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Ierusalimschy sobre linguagem de programação: ‘É a principal ferramenta’
sexta-feira, 30 de outubro de 2020 às 13:46

Principal arquiteto de Lua lembrou história da linguagem e explicou escolha do nome, em live no YouTube do DI 

A segunda rodada do ciclo de seminários online da graduação do Departamento de Informática (DI) da PUC-RIo foi um sucesso! A palestra do professor Roberto Ierusalimschy, “Lua na PUC”, foi assistida simultaneamente por mais de 100 pessoas, ao vivo pelo canal do DI no youtube. E não faltaram perguntas enviadas pela audiência via chat. Ierusalimschy falou sobre o início de sua carreira, as atualizações da linguagem e a história do desenvolvimento de Lua. A live foi conduzida pela professora Noemi Rodriguez, coordenadora da Graduação.

“Lua é uma linguagem de programação feita especificamente para ser uma linguagem de script. Muita gente confunde linguagem de script com linguagem dinâmica, mas a ideia de linguagem de script é para você orquestrar coisas que, em geral, estão sendo executadas por outras partes do software que não são escritas na linguagem de script. O diferencial é que ela foi feita para esse propósito, então é extremamente adequada para esse tipo de uso”, explicou Ierusalimschy.

Uso de teses e dissertações em Lua, a versão 5.4 com suas novas features e o reconhecimento da linguagem no History of Programming Language em 1997 foram outros temas abordados durante a palestra.”Eu brinco que esse foi o auge da minha carreira”, disse Roberto, sobre a participação na série de conferências, que teria sua quarta edição em 2020, mas foi adiada para o próximo ano devido à pandemia.

Sobre a importância de linguagem de programação para os alunos, o professor destacou sua vasta aplicação no mercado de trabalho. “Linguagem de programação é, de longe, ‘a ferramenta’ de software por excelência. Completamente ubíqua. Qualquer programador, qualquer desenvolvedor de software vive dentro de linguagem de programação, todo o trabalho dele é mediado pela linguagem de programação. Então, óbvio que é fundamental para qualquer pessoa que trabalha no ofício, conhecer as ferramentas do seu trabalho”. 

Dentre as muitas perguntas enviadas pelo chat, o pesquisador foi questionado o porquê do nome “Lua”. Ierusalimschy deu três explicações. “Lua é uma linguagem de script sempre usada em conjunto com uma outra linguagem. Então, nesse ponto, ela era uma espécie de satélite em volta do software principal. Em vários usos ela cresceu muito além disso, mas gostamos dessa ideia. Outra explicação é que, um pouco antes de Lua, eu também estava desenvolvendo uma little language que era chamada “SOL”, que seria “simple object language”, uma linguagem de descrição de dados, E apesar de ser maior em outros aspectos, Lua era menor que Sol, então tinha isso. E tem uma explicação mais prosaica [de ser uma sigla] que significava “Linguagens para Usuários de Aplicação”, essa ideia de usuário final, para end user programming”, contou. 

A íntegra da live está disponível no canal do Di no Youtube, e você pode assistir clicando aqui. Na última quinta-feira do mês de novembro acontecerá a terceira e última rodada do ciclo de seminários online da Graduação deste ano. Se inscreva no canal e ative o lembrete para não esquecer.

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Principal arquiteto de Lua lembrou história da linguagem e explicou escolha do nome, em live no YouTube do DI  A […]

Doutorando do DI é indicado ao prêmio Brasil Referência em Dados 2020
quinta-feira, 29 de outubro de 2020 às 17:25

Votação aberta pode levar Diogo Munaro a ser referência nacional em inteligência de dados

A união entre pesquisa acadêmica, atuação no mercado e iniciativas de disseminação de conhecimento levou Diogo Munaro a ser indicado ao Prêmio Brasil Referência em Dados 2020, promovido pela Cognitivo.AI. Doutorando do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, sob orientação do professor Sérgio Lifschitz, Munaro atua em projetos do laboratório BioBD e desenvolve uma pesquisa em parceria com o INCA, que busca soluções contra o câncer através do uso de tecnologias digitais como inteligência artificial e aprendizado de máquina. “A ideia é simplificar o uso de programas que encontrem possíveis fármacos para inibir a ação do câncer”, explicou o pesquisador.

Além dessa, Diogo tem também outra pesquisa na área de dados que resulta no Driftage, um sistema que detecta distorções de dados com mais facilidade. Paralelamente, ele atua como especialista em machine learning (aprendizado de máquina) na OLX e é co-fundador da Data Bootcamp, empresa que organiza cursos online e meet ups (palestras online) sobre Ciência de Dados. Em parceria com a AfroPython, organização que visa aumentar a representatividade negra na área de tecnologia, eles disponibilizam uma bolsa por turma para sorteio. Por tudo isso ele foi convidado a concorrer ao prêmio. “Os cursos oferecidos pela Data Bootcamp são voltados para quem quer entrar nessa área. Os meet ups são gratuitos, geram troca de informação e network. É importante fomentar o aprendizado e troca de experiências na comunidade”, disse.

 

Munaro concorre com outros 25 profissionais da área de dados em votação aberta ao público até o dia 3 de novembro. Após uma etapa de vídeo-apresentação dos 5 melhores colocados, o vencedor será anunciado no dia 9/12, num evento online. “É muito relevante o papel do DI nessa minha trajetória e indicação. Eu nem pensava em fazer doutorado, mas surgiu uma oportunidade muito boa para mim no departamento e aproveitei. Vim da Biofísica, que é a minha graduação, e não imaginava que eu ainda teria tanta coisa para aprender, está sendo bem gratificante”, avaliou.

Um ponto-chave destacado pelo doutorando é a integração entre a universidade e indústria. Como atua nos dois lados e também ajuda na seleção de funcionários em algumas empresas, Diogo nota que os conhecimentos e experiências de uma e de outra área se complementam. “Vejo projetos na PUC, inclusive participo de alguns, para ajudar os alunos a entender como funciona a parte da indústria. Sempre tem como colaborar. Os acadêmicos têm insights muito interessantes que em geral quem está no mercado fazendo ‘o feijão com arroz’ não tem. Por outro lado, os pesquisadores muitas vezes não dominam esse ‘feijão com arroz’, então a união dessas duas áreas traz muitos benefícios”, finalizou.

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Votação aberta pode levar Diogo Munaro a ser referência nacional em inteligência de dados A união entre pesquisa acadêmica, atuação […]

Kalinowski faz live sobre Transformação Digital para empresas nesta sexta (30)
quarta-feira, 28 de outubro de 2020 às 12:28

Coordenador de pós-graduação do DI fará palestra com conteúdo que interessa alunos, profissionais de TI e empresas, transmitida ao vivo pelo YouTube e Facebook 

As novas tecnologias digitais e suas ferramentas não param de crescer. Mas saber usá-las para promover a inovação e gerar resultados positivos é um desafio enfrentado pelas empresas. A pesquisa científica aponta caminhos e soluções nesse sentido, e é esse o assunto do seminário “Transformação Digital: Por que sua empresa pode estar fazendo isso errado?”, que será apresentado pelo professor Marcos Kalinowski, do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, em transmissão ao vivo pelo canal do DI no YouTube e na página do Facebook. A live acontece nesta sexta-feira (30), às 15h.  

Na palestra, o professor apresentará fatores de sucesso baseados em evidência para uma Transformação Digital bem sucedida. Além disso, vai falar também sobre a abordagem Lean R&D criada na ExACTa, a iniciativa para Transformação Digital do DI PUC-Rio, e perspectivas de pesquisa em Engenharia de Software e Transformação Digital. “Falarei, com base em evidência científica, sobre esses fatores de sucesso, métodos e práticas ágeis que podem ser empregados nesse contexto para a engenharia das soluções”, adiantou Kalinowski.

O conteúdo do seminário interessa tanto aos alunos, que futuramente vão trabalhar nessas iniciativas e precisam saber como fazer corretamente a transformação digital, como também às empresas que querem se atualizar digitalmente. “Todas as grandes empresas têm uma preocupação em não ficar para trás nessa onda de transformação digital em que as tecnologias novas estão sendo usadas para resolver problemas recorrentes ou antigos com soluções elegantes”, alertou o professor. 

Segundo Kalinowski, para ser efetiva, a Transformação Digital demanda integração com um programa de pesquisa de excelência. “Porque trazer um produto mínimo viável para uma empresa e saber se ele está dando retorno de investimento é testar hipótese de negócio. E testar hipótese envolve habilidade de pesquisa, método científico”, explica. Mas o que é e o que significa, de fato, transformar digitalmente uma empresa? 

“É um processo de investigação do uso de tecnologias digitais para inovar a maneira de funcionamento de uma organização, visando alcançar objetivos estratégicos. Quando bem sucedida, os resultados podem ser incríveis, gerando amplo retorno e uma mudança de mindset em toda a empresa. Infelizmente, muitas iniciativas de Transformação Digital ocorrem com um completo desconhecimento dos principais fatores de sucesso e acabam sendo mal sucedidas na prática”, afirmou Kalinowski.

Para saber sobre as boas práticas, fatores de sucesso, dinâmicas para entender o problema e como tratar dessa questão, não perca o seminário. Você poderá tirar dúvidas enviando perguntas via chat ao vivo. Ative o lembrete e se inscreva no canal para ser avisado de outras novidades! Clique aqui para acessar o link da transmissão. (mais…)


quarta-feira, 28 de outubro de 2020 às 12:28

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Roberto Ierusalimschy faz live ‘Lua na PUC-Rio’ na quinta-feira (29)
segunda-feira, 26 de outubro de 2020 às 17:08

História, aplicações e atualizações de Lua serão temas tratados pelo pesquisador que é um dos criadores da linguagem de programação

Saber programar é uma competência relacionada a 9 dos 10 cargos mais procurados no  Brasil entre junho e julho de 2020, segundo ranking divulgado pelo LinkedIn. Todos eles estão diretamente ligados a desenvolvimento de software, e por isso a importância do estudo da linguagem de programação. “A formação em linguagem de programação é fundamental para qualquer trabalho de desenvolvimento de software”, afirma Roberto Ierusalimschy, professor do DI e um dos criadores de Lua, linguagem que ficou mundialmente famosa. Ele fará a palestra “Lua na PUC-Rio” nesta quinta-feira (29), às 18h, no YouTube do Departamento de Informática (DI), da PUC-Rio. O encontro virtual faz parte da série de lives promovida mensalmente pela graduação do DI.  

A linguagem Lua foi criada em 1993 e ficou famosa por sua aplicação no desenvolvimento de jogos. Foi usada pela primeira vez pela Lucas Arts na criação do jogo Grim Fandango, e de lá para cá foi adotada em vários outros jogos, como o Angry Birds e o World of Warcraft. E também usada em outras aplicações, como o Adobe Photoshop Lightroom e o middleware Ginga, desenvolvido integralmente pelo DI. Em sua palestra, Ierusalimschy vai falar sobre pesquisa em linguagem de programação em geral, a história de Lua dentro do departamento, e suas atualizações mais recentes. “As novas features que facilitam a vida dos programadores, faz programar mais rápido com a linguagem, que está mais eficiente”, adianta o professor.  

Roberto é fundador e coordenador do LabLua, que ele chama de “o braço acadêmico” de Lua. “É exatamente para fazer pesquisas relacionadas à linguagem, novidades que poderiam entrar, implementações diferentes, e coisas do gênero. Mas, no laboratório, fazemos pesquisa de desenvolvimento de outras linguagens de programação também, pesquisamos técnicas de compilação que são suplementos de linguagem, para ser mais eficiente… não é só focado em Lua”, explica. Grande parte do funcionamento do LabLua se deve a teses e dissertações de mestrandos e doutorandos, além de alunos de graduação que fazem iniciação científica. 

Ierusalimschy ressalta a importância da linguagem de programação não só para a pesquisa acadêmica, mas também para quem está no mercado de trabalho, atuando na área de desenvolvimento de software, “Várias técnicas de programação surgem dentro de linguagem e vice-versa, as linguagens evoluem para facilitar técnicas de programação que os programadores começam a usar. Em desenvolvimento de software, você sempre está desenvolvendo em uma ou mais linguagens de programação e frequentemente tem que aprender novas linguagens. Às vezes, as pessoas não percebem o quanto elas têm que saber o quanto elas sabem de programação. E o quanto estudar linguagem de programação de um ponto de vista mais organizado e consciente é importante”, finaliza.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020 às 17:08

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DI reúne grandes nomes em evento de tecnologias digitais e ciências humanas
sexta-feira, 23 de outubro de 2020 às 14:26

VP do Google Luiz André Barroso fala sobre papel do DI na carreira, sexta (30), em sessão online em parceria com o PUC Endowment

Inteligência Artificial e Internet das Coisas já revolucionam o mundo e vão gerar saltos gigantes nos próximos anos. Unir as áreas de exatas e humanas é uma das chaves para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias. Com esse olhar, o Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio e Associação de Antigos Alunos da PUC-Rio Gestora do Fundo Patrimonial Endowment promovem o evento online “Tecnologias Digitais e as Áreas do Conhecimento Humano” na sexta-feira (30), às 17h, no YouTube do DI

O evento pretende fortalecer o relacionamento da universidade com as empresas e o setor público, além de apresentar parcerias entre departamentos da PUC-Rio, Para isso, reuniu um time da academia e do mercado, que inclui o vice-presidente de engenharia do Google, Luiz André Barroso; Daniel Menasce, ex-diretor do DI e pesquisador da George Mason University, e a professora visitante do DI Valeria de Paiva, co-fundadora do Topos Institute. A sessão on-line tem o apoio do Departamento de Artes & Design da PUC-Rio, da Innovation Norway, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Assespro RJ e da Nvidia, multinacional líder em computação de inteligência artificial.

A programação abordará o papel central da informática na pesquisa científica, no desenvolvimento e na inovação multidisciplinar. Entre os participantes, estarão decanos e vice-decanos da PUC, como Dr. Hilton Koch, Sidnei Paciornik e Mônica Herz; a diretora do Departamento de Artes e Design, Jackeline Farbiarz e João Candido Portinari, fundador e coordenador do Projeto Portinari e ex-diretor do Departamento de Matemática da PUC.

A apresentação terá depoimentos destes e de outros convidados e espaço para perguntas do público, respondidas e debatidas pelo diretor do DI, Markus Endler, o coordenador da pós-graduação do DI Marcos Kalinowski; Augusto Baffa, pesquisador na área de AI e games; e Fernando Jefferson, diretor de TI do PUC Endowment.

DI de portas abertas para as empresas

Associar ciências exatas e humanas para encontrar soluções inovadoras para empresas é um dos focos do evento. Foi aliando a filosofia à matemática que o professor Edward Hermann resolveu um problema de complexidade computacional em aberto há mais de 40 anos. É fundamental também para quem faz carreira na indústria. “A abrangência e a multidisciplinaridade da educação na PUC certamente me deram a confiança para, nos últimos 30 anos, trabalhar numa grande variedade de problemas, o que tem feito minha carreira ser constantemente renovada por problemas novos e diferentes”, disse Luiz André Barroso, vice-presidente de engenharia do Google.

Para fomentar essa integração, o DI está aberto para parcerias com a indústria e pesquisas em conjunto com outros departamentos da PUC. A iniciativa se fundamenta no modelo Triple Helix de inovação, conjunto de interações entre a academia, a indústria e o governo para promover o desenvolvimento econômico e social. “Para que nós, cientistas da computação, possamos contribuir para solução de problemas, temos de nos aliar a cientistas de outras áreas do conhecimento e juntos achar soluções para problemas que sejam de importância não só para nós, cientistas da Computação mas para a sociedade como um todo”, reitera Daniel Menasce, ex-diretor do DI.

Será uma oportunidade para alunos e a comunidade acadêmica, mas também para a sociedade como um todo se inteirar sobre o universo digital e tecnológico. Não perca!

 


sexta-feira, 23 de outubro de 2020 às 14:26

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Inteligência Aumentada vai além de IA e promove transformação nas empresas
terça-feira, 20 de outubro de 2020 às 16:19

Confira em quatro pontos como a aliar humanos e inteligência artificial pode evitar problemas e gerar soluções na Indústria

Desde o advento da inteligência artificial (IA), há um receio de que os robôs substituam os humanos e “roubem” seus empregos. O GPT-3, por exemplo, já escreveu um artigo, publicado pelo The Guardian, sobre esse tema. Porém, para Ganes Kesari — empresário, especialista em ciência de dados, autor e palestrante do TEDx — a combinação de forças entre os dois é a solução capaz de gerar ROI (Return Over Investiment, ou retorno sobre investimento) para as empresas. “Você precisa de humanos para tornar suas soluções de IA mais eficazes, aceitáveis ??e humanas para seus usuários”, afirmou o colaborador da Forbes no artigo “Go Beyond Artificial Intelligence: Why Your Business Needs Augmented Intelligence”.

Kesari reconhece que IA supera os humanos em algumas tarefas, como por exemplo reconhecimento de voz e imagem, jogos e transcrição de áudio. Mas aponta quatro motivos para transformar uma empresa aplicando a Inteligência Aumentada: o desempenho, a resiliência, responsabilidade e justiça. 

  • Desempenho:

Usando como exemplo um caso que aconteceu em sua própria empresa, Gramener, o autor conta que usou modelos de linguagem IA para, através de comentários dos clientes, descobrir o que os deixava felizes. Porém, em algumas categorias o algoritmo só conseguiu 60% de precisão, o que levou a tomadas de decisão erradas. A equipe então resolveu colocar humanos para lidar com essas categorias e a precisão geral da solução disparou.

  • Resiliência:

Os algoritmos não funcionam bem fora dos cenários em que foram treinados.  A pandemia trouxe muitas mudanças de comportamento, como por exemplo o aumento de consumo no e-commerce. O que foi um problema para os algoritmos usados para detectar fraudes online que usam o comportamento e histórico de compra do consumidor. Em situações atípicas como essa, os humanos precisam intervir e as empresas devem transferir o controle para eles. “Os seres humanos podem manter os sistemas funcionando sem problemas, garantindo que eles sejam resilientes diante das mudanças”, ressaltou Kesari.

  • Responsabilidade:

Relembrando o trágico incidente que culminou na primeira morte de pedestre causada por um carro que dirigia sozinho, em março de 2018, o Kesari questiona de quem é a responsabilidade quando a IA comete um erro. Ele afirma que deve-se redobrar os esforços para melhorar a responsabilidade, em vez de reverter os avanços feitos na automação quando algoritmos de alta precisão cometem falhas como essa. É recomendada uma melhoria nas interações homem-máquina para que a IA e os motoristas se comuniquem melhor e entendam suas limitações.

 

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  • Justiça:

Pesquisadores da Universidade Stanford descobriram que assistentes como Siri, Alexa ou Google Assistant entendem erroneamente 35% das palavras faladas por usuários negros, mas apenas 19% para usuários brancos. Assim como já foi dito pelo professor Thibaut Vidal, pesquisador de IA e machine learning (aprendizado de máquina), Kesari lembra que os algoritmos aprendem com nossos dados, e imitam as imperfeições de quem os alimenta. Ele diz que a luta contra o preconceito que acontece no mundo real deve se refletir em soluções de IA. “Projetar intervenção humana para verificar e abordar cenários potenciais de discriminação. Use o julgamento humano para combater o preconceito aprendido de uma máquina”, aconselhou.

As empresas muitas vezes colocam a IA contra os humanos, o que as leva a um desempenho abaixo do ideal, soluções frágeis, aplicativos não confiáveis ??e decisões injustas. Já a inteligência aumentada combina a velocidade e lógica das máquinas com o bom senso, inteligência emocional e empatia dos humanos. Mas alcançar a inteligência aumentada demanda planejamento e continuidade. É necessário projetar o fluxo de trabalho e decidir quais áreas são melhor desempenhadas por algoritmos e quais cabem melhor aos humanos.


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Endler mostra como Internet das Coisas pode ajudar no combate à Covid-19
segunda-feira, 19 de outubro de 2020 às 13:15

Em live, Diretor do DI apresentou kit de sensores e mobile hub para monitoramento de pacientes 

A Internet das Coisas tem múltiplas aplicações e uma delas pode ser a serviço da saúde. Pesquisador de IoMT (Internet of Mobile Things) Markus Endler, diretor do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, mostrou na live do DI, na sexta-feira (16), projetos de software e hardware que podem ajudar no combate à Covid-19 monitorando os sinais vitais dos pacientes. “Cada vez mais temos dispositivos wearable (usáveis) muito bons, muito precisos, onde se pode medir, por exemplo, a insulina, o pulso, o oxímetro… o que é muito importante na pandemia”, disse. 

No seminário “Middleware para Internet das Coisas com Mobilidade”, transmitido pelo YouTube e pelo Facebook, Endler detalhou o que é IoT e suas aplicações. Apresentou exemplos de sistemas de IoT em larga escala e abordou a questão da mobilidade. O professor também descreveu em linhas gerais o ContextNet, o middleware desenvolvido integralmente no LAC (Laboratory of Advanced Colaboration) da PUC-Rio há oito anos. “Ele é escalável, tem um protocolo de comunicação confiável e leve, permite estar conectado com até 1000 IoT simultaneamente, e está disponível para uso em pesquisa ou de ensino também”, disse o professor, sobre as vantagens do ContextNet.

Dentre as suas áreas de aplicação, cidades inteligentes, IoT na indústria, healthcare (saúde) e monitoramento ambiental, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta de combate ao novo coronavírus, se usada para monitorar os pacientes. Endler mostrou como funciona um componente de software para um sistema de monitoramento de pacientes com sintomas leves da Covid-19, desenvolvido no semestre passado. “Observamos que os profissionais da saúde, com tantos pacientes, têm dificuldade de perceber rapidamente a piora do estado de saúde de um paciente. E em algumas doenças infecciosas, como na Covid-19, essa piora pode ser muito rápida. Então a ideia é ter o hardware como um wearable, — que você coloca ou no dedo ou na orelha — e coleta a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio e a temperatura. Em seguida, envia isso para o sistema de monitoramento e de alarme que vai então mandar os alarmes para os enfermeiros e médicos”, explicou o professor.  

 

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Jogo criado por alunos do DI e do DAD brilham na cena internacional de games

 

Endler apresentou a interface mobile do sistema, que mostra inclusive um gráfico com a evolução dos sintomas ao longo do tempo. “Ainda não está implantado, mas a parte de software está praticamente toda pronta”, afirmou. Além do  , também é necessário um kit de sensores. “É ergonômico, leve, pequeno. E o envio de dados é ajustável. Tem a vantagem da economia da bateria. E esse kit seria de baixo custo, entre R$ 100 e R$ 400, muito abaixo do valor dos equipamentos que se usa em uma UTI”, apontou. 

A live com o professor Endler está disponível no nosso canal do YouTube. Se inscreva e não perca os próximos seminários.


segunda-feira, 19 de outubro de 2020 às 13:15

Em live, Diretor do DI apresentou kit de sensores e mobile hub para monitoramento de pacientes  A Internet das Coisas […]

Jogo criado por alunos do DI e do DAD brilham na cena internacional de games
sexta-feira, 16 de outubro de 2020 às 15:31

Shape Arena já tem mais de 1700 ativações, vai concorrer no SBGames e foi convidado para o ‘Game Development World Championship 2020’

“A simplicidade é o último grau de sofisticação.” A máxima de Leonardo Da Vinci pode ser um trunfo do Shape Arena, jogo criado por alunos do ICAD/VIsionlab (Visualização, TV/Cinema Digital e Jogos) do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio e que está chamando atenção no mundo dos games desde o lançamento, em agosto. Já foi pré-selecionado para o Festival de Jogos no SBGames 2020 (Brazilian Symposium of Computer Games and Digital Entertainment), da SBC (Sociedade Brasileira de Computação), de 7 a 10 de novembro, e recebeu  convite para o Game Development World Championship 2020

Desenvolvido em colaboração com o DAD (Departamento de Artes & Design) da PUC-Rio,o Shape Arena conta com uma equipe de 15 estudantes, sob a supervisão dos professores Bruno Feijó, Augusto Baffa (do DI) e João Bonelli (do DAD). “Ele tem a mágica da simplicidade e o humor dos personagens: um quadrado zangado, um triângulo que gosta de se exibir, uma estrela esperta e um círculo brincalhão. O ambiente é um quadro escolar com um giz muito ativo que fica criando surpresas e obstáculos o tempo todo. O objetivo é pegar o máximo de doces”, explicou Feijó. Dois meses depois do lançamento, o jogo já tem mais de 1700 ativações na Steam, a maior loja virtual de jogos, a maioria na China, seguida de Estados Unidos e Rússia.

Luís Fernando Teixeira Bicalho, mestrando do DI que ajuda na mentoria e organização do ICAD/Vision Lab, acompanhou a equipe no desenvolvimento e do Shape Arena. “O lançamento exigiu dos membros estudar e pesquisar a melhor forma de lançar um jogo essencialmente multiplayer local em um ambiente 100% online, por conta da pandemia. Com a Steam lançando o Remote Play Together, que permite que jogos exclusivamente locais possam ser jogados online, foi preciso fazer algumas mudanças no código e ajustes na jogabilidade. Por fim, mesmo com estes desafios, o jogo foi lançado e está fazendo sucesso no mundo todo!”

Tela mostra jogador pegando um doce no Shape Arena

É importante formar pessoas com capacidade de decisão’, diz Feijó

O Professor Bruno Feijó celebra a repercussão positiva do Shape Arena e afirma que deu liberdade total para a equipe criar. “É importante que eles mesmos façam suas descobertas. É muito fácil dar uma ordem, mas isso mata a criatividade dos alunos, eles é que têm de descobrir as respostas. Só interfiro diretamente quando começam a cometer erros perigosos. Do contrário, acompanho, faço de conta que nem estou olhando… E eles fazem coisas fantásticas. É importante formar pessoas com capacidade de decisão”, disse. 

Feijó lembra outras conquistas das equipes que ele chama de “as quatro gerações do iGames (Intelligent Games)”, a parte do ICAD/VisionLab que pesquisa jogos. Alguns dos melhores resultados alcançados foram: 

  • Em 2008, The Audio Flashlight, um jogo voltado para deficiente visuais, ganhou o prêmio de Best Paper IHC 2008. O principal autor, Luis Valente, se tornou um “Nokia Champion” por vários anos consecutivos.
  • Em 2010, o BombZ ficou por 1 semana no rank Top 100 da Apple Store (sendo Top 50 em Tokyo e Top 25 em Taiwan). A mistura de ação e puzzle conquistou o mundo asiático, e investidores levaram a equipe para fundar uma start-up (Mobjoy) que, em 2012, teve o seu jogo Road Warrior entre os 5 mais vendidos nos USA no Natal. “O gênio por detrás desta realização foi o Lucas Machado, que atualmente está na Wildlife Studios”, contou o professor.
  • O Spookyard foi o segundo melhor jogo da Feira de Jogos do SBGames 2017, em Curitiba.

“As duas últimas gerações só foram possíveis graças ao professor Augusto Baffa que lidera as pesquisas em games e inteligência artificial no ICAD/VisionLab desde 2012”, ressaltou Feijó. Agora, em 2020, o Shape Arena segue com a tradição de êxitos do laboratório. 

Repercussão surpreendente

Além do sucesso na Steam, da pré-seleção para o SBGames e do convite para a competição internacional, o Shape Arena também recebeu muitas reviews positivas e ganhou um vídeo espontâneo e divertido, feito pelo canal do youtube  chamado Blended Threats Gaming. A repercussão e o convite para o Game Development World Championship 2020 foram uma agradável surpresa para a equipe e os professores. “É mais uma ótima chance de dar visibilidade internacional para o jogo. Nada como essa oportunidade para puxarmos o holofote para um jogo multiplayer brasileiro e gratuito”, afirmou Luís Fernando. 

É a terceira dele na competição. “É sempre gratificante ver seu jogo ou artigo exposto. E ter contato com os mais diversos profissionais da área. Com o Shape Arena entre os jogos de estudantes selecionados, estou na torcida para ser escolhido finalista, o que seria uma conquista inédita para o laboratório”, disse o mestrando. 

O aluno João Escarlate, game designer e líder da equipe do Shape Arena, ficou surpreso com o convite para o GDWC2020. “Agora, queremos inscrever também nosso novo projeto, um ‘tamagochi’, jogo em que você cuida de um bichinho. Se tudo der certo, vamos inscrevê-lo até o fim do ano e veremos no que vai dar.” 

Ficha Técnica (Shape Arena Team):

Project Lead Game Designers: Pedro Gomes, João Escarlate

Programmers: Felipe Zarattini, Gabriel Vasconcellos, Maurício Lana, Nicholas Camargo, Pietro Pepe, Thomas Mergener Mendes 

Artists/Animators: Bianca Copello, Flávia Proença, Gabriella Lima, Mariana Souza 

Sound Designers: Felipe Holanda Bezerra, Luis Cláudio Martins, Otto Rodrigues

Supervisors: Bruno Feijó, Augusto Baffa, João Bonelli

 

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020 às 15:31

Shape Arena já tem mais de 1700 ativações, vai concorrer no SBGames e foi convidado para o ‘Game Development World […]

Endler: ‘No futuro, as coisas vão se interconectar automaticamente’
quinta-feira, 15 de outubro de 2020 às 10:58

Diretor do DI apresentará seminário online sobre a Internet das Coisas nesta sexta (16)

Já pensou na tranquilidade de ter uma janela que se fecha automaticamente quando começa a chover? E se todos os aparelhos da sua casa fossem interconectados e funcionassem sozinhos, a ponto de você não precisar interagir com cada um? Pois essa tecnologia tem tudo a ver com o seminário “Middleware para Internet das Coisas com Mobilidade”, do diretor do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, Markus Endler, nesta sexta-feira (16). “A internet das coisas (IoT) é a ideia de que, no futuro, as coisas vão se interconectar automaticamente, adaptando-se às necessidades do usuário sem que ele tenha que configurar nada”, adianta Endler.

Embora a área de aplicação de IoT (Internet of Things) que mais avançou em popularização e produtos seja a de smart home (casa inteligente), atualmente a internet das coisas está presente em muitas áreas, como na agricultura, nas cidades inteligentes e na indústria 4.0 — já é bastante eletrônica, mas que ainda não tem comunicação entre as máquinas. É justamente aí que entra a IoT. “Na minha pesquisa, em particular, me interesso pela internet das coisas móveis. Acredito que cada vez mais vamos carregar muitos aparelhos conosco. Podemos imaginar que no futuro teremos sensores em ônibus, por exemplo”, diz.

Endler destaca como exemplo uma rede de drones que se coordena no vôo para otimizar o percorrimento de uma área e coletar dados. “Ao voar juntos, já vão coletando dados através de sensores e repassando a informação de um para o outro, de tal maneira que rapidamente você tem acesso a esses dados pela internet”, explica. “A internet das coisas é a infraestrutura necessária para coletar dados que posteriormente serão analisados. Não se pode pensar em ciência de dados sem pensar na infraestrutura para coletá-los de forma confiável. Se não há garantia da confiabilidade e consistência dos dados, eles não valem de nada. E, para isso, um software de IoT é fundamental.”

Endler ressalta que apesar de muito se falar das aplicações, o foco da pesquisa é desenvolver uma camada de middleware mais genérica e independente. Assim, a depender de onde será usada, pode ser configurada com os serviços e módulos necessários para a aplicação em questão. “Podemos compor o software de acordo com a necessidade. Isso proporciona economia de energia, porque é um software mais enxuto, não é tão grande”, diz. Segundo o pesquisador, o middleware tem funções para descobertas de objetos móveis e para estabelecer conexão com eles, além de uma opção para difundir os dados que coleta de forma organizada.

Para saber mais detalhes, não perca o seminário na sexta-feira (16), às 15h. Se inscreva no canal do DI no Youtube e ative o lembrete. Assim você recebe um aviso antes do início da live e, além de assistir, poderá tirar suas dúvidas pelo chat ao vivo!

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020 às 10:58

Diretor do DI apresentará seminário online sobre a Internet das Coisas nesta sexta (16) Já pensou na tranquilidade de ter […]

‘Interpretabilidade dos algoritmos precisa melhorar’ diz Thibaut em live
terça-feira, 13 de outubro de 2020 às 15:27

Professor apresentou sua pesquisa na área de machine learning em seminário online transmitido no YouTube e no Facebook do DI

 

“Hoje o machine learning (aprendizado de máquina) está sendo cada vez mais aplicado em um contexto em que as decisões que são tomadas têm extrema importância”, afirmou o professor do DI da PUC-Rio Thibaut Vidal na abertura do seminário online “Interpretable Machine Learning: Born-Again Tree Ensembles”, na sexta-feira (9). O pesquisador exemplificou: “Se você trabalha na medicina, se enfrenta um processo penal, se precisa solicitar um crédito, e os algoritmos de machine learning são usados ??para emitir algumas decisões, então você ficará muito preocupado se ele não estiver funcionando conforme o esperado.” A relevância e aplicabilidade do machine learning foram abordados por Thibaut na live transmitida pelo YouTube e pelo Facebook do DI

A palestra foi dividida em duas partes, com respectivos intervalos para perguntas. Vidal apontou a grande questão que norteia sua pesquisa. “Acredito que hoje progredimos muito na precisão, obtendo algoritmos extremamente bons que são extremamente precisos, mas a interpretabilidade é a próxima etapa que precisa melhorar drasticamente”, afirmou. Ele ressaltou que em seu trabalho não foi construído um novo algoritmo de machine learning.

“O que propomos é pegar uma floresta aleatória de entrada e transformá-la em uma única árvore de decisão, que tem exatamente o mesmo comportamento de classificação. E queremos fazer essa transformação de uma forma que seja ótima no sentido de que a árvore de decisão que obtemos é a menor possível, que pode representar uma floresta aleatória”, explicou.

 

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O professor apresentou detalhadamente esse processo, e respondeu às perguntas enviadas pelo chat da transmissão. Uma delas foi sobre as aplicações comerciais mais imediatas de tal modelo de machine learning, e Thibaut contou que após a pesquisa ter sido publicada, recebeu alguns contatos diretos e está colaborando com empresas ferroviárias na Europa, que querem simplificar seus sistemas complexos de florestas aleatórias para um classificador baseado em regras muito simples como uma árvore de decisão. 

“Estamos trabalhando nisso, e caso você tenha novas aplicações em mente, algum contato ou pessoas interessadas em tentar aplicar este conceito, estamos disponíveis. A pesquisa é open source (código aberto), com licença MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) qualquer um pode usar”, completou.

A série de lives da pós-graduação do DI segue na próxima sexta-feira, às 15h, com o seminário “Middleware para Internet das Coisas com Mobilidade”, que será ministrado pelo professor Markus Endler, diretor do DI. Inscreva-se no nosso canal do YouTube e ative o lembrete para não ficar de fora!

 


terça-feira, 13 de outubro de 2020 às 15:27

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Capes apoia projeto de professor do DI sobre combate à Covid-19
sexta-feira, 9 de outubro de 2020 às 16:30

Imagem gerada a partir de simulação

Pesquisa de Alberto Raposo pretende alcançar diagnóstico mais preciso com uso de inteligência artificial e imagens 3D

Desde que surgiu, a pandemia do novo coronavírus provocou muitos questionamentos sobre como a Covid-19 atua no organismo e suas possíveis sequelas. Para buscar um diagnóstico mais preciso e ágil do comprometimento pulmonar causado pela doença, o professor do DI Alberto Raposo, gerente de projetos do Instituto Tecgraf de Desenvolvimento de Software Técnico-Científico da PUC-Rio, está desenvolvendo um projeto que alia inteligência artificial e imagens 3D. O trabalho foi selecionado para receber apoio do Programa de Combate a Epidemias da Coordenação de desenvolvimento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

“Estávamos trabalhando com segmentação de imagens 3D de exames e, com esse edital, vimos uma oportunidade de usar o que já estávamos aplicando em outras áreas da medicina, para o acompanhamento da evolução e regressão da COVID-19, usando a inteligência artificial para obter características importantes para o diagnóstico”, contou o pesquisador sobre o projeto, que está na fase inicial.

Além de melhorar o diagnóstico, uma vez que com as imagens em 3D é possível ver melhor e com mais precisão que os exames de resultado em 2D, a ferramenta será integrada a uma plataforma de telemedicina, um banco de dados, para auxiliar médicos que são menos especializados em diagnósticos e tomadas de decisão. “Numa pandemia a demanda de atendimento é muito grande e nem todos os lugares têm um médico especialista em pulmão. Então, as imagens ajudam nesse sentido, e também nos possibilita atender, por exemplo, alguém na Amazônia, sem acesso a médicos. Seria possível mostrar o exame para um especialista, em um centro maior, como São Paulo”, afirmou Raposo. 

O professor prevê que outro benefício de disponibilizar as imagens na plataforma de telemedicina é evitar o deslocamento de pacientes de casos menos graves ou ainda recuperação após a alta. “Podemos evitar que a pessoa fique se deslocando, indo em vários hospitais”, disse Raposo. Ele destaca que a nova ferramenta pode ter aplicação mais ampla. “Estamos focando no pulmão, fizemos algo que se aplica à Covid-19, mas a aplicação é geral no que se refere ao acometimento pulmonar. Então, sempre vai ter demanda de pacientes com pneumonia e os mesmos problemas pulmonares causados pelo novo coronavírus, independentemente da pandemia”, finalizou. 

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020 às 16:30

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Thibaut: ‘Devemos treinar algoritmos para evitar erros humanos do passado’
quinta-feira, 8 de outubro de 2020 às 12:32

Professor fala sobre representação e análise em machine learning nesta sexta (9), em seminário no canal do DI no Youtube

Na quinta rodada da série de lives do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, o professor Thibaut Vidal vai apresentar, em inglês, o seminário “Interpretable Machine Learning Born-Again Tree Ensembles”. Nesta sexta-feira (9), às 15h, palestra será transmitida ao vivo pelo canal do DI no Youtube, com transmissão simultânea na página do Facebook. A pesquisa de Vidal se debruça sobre um dos maiores desafios do machine learning (aprendizado de máquina) e inteligência artificial na atualidade: a interpretabilidade e explicabilidade dos algoritmos. Confira abaixo um bate-papo com o professor sobre o assunto.

O que podemos esperar do seminário que será apresentado nesta sexta?

O seminário é sobre como simplificar a representação e análise de algoritmos de classificação. Muitos algoritmos usados para tarefas de classificação são representados como florestas aleatórias, ou seja, um conjunto de árvores de decisão, em que cada nó da árvore corresponde a uma avaliação (por exemplo “idade <= 26”) e cada um dos ramos corresponde a um resultado possível para esta avaliação. Ao coletar os resultados de todas as árvores de decisão, pode-se tomar decisões. O problema é que essa forma “coletiva” de produzir resultados em algoritmos torna muito mais difícil realizar análises e responder a perguntas simples como “por que meu resultado de classificação foi assim?” ou “o que devo alterar em meu perfil para obter uma ‘resposta mais favorável’?”. Nosso método permite transformar uma floresta aleatória em uma única árvore de decisão equivalente, desta forma é muito mais fácil rastrear as comparações que foram feitas (não é mais o resultado de uma escolha coletiva) e explicar como o algoritmo se comporta.

Qual é a importância do estudo Born-Again Tree Ensembles para a comunidade e quais as possíveis áreas de aplicação?

Esta questão está fortemente relacionada com a anterior. Eu diria que a interpretabilidade e a explicabilidade são um dos maiores desafios em machine learning (aprendizado de máquina) e artificial intelligence (inteligência artificial) atualmente. Como os algoritmos modernos são eficientes em algumas tarefas — como reconhecimento de imagem, classificação, direção autônoma —, mas os algoritmos aplicados são muito complexos e difíceis de analisar, torna-se cada vez mais necessário desenvolver ferramentas adequadas na área para analisar as causas que levaram a possíveis erros, preconceitos, etc.

Esse assunto se relaciona com o polêmico debate recente sobre o algoritmo do Twitter ser “racista”? Se sim, como?

Sim e não. A primeira coisa é que o algoritmo do Twitter não é necessariamente baseado em florestas aleatórias, que é o método específico que fomos capazes de simplificar e explicar. No entanto, o problema que o Twitter enfrentou é que houve um tratamento injusto de diferentes indivíduos, em um sentido amplo, e a validação feita internamente pela empresa não conseguiu detectar esse viés racial. Isso definitivamente reforça a necessidade de técnicas de validação e análise adequadas, bem como algoritmos de machine learning (aprendizado de máquina) interpretáveis/ explicáveis.

Para que áreas da computação o seminário é mais voltado? 

Eu acredito que qualquer pessoa na ciência da computação precisa estar ciente dos desafios atuais encontrados ao projetar algoritmos justos e interpretáveis, porque esses algoritmos estão tomando a cada dia um lugar maior na sociedade, e os desafios atuais são consideráveis. Como sociedade, não fomos capazes de corrigir as disparidades e desigualdades raciais. Os algoritmos que criamos são frequentemente treinados em dados históricos e, portanto, refletem as escolhas feitas até hoje. É um desafio considerável evitar cometer novamente os mesmos erros do passado ao treinar algoritmos para tomar decisões em vez de humanos.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020 às 12:32

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