como requisitos de software, arquitetura e projeto de software, testes de software, segurança, entre outros. Assistir ao ESEM é uma grande oportunidade de atualização para pesquisadores e para profissionais atuantes na área de TI.”

O ESEM 2021, que conta com a coordenação geral do professor Filippo Lanubile da Universidade de Bari, na Itália, também terá duas palestras keynote. No dia da abertura, na terça-feira (12), Massimiliano di Penta, da Universidade de Sannio, na Itália, falará sobre como a pesquisa experimental tem apoiado e pode apoiar o desenvolvimento de novas ferramentas de desenvolvimento. Já no dia do encerramento, sexta-feira (15), os pesquisadores Maria Lomeli e Mark Harmann do Facebook (UK), farão uma palestra a respeito de desafios de medição para cyber-cyber digital twins com base em experiências com a implantação do sistema de simulação WW do Facebook.

Para não perder essa oportunidade, você deve se inscrever gratuitamente através deste link.

 


segunda-feira, 4 de outubro de 2021 às 15:07

O ESEM 2021 inicia dia 12 de Outubro e vai juntar pesquisadores de referência da área em encontro virtual Pesquisadores […]

Professor do DI comenta as inovações por trás do Google
quarta-feira, 29 de setembro de 2021 às 17:52

Foto: Unsplash

Aniversário da ferramenta de buscas marcou 23 de anos revoluções na computação

Nesta semana, a ferramenta de pesquisa mais popular do mundo celebrou seu aniversário de 23 anos. Das tradicionais buscas casuais até investimentos em carros autônomos, a Google, uma das maiores empresas de tecnologia da história, ajudou a redefinir o rumo da tecnologia como a conhecemos, e até hoje as inovações da empresa seguem transformando o mundo da computação.

Uma das principais mudanças de paradigma proporcionadas pela Google foi a criação do mecanismo capaz de indicar a usuários que faziam buscas na internet os links com mais relevância sobre o tema que procuravam. Isso aconteceu no fim dos anos 1990, quando, à procura de uma forma mais fácil de fazer buscas em uma internet cada vez mais abarrotada e dominada por sites como o Yahoo e, no Brasil, o Cadê, a dupla de cientistas Larry Page e Sergey Brin desenvolveu essa metodologia.

“A ideia deles era de que não bastava indexar as páginas. Também era importante mostrar o que é mais interessante. Eles criaram uma metodologia chamada page rank. A página que é mais interessante provavelmente tem mais referências. Então, se tem uma página que é, de fato, mais importante, quer dizer que várias páginas estarão apontadas pra ela. Ele faz ali uma ordenação para achar o que é mais relevante para a sua busca e aparecer primeiro”, explicou o professor do Departamento de Informática (DI) Augusto Baffa.

A partir do sucesso da ferramenta de pesquisa, a Google partiu para outras iniciativas no ramo da tecnologia. A cultura interna da empresa incentiva usuários a criar projetos próprios que possam ser integrados ao leque de produtos da Google. Um exemplo é a rede social Orkut, uma das páginas mais visitadas do Brasil entre os anos de 2007 e 2008, criada por um programador como uma pesquisa pessoal durante sua passagem pela gigante de tecnologia.

Baffa explica que a diversidade em investimentos foi essencial para o futuro da empresa. “A Google, a partir de 2002, começou a patrocinar internamente as pesquisas. O Gmail começou como o primeiro bom e-mail de graça. Ele lia e-mails e indicava as melhores propagandas. O Google foi para um outro lado que era o de localizar dados de maneira geral. Não só dados de sites, mas de propagandas na internet, através de profilamento de usuários. Por volta de 2007, com o lançamento do iPhone, eles criaram o Android”.

O professor aponta também que um dos diferenciais da Google é sua capacidade de condensar em um único sistema uma série de serviços essenciais para a rotina. Seja no armazenamento de arquivos no Google Drive, nos e-mails pelo Gmail ou pelos trabalhos em texto no Google Docs. “A empresa atua muito nesse sentido, de organizar vidas. Tem um altruísmo. Quanto mais sabe, mais pode ajudar os usuários e dar uma resposta melhor ao que eles procuram”.

Ainda de acordo com Baffa, a Google foi crucial em uma série de inovações que tiveram grande impacto no mundo da informática. Sendo a primeira ferramenta a oferecer busca por imagens, a empresa também conta com assistentes que garantem ao usuário informações sobre filmes, resultados de partidas esportivas, quadro de medalhas durante as olimpíadas, além de dados sobre clima.

São revoluções que, na avaliação do professor do DI, estão longe de terminar. Em termos de contribuições para a computação, os próximos passos da plataforma podem ser inúmeros. Na última conferência Google I/O, onde a empresa apresenta suas novas visões para o futuro, os desenvolvedores introduziram os projetos da marca em avançar ainda mais a eficiência de assistentes virtuais. Agora, a gigante de tecnologia tem se voltado para a possibilidade de, no futuro, os usuários serem capazes de dar um briefing de tarefas para serem executados pela Google.

Um exemplo seria realizar uma reserva em um restaurante. Em alguns anos, a tecnologia desenvolvida pela empresa pode ser capaz de receber comandos do usuário, ligar para o restaurante, compreender o que é falado pelo atendente e manter uma conversa de forma totalmente automatizada. Ficção ou não, é mais um indicador de que a jovem empresa ainda deve mexer bastante com o mundo da computação.


quarta-feira, 29 de setembro de 2021 às 17:52

Aniversário da ferramenta de buscas marcou 23 de anos revoluções na computação Nesta semana, a ferramenta de pesquisa mais popular […]

Brad Templeton fala sobre futuro de veículos autônomos em palestra
terça-feira, 28 de setembro de 2021 às 13:56

Líder em estudos sobre computação aplicada à mobilidade participa do Conexão Rio-Campinas

Brad Templeton. Foto: The Futures Agency

Qual o futuro dos transportes autônomos? A próxima palestra do projeto Conexão Rio-Campinas, uma parceria entre o Departamento de Informática (DI) e o Instituto de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), traz um dos maiores pesquisadores do mundo no assunto para discutir o que há de mais novo sobre essa tecnologia: o canadense Brad Templeton. Autoridade nos estudos sobre desenvolvimento de carros autônomos, ele falará ao vivo pelo Zoom na próxima quarta-feira (6) às 18h.

Templeton tem uma longa trajetória em estudos da computação e é reconhecido como um líder mundial em pesquisas sobre autonomia de veículos. As tecnologias produzidas pelo cientista foram responsáveis por expandir as fronteiras do futuro dos transportes, desde robôs que são capazes de realizar entregas de maneira totalmente independente até scooters e pequenas aeronaves que não dependem de condução humana.

Com uma trajetória profissional marcada por inovações, Templeton fundou a ClariNet, a primeira empresa do mundo a manter atividades comerciais de maneira virtual ainda no início da internet, em 1989. Trazendo seus avanços para o campo dos transportes, o pesquisador foi responsável pelos primeiros passos da Google no desenvolvimento de carros autônomos. Templeton é Chair of Computing and Networks da Singularity University, presidente emérito da Electronic Frontier Foundation, diretor do Foresight Institute e consultor em robótica para uma uma série de empresas de mobilidade.

A palestra “Computerized revolution in transport, self-driving cars, flying cars and the change to cities” vai abordar a união entre computação e transportes e seu impacto na sociedade e no uso de energia. Templeton vai discutir quais são os próximos passos de uma sociedade que anda cada vez mais em direção ao uso de veículos autônomos, assim como as implicações dessa nova realidade para cidades ao redor do mundo.

O projeto Conexão Rio-Campinas é uma parceria entre o DI e o Instituto de Computação (IC) da Unicamp que busca trazer debates e palestras sobre o que há de mais novo no campo de pesquisas da computação, tecnologia e Ciência de forma geral.

Você pode conferir essa palestra na próxima quarta-feira (6) às 18h através de uma sala na plataforma Zoom. O encontro será conduzido em inglês. Para participar, você deve se inscrever através do link.


terça-feira, 28 de setembro de 2021 às 13:56

Líder em estudos sobre computação aplicada à mobilidade participa do Conexão Rio-Campinas Qual o futuro dos transportes autônomos? A próxima […]

Garcia faz paralelo entre redesenho de software e desafios na academia
sexta-feira, 24 de setembro de 2021 às 16:30

Professor do DI fez a live da pós-graduação na terça-feira (21)

Professor Alessandro Garcia

A saúde mental tem sido bastante discutida em tempos de pandemia, mas pouco falada entre quem faz pesquisa acadêmica. Na terça-feira (21), ao apresentar o seminário virtual “Redesenho de Software: Favorecendo a Intuição do Engenheiro de Software”, o professor Alessandro Garcia fez esse alerta e traçou uma comparação entre dificuldades encontradas por pesquisadores e engenheiros de software que diariamente trabalham no redesign de sistemas, seu tema de pesquisa. Garcia ressaltou como essas dificuldades podem ser melhor contornadas quando o papel da intuição nos processos de pesquisa e de desenvolvimento de software é valorizado.

A apresentação, que faz parte das lives quinzenais da pós-graduação do Departamento de Informática (DI), foi mediada pelo coordenador da pós, o professor Marcos Kalinowski e focou nas aplicações de redesenho de software. Após fazer uma análise científica do tema, Garcia destacou que a constante revisão e a busca por melhorias no desenho do software são importantes para garantir a qualidade no funcionamento e manutenção de um sistema. Para isso, é essencial a presença da figura do engenheiro, que deve se apoiar em soluções computacionais que efetivamente gerem insights sobre quais e como elementos em um software devem ser redesenhados.

“O desenvolvedor não trabalha só com o código-fonte e outros documentos do software. Ao longo do processo, o engenheiro vai trabalhando sobre o problema e a solução de software a partir de ferramentas que instigam seus sistemas racional e intuitivo”, disse Garcia.

Segundo ele, muitas ferramentas disponíveis ao engenheiro de Software ainda são concebidas para apoiar o raciocínio lógico, mas pouco se sabe quanto essas tecnologias promovem intuições positivas. Alguns exemplos disso são a redução do esforço de racionalização e a melhora da qualidade dos sistemas que as ferramentas constroem. Por conta do dinamismo do processo de criação de um software, as ferramentas de desenvolvimento deveriam melhor apoiar o desenvolvedor ao longo das tarefas que requerem uso contínuo e harmônico dos sistemas intuitivo e racional do engenheiro.

Ao encaminhar a conversa virtual para o lado pessoal, Garcia destacou que o mundo da pesquisa acadêmica não envolve só conquistas. As dificuldades na condução de trabalhos e os erros persistentes encontrados no caminho rumo às inovações podem, alertou, trazer consequências sérias para a saúde mental dos pesquisadores. Em sua experiência pessoal, a intuição foi chave para superar tais dificuldades, assim como um engenheiro de software também depende rotineiramente dela para alcançar êxito em suas tarefas.

“O domínio dos pensamentos negativos relacionados às minhas pesquisas começou a me paralisar, impactando meu lado físico, com problemas de coluna, estômago, intestino e insônia. Estes problemas físicos estavam claramente relacionados a um quadro de depressão, algo difícil de admitir para si mesmo. Eu estou falando isso porque a gente sabe que muitos pesquisadores passam por isso e, talvez, possam se identificar com o meu caso. Meu sistema racional ‘parou de funcionar’. Se apegue a intuição nesses momentos. É importante você dar ouvido a ela e se agarrar nisso. É, muitas vezes, a solução que resta”, completou.

Garcia também ressaltou a importância da parceria com outros professores do Departamento não só no aspecto científico, mas como apoio social e moral nos momentos mais difíceis. E contou que usou, ao fim do processo, a oportunidade para comparar suas dificuldades com o próprio redesenho de software e suas pesquisas sobre o assunto. Ele listou, a partir das suas experiências ao longo de vinte anos trabalhando no tema, cinco deficiências que assolam as soluções computacionais de apoio ao engenheiro nas atividades de redesenho de software.

A live está disponível no YouTube do DI (youtube.com/dipucrio). Para não perder os próximos encontros, inscreva-se no canal e ative as notificações!


sexta-feira, 24 de setembro de 2021 às 16:30

Professor do DI fez a live da pós-graduação na terça-feira (21) A saúde mental tem sido bastante discutida em tempos […]

Estreia da parceria Conexão Rio-Campinas debate o futuro da IA
sexta-feira, 24 de setembro de 2021 às 10:56

Professores debateram os desafios de criar sistemas computacionais inteligentes em múltiplas áreas

Ao contrário do que mostram filmes e séries de ficção científica, a ideia de uma Inteligência Artificial (IA) geral, capaz de ter consciência e dominar humanos, ainda está muito distante. Ainda assim, grupos de pesquisa nas universdades e em muitas empresas de alta tecnologia em todo o mundo têm se dedicado a desenvolver métodos de aprendizado e raciocínio artificial, modelos cognitivos e algoritmos que permitam que sistemas inteligentes tenham menos vieses, funcionem de forma mais precisa, mais confiável e mais segura contra possiveis ataques pela rede.

Essas foram algumas das principais reflexões que surgiram durante o rico e animado debate inaugural da Conexão Rio-Campinas, uma parceria entre o Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio e o Instituto de Computação (IC) da Universidade de Campinas (Unicamp). O debate reuniu os professores do DI, Bruno Feijó e Jônatas Wehrmann, e os professores Anderson Rocha e Esther Colombini, do IC/Unicamp.

Jônatas Wehrmann explicou o conceito da Inteligência Artificial Geral (Artificial General Intelligence) e da IA Específica, ou estreita (Artificial Narrow Intelligence). Enquanto esta segunda aprende e realiza funções a tarefas muito específicas – geralmente até melhor e mais rápido do que nós humanos – e já é empregada nos mais diversos setores da economia, mercado financeiro, indústria de seguros, medicina, segurança, entretenimento e jogos online, a IA geral tem a meta de ser mais ampla e interdisciplinar, de ser capaz de raciocinar em vários níveis de abstração, de fazer associações cruzadas, de mostrar criatividade e ter consciencia de sua própria existência e vontade.

“Quando falamos em IA mais geral, estamos falando de habilidades cognitivas de muito mais alto nível. Consciência, entender as consequências de ações e outras habilidades cognitivas como empatia e capacidade de reconhecimento emocional. Estamos falando de capacidades de adaptação muito superiores à capacidade de resolver uma única tarefa”, explicou.

A professora Esther Colombini destacou o enorme trabalho de desenvolvimento (programação e aprendizado) que um simples sistema de IA “encorpado” demanda para ser desenvolvido. “Qualquer um que trabalha com robôs sabe a dificuldade que é fazê-los andar em diferentes ambientes, a complexidade disso. Somos a única espécie que demora um ano para andar, de tão complicado que é esse mecanismo. E também há o problema da bateria: se formos dominados, será por vinte minutos.”

Discutindo os desafios de pesquisa atuais que os pesquisadores da área ainda enfrentam, o professor Bruno Feijó, destacou que a Inteligência Artificial em sua fase atual de desenvolvimento já é capaz de gerar grandes impactos para os usuários. “Os sistemas de IA cada vez melhores, mesmo só em uma tarefa específica, podem vir a causar sérios problemas ao indivíduo e à sociendade, muito antes de atingirmos uma inteligência artificial geral. Neste momento, urge uma reforma no ensino para que todos apendam a desenvolver sistemas de IA mais robustos, confiáveis, isentos e com segurança. A gente fala pouco do problema de corrigibilidade desses sistemas, por exemplo”, explicou.

Mesmo ainda distante de ser capaz de adquirir consciência ou capacidade de emular sentimentos, a IA, através dos desencolvimentos algoritmicos recentes, já exibe avanços importantes, sobretudo em termos da interpretação e produção de sentenças (textual e voz) e de imagens. Mas o professor Anderson Rocha, do IC Unicamp, lembra que, apesar dessas inovações, a IA ainda tem atuação restrita. “A IA não consegue replicar um texto do Guimarães Rosa. Ela não tem essa criatividade. Acho que geração de manuais seria ok, não tem sentimentos. Mas livros de literatura talvez demore alguns anos”.

Você pode conferir esse bate-papo no canal do YouTube do DI (youtube.com/dipucrio). Para não perder outros encontros desse projeto, se inscreva no canal e ative as notificações.


sexta-feira, 24 de setembro de 2021 às 10:56

Professores debateram os desafios de criar sistemas computacionais inteligentes em múltiplas áreas Ao contrário do que mostram filmes e séries […]