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‘Computação tem muita opção e mercado’, diz Seibel em live
sexta-feira, 27 de agosto de 2021 às 15:16

Professor do DI destacou que é possível aliar pesquisas acadêmicas com trajetória profissional 

Foto: Reprodução

Do banco universitário às grandes empresas, não faltam opções para o profissional da computação. Esse foi o recado que o professor do Departamento de Informática (DI) Luiz Fernando Bessa Seibel deixou durante a live do DI desta quinta-feira (26). Na sessão, Seibel conversou com a coordenadora da graduação, a professora Noemi Rodriguez, sobre ensino, carreira e as possibilidades no campo da tecnologia.

Seibel, que tem uma experiência extensa tanto na academia quanto no mercado de trabalho, deu um valioso conselho aos estudantes durante o bate-papo: estudar, estagiar e continuar estudando mesmo após ter um posto no mercado de trabalho.

“Hoje em dia não dá para parar de estudar, ainda mais em uma área como a nossa, em que a tecnologia muda o tempo todo. Então, ficarmos parados, ficaremos totalmente desatualizados”, afirmou Seibel, que aconselhou ainda aos alunos fazerem algum tipo de intercâmbio acadêmico, como os que a PUC-Rio oferece em convênio com universidades fora do Brasil.

Ainda na sua formação em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Seibel resolveu seguir um rumo diferente. “Já na Elétrica eu me interessei por sistemas. A informática sempre fez sentido pra mim. Isso me levou a querer estudar um pouco mais. À época, a PUC tinha um curso de extensão noturno em análise de sistemas e então fui aprendendo a linguagem Fortran. Foi bem pesado”, contou.

Durante seus estudos na universidade, não faltaram opções de trabalho para Seibel. Após ser aprovado em um concurso de estágio para a Comissão Nacional de Energia Nuclear, o professor deu seu primeiro passo profissional na área da informática. Então, optou por direcionar sua formação para a área de sistemas, passando por um estágio no Rio Datacentro (RDC) e depois no próprio Departamento de Estatística.

O contato com profissionais proporcionado pela universidade encaminhou o professor para o mercado. Já com mestrado e trabalhando na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Seibel foi convidado a lecionar na PUC e depois a fazer parte da empresa Computadores e Sistemas Brasileiros (Cobra), um dos maiores marcos da computação nacional. Lá, junto a uma equipe da PUC, Seibel ajudou no desenvolvimento de um software totalmente nacional, usando o sistema operacional UNIX e a linguagem de programação C.

Foi no doutorado no DI, convidado pelo também professor Sérgio Lifschitz, que o professor mais uma vez ampliou seu campo de atuação, aliando a computação à bioinformática. “Minha mãe é farmacêutica, e sempre discutíamos assuntos relacionados à imunologia, saúde. Nosso grupo no DI desenvolveu uma série de sistemas, todos em parceria com a Fiocruz. Eles ensinavam biologia pra gente”.

Dentre todas as atividades profissionais proporcionadas ao professor por conta da informática, Seibel destacou que lecionar é seu maior interesse e, por isso, incentiva seus alunos a investirem nas suas formações. “Minha experiência no mercado mostra alguns caminhos. Minhas recomendações são sempre estudar, estagiar e continuar estudando. A computação tem muita opção e muito mercado. A pessoa deve fazer aquilo que realmente gosta”, aconselhou.

Você pode conferir outras lives da graduação no nosso canal do YouTube (youtube.com/dipucrio)


sexta-feira, 27 de agosto de 2021 às 15:16

Professor do DI destacou que é possível aliar pesquisas acadêmicas com trajetória profissional  Do banco universitário às grandes empresas, não […]

Inscrições para o vestibular da PUC-Rio estão abertas até 19 de setembro
quinta-feira, 26 de agosto de 2021 às 16:15

Vagas no DI são para cursos de Engenharia da Computação e Ciência da Computação 

Foto: Divulgação

Chegou a hora para quem quer fazer parte da graduação do Departamento de Informática (DI). Já estão abertas as inscrições para o vestibular 2022 da PUC-Rio. O DI oferece aos vestibulandos duas opções de graduação: Ciência da Computação e Engenharia da Computação.

Por conta da pandemia da Covid-19, as provas desta edição serão realizadas on-line. A avaliação será fiscalizada remotamente e requer que o candidato use um desktop ou um notebook.

E há também outras portas de entrada para a PUC-Rio. Os aspirantes a calouro podem aproveitar os resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) entre os anos de 2017 e 2021. Os exames internacionais Abitur, Bac (Baccalauréat Général) e IB (International Baccalaureate Diploma Programme) também são aceitos.

A graduação em Ciência da Computação é voltada para a formação de profissionais em Tecnologia da Informação e Comunicação. O curso tem currículo flexível, e o aluno pode se especializar nos mais diferentes assuntos da informática, como computação móvel, Web, sistemas de apoio à decisão, entre outros. Já o curso de Engenharia da Computação prepara profissionais para o desenvolvimento de tecnologias de ponta através do estudo de soluções que integrem software e hardware.

Bolsas de ingresso na graduação são disponibilizadas pela PUC-Rio através de três alternativas: pela classificação no vestibular, pela média no ENEM ou através do Prouni. Quando já estiverem cursando a universidade, os alunos podem ainda receber bolsas de reconhecimento de mérito equivalentes a 50% da mensalidade.

Em termos de desenvolvimento científico, o DI conta com Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para financiamento de novos talentos entre estudantes de graduação, através de sua participação em projetos de pesquisa. Além disso, o DI tem 14 laboratórios que abrangem os mais diferentes campos da informática. Neles, os alunos podem interagir com professores e estudantes de pós-graduações, ou ainda acompanhar seminários e aprofundar seus estudos científicos.

A disputa pelas graduações do DI é acirrada. O vestibulando de Engenharia da Computação concorre a uma vaga no Ciclo Básico do Centro Técnico Científico (CTC) junto com as demais Engenharias, além dos cursos de Física, Matemática e Química. A opção pela Computação deve ser feita a partir do terceiro semestre. São 190 vagas pelo Vestibular interno da PUC e 65 pelo ENEM. Já os futuros alunos de Ciência da Computação concorrem a 27 vagas no Vestibular e 10 no ENEM.

A qualidade dos cursos em Ciências da Computação e Engenharia da Computação se reflete em suas avaliações no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). As graduações receberam nota 4 e 5, respectivamente.

Para se preparar para as provas e revisar conteúdos, o site da PUC-Rio disponibiliza um repositório de exames anteriores, assim como os critérios de correção das avaliações.

Inscreva-se e venha fazer parte do DI!


quinta-feira, 26 de agosto de 2021 às 16:15

Vagas no DI são para cursos de Engenharia da Computação e Ciência da Computação  Chegou a hora para quem quer […]

Ataque de ransomware à varejista aquece debate sobre cibersegurança
quinta-feira, 26 de agosto de 2021 às 13:03

Grandes empresas têm sofrido com roubo de dados e paralisação de sistemas

Foto: Unsplash

Na última semana passada, a gigante do varejo brasileiro Renner sofreu um dos maiores ataques de ransomware já vistos no país. A ação conduzida por criminosos derrubou todo o sistema de e-commerce da loja por três dias, além de causar sérias implicações comerciais para a empresa.

O ataque trouxe à tona para o público em geral como os ransomwares têm se tornado um grande risco para os desavisados em cibersegurança. Esse tipo de malware visa roubar os dados de vítimas e cobrar um resgate para reaver suas informações.

O principal método de atuação do ataque envolve criptografar dados no próprio sistema infectado e cobrar uma quantia monetária pelo envio da chave criptográfica e programa de decriptação. Mas existem formas de ransomware que ainda mais elaboradas. Alguns grupos de criminosos são capazes de copiar dados de um sistema para outro e, depois, destruir as informações no computador de origem.

A pessoa atacada se torna alvo de ameaças, e, para evitar que seus dados pessoais venham a público, é pressionada a efetuar um pagamento via criptomoedas, que não podem ser rastreadas como simples transações bancárias.

O caso da Renner não foi o primeiro episódio de ataques em grande escala em território brasileiro. Em maio deste ano, a também brasileira JBS foi obrigada a pagar US$ 11 milhões para recuperar o acesso aos sistemas da multinacional de alimentos.

O professor do DI Anderson Oliveira destaca que empresas costumam ser as vítimas mais visadas pelos criminosos. “Várias publicações especializadas apontam que a disseminação de ransomware tende a aumentar, e o foco será o ambiente corporativo. Cada caso é único e requer uma investigação particular para determinarm onde ocorreu a falha no sistema de segurança. Não podemos generalizar, mas, de fato, as empresas devem elevar o nível de segurança e rever a política de segurança que não está sendo eficaz”, alertou.

De acordo com Anderson, algumas precauções simples podem ser tomadas para se proteger de um possível ataque. “Para minimizar os riscos, uma primeira medida de segurança é baixar aplicativos apenas de locais confiáveis, além de manter os sistemas sempre atualizados com as correções de segurança mais recentes. A orientação básica é sempre desconfiar de facilidades, como, por exemplo, versões gratuitas de aplicativos que requerem pagamento, ou executar aplicativos disseminados através de anexos de e-mail”, aconselhou.


quinta-feira, 26 de agosto de 2021 às 13:03

Grandes empresas têm sofrido com roubo de dados e paralisação de sistemas Na última semana passada, a gigante do varejo […]

Em live, Joaquim Jorge usa filmes para discutir interfaces de mídia
quarta-feira, 25 de agosto de 2021 às 14:42

Joaquim Jorge apresentou visões para os próximos passos da informática em interfaces de mídia

Professor João Jorge (esq.) e professor Marcos Kalinowski

Promessa para o futuro da informática, as interfaces de mídia representam mais uma fronteira com grande potencial para desenvolvimento. Na live da pós-graduação do DI realizada na terça-feira (24), o professor visitante honorário Joaquim Jorge, da Universidade de Lisboa, apresentou ideias e exemplos de quais podem ser os próximos passos no desenvolvimento de tecnologias de interação humano-computador.

A discussão, que marcou a volta das lives do DI, foi conduzida pelo coordenador da pós-graduação, Marcos Kalinowski, e transmitida ao vivo pelo canal do YouTube (youtube.com/dipucrio) e pelo Facebook.

Partindo de filmes como “Planeta Proibido” (1956), “2001: Uma Odisséia no Espaço” (1968) até “Homem de Ferro” (2008) e “Avatar (2009)”, o professor expôs como o cinema é capaz de fazer previsões, por vezes bem precisas, de tecnologias que ainda estão por vir.

“Filmes são formas de fazer cenários de uma maneira mais ou menos elaborada e de falar com a nossa imaginação e com a tecnologia”, disse Joaquim.

O professor também destacou a evolução das tecnologias de interface em um curto espaço de tempo, além da sua imensa popularização através do uso de smartphones. Em tempos de pandemia, o potencial de interfaces que possibilitem o turismo virtual, assim como as limitações impostas a displays de toque em locais públicos, foram alguns dos assuntos de destaque na live.

Buscando um olhar para o futuro, Joaquim afirmou que ainda existe muito espaço para o desenvolvimento de vocabulário de superfícies táteis, modelagem 3D e design colaborativo e tecnologias que garantam a imersão do usuário. “O futuro é mais do que displays. As telas do futuro têm muito mais do que superfícies. Elas têm mais a ver com a sensação de estar presente em ambientes externos. O cérebro pode ser a última fronteira das interfaces”, concluiu o professor.

A apresentação faz parte de uma série de seminários da pós-graduação do DI. Para não ficar de fora das lives, inscreva-se no nosso canal no YouTube (youtube.com/dipucrio) e curta nossa página no Facebook.


quarta-feira, 25 de agosto de 2021 às 14:42

Joaquim Jorge apresentou visões para os próximos passos da informática em interfaces de mídia Promessa para o futuro da informática, […]

Última dia para inscrições no Prêmio Luiz Fernando de Computação
segunda-feira, 23 de agosto de 2021 às 14:43

Competição busca contemplar professores e estudantes de Tecnologia da Informação e Comunicação

Foto: Divulgação

Terminam nesta segunda-feira (23) as inscrições para o Prêmio Luiz Fernando de Computação. O concurso reconhece projetos de inovação de professores e estudantes  da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) que tenham impacto social e promovam a melhoria da sociedade como um todo.

Os três primeiros colocados no prêmio receberão certificados chancelados pelo Comitê Especial do WebMedia. Devido à pandemia da Covid-19, as apresentações serão realizadas virtualmente. O melhor trabalho receberá um notebook no valor de até R$3.000,00.

A premiação é promovida pelo XXVII Simpósio Brasileiro de Sistemas Multimídia e Web (WebMedia) e existe desde 2016. Luiz Fernando Gomes Soares, um dos co-fundadores do WebMedia, foi professor do Departamento de Informática (DI) e se destacou em pesquisas na área de TIC. Além do impacto social promovido pelos estudos acadêmicos, Luiz Fernando foi o responsável pela criação do middleware de TV Ginga e sua linguagem NCL. Ele faleceu em 2015.

O Ginga é uma tecnologia que possibilita, além de outras funções, compras em tempo real através da televisão a partir do controle remoto. Essas inovações possibilitadas pelo trabalho de Luiz Fernando tiveram grandes impactos na indústria nacional e levaram o professor a ser considerado a maior autoridade em TV digital no país.

Os projetos serão avaliados pelos seus possíveis impactos sociais e viabilidade (levando em conta aspectos como potencial de uso, replicabilidade e possíveis parcerias).

Como participar?

O artigo escolhido deve estar em português, inglês ou espanhol e em PDF obedecendo os padrões da ACM do WebMedia. Trabalhos que concorreram em outros concursos e premiações também podem participar.

Todos os projetos precisam ser submetidos eletronicamente pelo sistema JEMS na categoria “Prêmio LF”

O artigo deve conter informações técnicas como arquitetura e funcionalidades, além das instituições envolvidas e currículos do professor e do estudante com links para o Lattes. A relevância, impacto social e executabilidade também devem estar contidas no texto, assim como os resultados já alcançados e esperados, o potencial futuro, recursos envolvidos e parceiros. Por último, o projeto precisa apresentar um cronograma para sua execução e continuidade. Também é desejável incluir uma análise de impacto pela métrica Social Return on Investment (SROL)

A competição recomenda os seguintes tópicos

  • TICs de apoio ao combate à pandemia da COVID-19
  • TICs de apoio às populações vulneráveis ou que vivem em regiões de difícil acesso (e.g, indígenas, ribeirinhos)
  • TICs de apoio à acessibilidade e assistência a indivíduos com limitações
  • TICs de apoio à saúde física e emocional
  • TICs de apoio à educação (básica, profissionalizante, superior e outros)
  • TICs de apoio à transparência pública e justiça
  • TICs de apoio à ONGs
  • TICs de apoio à atividade de cidadania (doações de alimentos, sangue, etc)
  • TICs de apoio à Agenda 2030 da ONU 

Além de outras categorias de TICs de impacto social. Clique aqui e inscreva-se!


segunda-feira, 23 de agosto de 2021 às 14:43

Competição busca contemplar professores e estudantes de Tecnologia da Informação e Comunicação Terminam nesta segunda-feira (23) as inscrições para o […]

Por Dentro do DI: TecMF estuda validação de sistemas
sexta-feira, 20 de agosto de 2021 às 12:07

Laboratório aposta em parcerias dentro e fora do Departamento para projetos científicos

 

Da aplicação de tecnologia formal para o desenvolvimento de softwares ao diálogo com professores de filosofia, passando por projetos industriais nas áreas de energia, óleo e gás. O perfil versátil faz parte do leque de atividades desenvolvidas pelo Laboratório de Métodos Formais (TecMF) do Departamento de Informática. Um dos 14 laboratórios do DI, o TecMF se dedica a pesquisar a aplicação da Teoria da Prova, Teoria das Categorias, Sistemas Lógicos, Prova Assistida de Teoremas em Ciência da Computação em geral, e, principalmente, validação de sistemas, modelos de computação e complexidade computacional.

Embora os campos de pesquisa sejam inovadores, o TecMF tem uma longa história. Fruto da remodelação de um antigo laboratório criado no início dos anos 1990, ele ganhou identidade própria ainda na virada do milênio, a partir de uma demanda acadêmica e unindo professores e estudantes da pós-graduação na criação de novos projetos científicos.

Das principais áreas do laboratório, a que mais se destaca no TecMF está relacionada aos estudos em desenvolvimento e aplicação de tecnologia formal. A formalização, nas palavras do coordenador do laboratório, o professor Edward Hermann, é um processo diligente. “É resolver problemas e desafios de forma que seja muito mais do que simplesmente solucioná-los. Não estamos interessados em só resolver, mas explicar por que e como o processo foi resolvido. É explicar, formalmente, e de maneira precisa”.

Para resolver esses quebra-cabeças, o TecMF conta com um apoio que pode ser um pouco inusitado para os não-familiarizados com o laboratório: o do Departamento de Filosofia. Em um campo onde as ciências exatas e as humanas se encontram, a colaboração se torna essencial.

Grupo do TecMF em encontro em centro de pesquisa da Uerj, em Ilha Grande

“Certos conceitos em computação têm paralelos muito grandes com ideias da filosofia analítica, da filosofia da linguagem e da filosofia da matemática. Usamos muitos conceitos traçados por filósofos como, por exemplo, o conceito de prova. O que você pode usar como prova? Isso é muito importante para comprovação de que uma prova está sendo bem aplicada. Precisamos dessas ideias da filosofia para não derrapar”, disse o professor.

Esse trabalho em comum não se limita às salas de aula. Aliando os estudos acadêmicos à prática, o laboratório conduz projetos industriais nas áreas de energia, óleo e gás, campos que tradicionalmente dependem de pesquisas científicas. Além desses, o TecMF já atuou em estudos relacionados à formalização de argumentação legal. Edward completa que, neste último, a cooperação foi decisiva. “Formalização é um processo empírico, mas é feito por seres humanos. Nós podemos ser auxiliados por robôs, mas é um processo humano. A interação indireta com a filosofia foi essencial para o projeto. Não teria ido para a frente sem esse aprendizado”, completou.

Além da parceria entre Departamentos, o TecMF também olha para dentro na hora de escolher quais os próximos passos a serem dados em suas pesquisas. Integrantes do laboratório vindos de outros países costumam trazer desafios ou questões abordadas no exterior com potencial para serem pesquisadas pelo TecMF. A partir dessas ideias, é iniciada a fase de pré-projeto, e os alunos podem escolher participar da pesquisa.

Grupo do TecMF apresenta trabalho em conferência em Lyon, na França

O laboratório mantém uma forte parceria com o Laboratório de Bioinformática e Banco de Dados (BioBD), coordenado pelo professor Sérgio Lifschitz. Juntos, os dois grupos mantêm trabalhos relacionados à modelagem. O TecMF também conta com uma parceria de longa data com o Telemídia, laboratório que trabalha com sistemas multimídia e hipermídia.

Hoje, participam do TecMF alunos em diferentes níveis de estudo da computação, desde a graduação até o pós-doutorado. Os estudantes de iniciação científica, que conduzem projetos próprios, são estimulados a participar dos seminários do laboratório, interagindo com aqueles que já têm uma carreira mais consolidada no mundo da informática.

Abraçando os mais diferentes projetos, fica evidente que a colaboração é a base dos trabalhos do TecMF. “Nós temos como princípio evitar de recusar desafios. Os desafios estão aí para a gente aprender com eles”, finalizou.


sexta-feira, 20 de agosto de 2021 às 12:07

Laboratório aposta em parcerias dentro e fora do Departamento para projetos científicos   Da aplicação de tecnologia formal para o […]

Canal do DI ganha novas apresentações e palestras no 2º semestre
terça-feira, 17 de agosto de 2021 às 17:33

Lives e apresentações acadêmicas com alunos e professores prometem divulgar ainda mais a produção científica do departamento

Com mais de 1.500 inscritos e 32 mil visualizações, o YouTube do Departamento de Informática (DI) coloca no ar esta semana novas apresentações de dois importantes trabalhos acadêmicos. O canal, que abriga parte da produção científica do departamento, oferece aos inscritos lives de pesquisadores do DI, apresentações de trabalhos acadêmicos e até tutoriais feitos por alunos.

No novo vídeo que já entrou no canal nesta terça-feira (17), o ex-aluno de mestrado do DI Raphael de Souza e Almeida apresenta sua pesquisa, um simulador em realidade virtual para auxiliar a Marinha do Brasil a analisar aspectos topotáticos de um terreno, que são as variáveis que as Forças Armadas consideram em uma região específica onde fará uma operação, como a vegetação e clima locais, relevo e até potenciais inimigos.

Intitulada “Topological and tactical study of terrains modeled into a synthetic training environment as a military educational resource”, a pesquisa sugere o uso da tecnologia sem que oficiais da Marinha tenham que estar fisicamente no local. O abstract do trabalho, assim como o Digital Object Identifier (DOI), se encontram na descrição.

Na quinta-feira (19), entrará ao ar vídeo com apresentação do artigo “Integrando tecnologias de Sistemas de Bancos de Dados e Processamento de Eventos Complexos”, redigido a partir do TCC do estudante do DI Lucas Chaves Duarte, sob orientação do professor Sérgio Lifschitz. O artigo discute a utilização de Processamento de Eventos Complexos (Complex Event Processing – CEP) em conjunto com sistemas de bancos de dados relacionais, para a coleta, processamento e análise de fluxos de dados em grandes volumes.

A partir da próxima terça-feira (24), com a volta às aulas, o canal passa a transmitir novamente as lives do Departamento de Informática. Também estão previstos novos envios com vídeos de trabalhos de autores como Mariana Salgueiro, ex-aluna de graduação, e de Alexandre Novello e Paulo Mendes, ex-alunos do mestrado.

A dissertação de Mariana, que também contou com a orientação do professor Sérgio Lifschitz, propõe um Sistema de Recuperação de Informação que funcione como um mecanismo de busca tradicional na Web, permitindo a identificação de projetos de pesquisa relacionados à área de meio ambiente natural realizados na PUC-Rio.

Se você ainda não é inscrito no canal, se inscreva aqui e ative as notificações para ficar sempre por dentro das novidades por lá!


terça-feira, 17 de agosto de 2021 às 17:33

Lives e apresentações acadêmicas com alunos e professores prometem divulgar ainda mais a produção científica do departamento Com mais de […]

A próxima geração: A importância dos jovens programadores no DI
segunda-feira, 16 de agosto de 2021 às 19:21

Imagem: Unsplash

Pesquisa aponta que grande parte dos programadores se iniciam na computação na faixa dos 16 anos

Para muitos estudantes de graduação, o interesse por códigos teve início ainda na adolescência. Seja por curiosidade, aspirações acadêmicas ou até mesmo por acidente, cada vez mais jovens são atraídos para o mundo da informática. É o que mostra uma pesquisa da plataforma de recrutamento de desenvolvedores HackerRank. Segundo o levantamento, a maioria dos programadores começou as atividades na faixa etária entre os 16 e 20 anos, na esteira da popularização de jogos virtuais.

Esse foi o caso da estudante de Ciência da Computação do DI Raquel Olhovetchi, para quem o interesse pelos códigos surgiu ainda na infância. “Desde pequena sempre quis fazer jogos, e percebi que o melhor jeito de ser independente seria dominando o maior número de etapas possível. Eu sempre gostei de desenhar e sabia alguma coisa de game design, então decidi que se eu soubesse programar eu já teria alguma base pra fazer jogos sozinha”, contou.

A última edição do Por Dentro do DI falava justamente da importância da computação no processo de desenvolvimento de jogos. Nela, o professor Roberto Ierusalimschy contou a história da linguagem de programação Lua, desenvolvida inteiramente no DI, e falou sobre a importância da Lua nos games.

O primeiro contato de Raquel com a informática da PUC-Rio foi ainda no ensino médio. A estudante participou do Programa de Integração Universidade, Escola e Sociedade (PIUES) da PUC-Rio, um programa de imersão da universidade que permite a estudantes ainda em idade escolar participarem de atividades acadêmicas por um semestre. A aluna optou por um curso de programação, o que abriu novas possibilidades para a escolha da sua graduação.

A estudante de graduação do DI Raquel Olhovetchi

“Foi ali que eu aprendi mais a fundo a programação. Atualmente eu faço estágio fazendo jogos e sinceramente não poderia pedir por outra carreira, é minha paixão de verdade”, contou Raquel, que destacou ainda como as aulas também estimulam soluções não óbvias para problemas técnicos.

“Eu gosto muito da parte criativa. Muita gente pode achar que é só escrever códigos e colocar números, mas na verdade cada código diz muito sobre quem escreve ele, desde a etapa de formulação até realmente a hora de codar. Existem mil jeitos de resolver o mesmo problema, e cada um programa como acha melhor, é uma variedade incrível de métodos e é muito divertido explorar os diferentes jeitos que a gente tem pra fazer as coisas”, disse.

O professor do Departamento e coordenador da pós-graduação, Marcos Kalinowski, destaca a importância dos jovens no campo da informática. “A área de TI é bem ampla, principalmente em atividades relacionadas com desenvolvimento de software. Hoje, soluções baseadas em software permeiam nossas vidas em todos os aspectos. O jovem que ingressa nessa área entra em um campo de possibilidades diversas. Com uma boa graduação e uma qualificação séria, não há possibilidade de ficar desempregado”, afirmou.

Marcos também reforça que nunca é tarde para se iniciar no campo da programação. O DI abraça aqueles que não tiveram contato com códigos, garantindo o aprendizado durante a graduação.

Raquel deixa um conselho aos interessados em se iniciar no campo da computação. “Não tenham medo de aprender sozinhos e praticar seu código. 90% da programação é tentativa e erro. Pode ser muito frustrante ficar preso numa mesma etapa, e você pode se sentir o pior programador do mundo, mas quando você consegue resolver o problema pode ter certeza que você vai se sentir a pessoa mais esperta da vida”, ensinou.


segunda-feira, 16 de agosto de 2021 às 19:21

Pesquisa aponta que grande parte dos programadores se iniciam na computação na faixa dos 16 anos Para muitos estudantes de […]

Agência da Força Aérea Americana renova apoio para pesquisa do DI
sexta-feira, 13 de agosto de 2021 às 12:58

Projeto liderado por Endler desenvolve algoritmos para controlar drones que coletam dados de sensores em áreas de difícil acesso 

A agência de fomento de pesquisa da Força Aérea Americana (Air Force Office for Scientific Research) acaba de renovar por mais um ano o financiamento para um projeto de pesquisa em Internet das Coisas Móveis desenvolvido no Laboratory for Advanced Collaboration (LAC), liderado pelo diretor do Departamento de Informática (DI), Markus Endler. Com o novo aporte, esse projeto de pesquisa receberá ao todo US$ 100 mil, algo em torno de R$ 525 mil.

O projeto visa criar algoritmos e protocolos de roteamento para controlar uma frota de drones (quad-cópteros de baixo custo) com a tarefa de coletar continuamente dados de sensores de uma rede sem fio implantada em uma região isolada ou de difícil acesso e sem infraestrutura de comunicação. Esses drones se comunicam mutuamente através de rádios para a troca de dados e a coordenação das rotas de voo, trabalhando de maneira coordenada e flexível para captar o máximo de dados e transportar para uma estação conectada à internet.

“Além do recurso financeiro, esse apoio abre portas para colaborações científicas. Estamos em contato com pesquisadores da Universidade da Flórida, que trabalham num projeto semelhante. O potencial dessa parceria é enorme”, conta Endler.

O projeto utiliza os resultados de uma tese de doutorado recente em que foi desenvolvido o protocolo DADCA. Esse protocolo realiza a movimentação coordenada de drones para otimizar a troca mútua de dados coletados por cada drone, de forma a aumentar o volume de informações transferidas para uma “estação base” conectada à Internet. O protocolo DADCA é dinâmico e adaptativo, e permite tanto a adição como a remoção de drones da frota a qualquer momento, sem necessidade de ajuste.

No primeiro ano do projeto foi desenvolvido, no escopo de um trabalho de mestrado, um protocolo para redes de sensores sem fio (RSSF) em solo com baixo consumo de energia. Esse protocolo se baseia na tecnologia sem fio Bluetooth Mesh e foi denominado Mobility Aware Mesh (MAM). Ele tem a funcionalidade de transmitir os dados (de sensores) coletados em solo para qualquer nó da RSSF que vier a ser visitado, por sobrevoo por um drone.

Simulação feita em um simulador GrADys

Os protocolos já foram implementados e demonstrados com sucesso em um ambiente simulado (veja o vídeo). Agora, o projeto parte para a etapa da implantação e testes do MAM e DADCA no “mundo real”, onde diversos fatores, como a altura de sobrevoo dos drones, o efeito de vento, garoa, obstáculos, etc. podem ter impacto na execução do monitoramento cooperativo Solo-Ar, e devem gerar certos erros de aproximação e comunicação que precisam ser considerados.

“Com essa renovação por mais um ano, poderemos ganhar mais experiência com a construção e utilização dos drones e da rede se sensores no mundo real, e esperamos realizar testes práticos de demonstração em campo, até meados do ano que vem”, revela.

A expectativa é que os resultados desta pesquisa sejam aplicados em vários campos, como segurança/vigilância, monitoramento ambiental, cidades inteligentes, agricultura de precisão e indústria 4.0. Apesar do financiamento ser da agência de fomento da Força Aérea Americana, o projeto não terá qualquer aplicação militar.

“Uma das possibilidades futuras é o monitoramento de encostas com risco de desabamento. Sensores no solo podem medir o grau de encharcamento do terreno, os drones captam essas informações e levam para a estação base. Com esses dados, é possível detectar se há risco de deslizamento”, explica Endler.

O projeto, chamado “GrADyS: Exploring movement awareness for efficient routing in Ground-and-Air Dynamic Sensor Networks”, é desenvolvido no LAC e conta com oito colaboradores, entre professores, pesquisadores pós-docs, e alunos de pós-graduação e graduação.

“Um fato interessante deste projeto é que ele tem um apelo científico e aplicado tão grande que está atraindo pesquisadores e colaboradores voluntários de diversas áreas e de outros institutos e universidades”, comemora Endler.

 

Para saber mais visite o site do projeto: http://www.lac.inf.puc-rio.br/index.php/gradys/


sexta-feira, 13 de agosto de 2021 às 12:58

Projeto liderado por Endler desenvolve algoritmos para controlar drones que coletam dados de sensores em áreas de difícil acesso  A […]

Professores do DI discutem criação de backdoor nos sistemas da Apple
quinta-feira, 12 de agosto de 2021 às 18:00

Decisão polêmica da gigante em tecnologia busca investigar armazenamento de pornografia infantil em IPhones

Foto: Unsplash

A Apple decidiu romper sua política de anos de proteção de dados criptografados para introduzir uma nova tecnologia: uma varredura automatizada das fotos de usuários para identificar conteúdo de pornografia infantil. O novo sistema, que a empresa norte-americana acaba de anunciar, gera uma série de questionamentos éticos sobre o futuro da vigilância virtual.

Ainda que a medida possa ser por uma boa causa, especialistas em computação e segurança digital discutem as implicações dessa nova tecnologia em uma escala maior. A varredura de conteúdo individual dos usuários poderia abrir precedentes preocupantes. Para a professora do Departamento de Informática (DI) Simone Barbosa, a questão não é simples. “Proteger crianças e grupos vulneráveis na Internet é um objetivo extremamente importante. Porém, os desafios são em como fazer isso sem abrir portas para potenciais abusos”, disse.

Barbosa detalha ainda como o cenário da segurança tem mudado. “Estamos sendo submetidos cada vez mais a mecanismos de vigilância. É necessário conter excessos e o governo tem um papel fundamental na criação de legislação que os coíba, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), por exemplo. No entanto, a tecnologia é criada num passo mais rápido do que a legislação, então é importante que os próprios criadores de software sejam levados a assumir uma posição responsável.”

Segundo o professor Anderson Oliveira, especialista em segurança, a medida infringe as normas da área. “Apesar de a intenção ser admirável, essa ação infringe a LGPD e dá margem para vários outros problemas jurídicos e de segurança da informação. Meu sentimento é que há problemas graves nessa ação da Apple em relação à LGPD”, declarou.

Professora Simone Barbosa

No Departamento de Informática, o grupo de Ética na Mediação Algorítmica de Processos Sociais, o EMAPS, liderado pela professora emérita Clarisse Sieckenius de Souza, investiga questões éticas e suas implicações na computação. Em março deste ano, o artigo “A Semiotics-based epistemic tool to reason about ethical issues in digital technology design and development”, redigido pela professora, pelo aluno de mestrado Gabriel Barbosa e pela pesquisadora do Departamento de Psicologia Carla Leitão, propôs uma ferramenta para auxiliar desenvolvedores no design responsável de seus sistemas.

 

Mais polêmicas

 

Mas a polêmica da Apple não para por aí. A decisão contraria anos de uma política rígida da Apple sobre compartilhamento de dados. Em 2015, a empresa se recusou a ajudar autoridades americanas a desbloquear um celular utilizado por um terrorista após um atentado. A justificativa foi a de que a criação de um backdoor poderia permitir às autoridades desbloquear todo e qualquer iPhone.

Aluno de mestrado Gabriel Barbosa

Em um momento em que a computação é parte já quase indissociável do nosso cotidiano, a criptografia surge como uma ferramenta essencial para garantir a privacidade de todas as mensagens trocadas diariamente entre múltiplas partes. Um precedente para observar o conteúdo de iPhones poderia abrir um novo capítulo para a normalização da vigilância, na opinião de Simone Barbosa.

“Para assegurar a privacidade das nossas comunicações e dados, a criptografia é essencial. Uma quebra de privacidade deve ter justificativa prévia ancorada em uma decisão judicial, e não ser indiscriminadamente implementada por um algoritmo em larga escala. A normalização desse tipo de solução é mais um passo para uma sociedade sob vigilância constante”, disse Simone.

O sistema é relativamente simples. A ferramenta faz uma análise das fotos enviadas para o iCloud, o sistema de nuvem da marca, e compara com uma biblioteca mantida pelo Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), mas uma das polêmicas consiste em que o NCMEC é uma empresa privada.

Professor Anderson Oliveira

Além disso, a varredura feita pela Apple não deve ficar restrita apenas a esses uploads no iCloud. Um outro recurso irá verificar todas as mensagens do iMessage enviadas ou recebidas por crianças. Em caso de constatação de material sexualmente explícito, os pais serão notificados quando uma imagem for enviada ou recebida. “Para comparar imagens, um ser humano precisaria vê-las. Já um sistema computacional pode gerar uma representação numérica de cada imagem e comparar essas representações, sem que um ser humano tenha acesso direto à imagem original, nem possibilidade de reconstruí-la”, completou a professora.

A avaliação humana só deve acontecer em uma etapa muito posterior do processo de identificação. De acordo com a Apple, se o número de correspondências entre fotos arquivadas pelo usuário e fotos presentes na biblioteca do NCMEC acumularem uma determinada quantidade, o material é encaminhado à fabricante, que fará uma avaliação humana sobre o conteúdo.

Permitir acesso aos arquivos dos dispositivos de usuários apresenta riscos e pode abrir caminhos para quebras indevidas de privacidade. Embora esse sistema inicialmente deva ser implementado apenas nos Estados Unidos, questionamentos sobre sua adoção em outros países do mundo, além de outras possíveis aplicabilidades da ferramenta, trazem preocupações, ainda segundo Barbosa. “A própria definição do que são conteúdos inadequados também é uma questão a ser considerada. Quem poderá escolher o que é ou não é adequado? A própria Apple? Os governos locais atuam? Uma organização mundial? E se uma ferramenta dessas for usada para perseguir minorias em países onde isso acontece? Essas questões devem ser amplamente discutidas ao se propor ferramentas com esse nível de impacto social”, disse.

Anderson também acrescenta o potencial danoso da má utilização dessa tecnologia contra usuários. “Imagino o que vai acontecer se a conta de uma pessoa for hackeada e sua área de armazenamento na iCloud for inundada de imagens de pornografia infantil. Será que a vítima será indevidamente incriminada quando o sistema de monitoramento da Apple encontrar tais arquivos? Esse engano poderá causar danos irreparáveis à imagem da vítima”, questionou.


quinta-feira, 12 de agosto de 2021 às 18:00

Decisão polêmica da gigante em tecnologia busca investigar armazenamento de pornografia infantil em IPhones A Apple decidiu romper sua política […]

Roberto Ierusalimschy apresenta trabalho sobre Lua no SIGGRAPH 2021
quarta-feira, 11 de agosto de 2021 às 15:36

Evento discutiu desenvolvimento de software e a trajetória da linguagem Lua 

Professor Roberto Ierusalimschy. Foto: Arquivo Pessoal

Linguagens de programação são a base do mundo da informática. Isso é indiscutível. Mas a mistura da computação com outras áreas é um dos fatores que fazem da tecnologia um ramo que avança a partir da criatividade. Na última segunda-feira (9), o arquiteto-chefe da Lua, professor Roberto Ierusalimschy, participou do SIGGRAPH 2021, uma das maiores e mais importantes conferências em computação gráfica no mundo. O evento, que acontece há 48 anos, conta com palestras em assuntos que vão desde pesquisa e educação até artes e design. A conferência deste ano teve como tema a indústria e suas inovações.

Roberto, ao lado das pesquisadoras Caroline Menezes e Louise Hisayasu, fez parte do painel multidisciplinar “From Brazil: A Forest of Computer Graphics and Interactive Techniques”, sobre a história das ricas e diversas contribuições brasileiras para a cultura digital. Dentro desse painel, o pesquisador deu a palestra intitulada “The Lua Bar: Lua programming language”.

A discussão girou em torno do desenvolvimento de software. O professor do Departamento de Informática (DI) apresentou a trajetória da Lua, o processo da sua popularização, e como a linguagem seguiu o caminho para ser essencial em diversas empresas e projetos mundo afora. Um dos pontos centrais da apresentação foi o destaque da Lua como a única linguagem de uso difundido desenvolvida em um país em desenvolvimento.

SIGGRAPH 2021. Foto: Reprodução

“Compartilhar a trajetória da Lua é sempre interessante, porque muitos acadêmicos, mesmo da área, não têm noção da difusão da linguagem na indústria. Muitos sabem que é bastante usada, mas ficam surpresos ao ver vários usos que desconheciam”, disse Roberto.

O professor, que também é coordenador do LabLua, destacou no último Por Dentro do DI a importância da divulgação das ações do DI para os avanços dos projetos do laboratório. Dessa vez, não foi diferente. “Esses eventos são importantes para divulgar Lua e o Departamento.  Sempre reforça o papel do DI na criação de tecnologias relevantes. E não só do DI, mas da PUC-Rio e, em eventos internacionais como esse, é uma divulgação do país também.”, concluiu o professor.


quarta-feira, 11 de agosto de 2021 às 15:36

Evento discutiu desenvolvimento de software e a trajetória da linguagem Lua  Linguagens de programação são a base do mundo da […]

Cinco motivos para se interessar pela computação do DI
sexta-feira, 6 de agosto de 2021 às 17:53

Pesquisas desenvolvidas no Departamento de Informática trazem avanços em diversas áreas

 

Foto: Unsplash

Do banco da universidade até o mercado de trabalho, passando por aquela olhada rápida na timeline das redes sociais, a informática hoje é inseparável da vida cotidiana. Mas você sabia que a área acadêmica é responsável por sustentar grande parte das inovações que facilitam a nossa rotina? Hoje, trazemos cinco motivos para se interessar pela computação, e como o DI está na vanguarda desse campo.

 

  • A informática torna jogos virtuais possíveis.

World of Warcraft, Roblox, Angry Birds são alguns dos jogos mais populares dos últimos anos, e foi dentro do DI que saiu a linguagem de programação responsável por tornar esses games possíveis. O LabLua, um dos dez laboratórios do Departamento, é encarregado do estudo e manutenção da linguagem de script Lua. Rápida, eficiente e leve, Lua é fruto do trabalho de três pesquisadores do Tecgraf. No Por Dentro do DI dessa semana, o arquiteto-chefe da Lua, Roberto Ierusalimschy fala um pouco sobre a linguagem, a sua inusitada entrada no mundo dos jogos e o futuro de uma nova geração de programadores.

 

  • Está presente nos Jogos Olímpicos.

Foto: Pixabay

Mais de trinta e seis esportes têm sido transmitidos ao vivo, do outro lado do mundo, para as telas de milhões nesse último mês Olímpico. Mas além das avançadas tecnologias de transmissão, o uso de computer vision aliada a Inteligência Artificial tem sido crucial para garantir uma experiência ainda mais imersiva aos telespectadores.

Essas tecnologias são capazes de analisar a performance dos atletas do atletismo, decatlo e heptatlo, exibindo a suas velocidades máximas quase que instantaneamente. O professor do DI e Gerente de Projetos do Tecgraf, Alberto Raposo, comenta o papel do Departamento nesses estudos na matéria sobre as tecnologias na Olimpíada de Tóquio.

 

  • É importante para os avanços na medicina

O uso da computação no processo diagnóstico foi um dos grandes saltos da medicina na última década. Proporcionando leituras mais precisas, a informática tem ganhado espaço na área de pesquisa sobre o câncer. Novos estudos em bioinformática agora tornam possível a identificação e comparação entre genes. Sérgio Lifschitz comenta a relevância do laboratório BioBD nessa pesquisa, e da importância da colaboração com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

 

Foto: Pixabay

  • Ajuda no monitoramento das redes sociais

Com as fake news ganhando destaque nas discussões políticas, a computação se revela uma área importante para estudar um dos protagonistas na disseminação de informações falsas: os bots. Desde a coleta até o tratamento de dados numéricos das redes, a informática é capaz de mapear um cenário preciso sobre a atuação desses robôs. Pensando na relevância desse assunto, a produção científica do DI, em parceria com uma série de instituições, desenvolveu um artigo sobre o assunto, recentemente premiado no X Brazilian Workshop on Social Network Analysis and Mining (BRASNAM 2021).

 

  • É o futuro da experiência virtual

Machine learning, internet das coisas, inteligência artificial. Não há como fugir de um futuro cada vez mais automatizado Algoritmos focados em realizar tarefas e até mesmo mimetizar as sinapses humanas são algumas das áreas estudadas no DI.

As aplicações dessas tecnologias são extensas e rendem inúmeras possibilidades para o futuro da informática. O professor Jônatas Wehrmann discute inteligência artificial, codificação de textos e a versatilidade de um sistema aplicável aos mais diferentes idiomas nesta entrevista.

 

E tem muito mais inovação sendo desenvolvida nos laboratórios do DI. Em breve, traremos uma nova seleção com outras tecnologias e possibilidades dentro do Departamento. Fique ligado!


sexta-feira, 6 de agosto de 2021 às 17:53

Pesquisas desenvolvidas no Departamento de Informática trazem avanços em diversas áreas   Do banco da universidade até o mercado de […]