Laigner recebe prêmio de dissertação em Engenharia de Software

Trabalho realizado durante mestrado explorou nichos da engenharia de software

Os professores Leonardo Murta (UFF), Alessandro Garcia (PUC-Rio), o aluno Rodrigo Laigner e o coordenador da pós graduação Marcos Kalinowski (PUC-Rio)

Mais um reconhecimento para a qualidade das pesquisas do Departamento de Informática (DI)! Rodrigo Laigner, mestre pelo DI com orientação do coordenador da pós-graduação, Marcos Kalinowski, recebeu o prêmio de segunda melhor dissertação do país na área de engenharia de software. O trabalho se destacou por sua originalidade e robustez científica.

De acordo com Laigner, o assunto da pesquisa surgiu por acaso enquanto cursava uma disciplina lecionada pelo professor do DI Alessandro Garcia. Laigner optou por explorar um nicho ainda pouco desenvolvido em sua área.

“Propus um catálogo de más práticas no uso de uma técnica de engenharia de software que busca prover maior modularidade à aplicação. Em suma, o grau de modularidade de um software está intimamente ligado à capacidade de adaptá-lo a novas funcionalidades. A partir disso, o professor Kalinowski teve o mérito de enxergar no trabalho um aspecto de novidade, o que chamamos na academia de ‘novelty’. Isto é, nenhum ou poucos trabalhos realizados até então propuseram algo parecido”, contou.

O aluno também destacou que o trabalho do orientador foi essencial para garantir um olhar holístico e identificar as características diferenciais do projeto. “Ao longo da orientação, o catálogo foi sendo aprimorado de maneira incremental por meio do emprego de diferentes métodos para validar sua relevância prática, corretude e utilidade.”

Hoje doutorando na Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, Laigner acrescenta que os diferenciais do mestrado no Departamento garantiram os bons resultados encontrados. “A premiação recebida é a cereja do bolo e obviamente fico muito feliz com o reconhecimento. Minha opção pelo mestrado na PUC-Rio foi justamente buscar resultados de pesquisa relevantes e esse objetivo foi alcançado”, concluiu.

 

Cinco motivos para se interessar pela computação do DI

Pesquisas desenvolvidas no Departamento de Informática trazem avanços em diversas áreas

 

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Do banco da universidade até o mercado de trabalho, passando por aquela olhada rápida na timeline das redes sociais, a informática hoje é inseparável da vida cotidiana. Mas você sabia que a área acadêmica é responsável por sustentar grande parte das inovações que facilitam a nossa rotina? Hoje, trazemos cinco motivos para se interessar pela computação, e como o DI está na vanguarda desse campo.

 

  • A informática torna jogos virtuais possíveis.

World of Warcraft, Roblox, Angry Birds são alguns dos jogos mais populares dos últimos anos, e foi dentro do DI que saiu a linguagem de programação responsável por tornar esses games possíveis. O LabLua, um dos dez laboratórios do Departamento, é encarregado do estudo e manutenção da linguagem de script Lua. Rápida, eficiente e leve, Lua é fruto do trabalho de três pesquisadores do Tecgraf. No Por Dentro do DI dessa semana, o arquiteto-chefe da Lua, Roberto Ierusalimschy fala um pouco sobre a linguagem, a sua inusitada entrada no mundo dos jogos e o futuro de uma nova geração de programadores.

 

  • Está presente nos Jogos Olímpicos.

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Mais de trinta e seis esportes têm sido transmitidos ao vivo, do outro lado do mundo, para as telas de milhões nesse último mês Olímpico. Mas além das avançadas tecnologias de transmissão, o uso de computer vision aliada a Inteligência Artificial tem sido crucial para garantir uma experiência ainda mais imersiva aos telespectadores.

Essas tecnologias são capazes de analisar a performance dos atletas do atletismo, decatlo e heptatlo, exibindo a suas velocidades máximas quase que instantaneamente. O professor do DI e Gerente de Projetos do Tecgraf, Alberto Raposo, comenta o papel do Departamento nesses estudos na matéria sobre as tecnologias na Olimpíada de Tóquio.

 

  • É importante para os avanços na medicina

O uso da computação no processo diagnóstico foi um dos grandes saltos da medicina na última década. Proporcionando leituras mais precisas, a informática tem ganhado espaço na área de pesquisa sobre o câncer. Novos estudos em bioinformática agora tornam possível a identificação e comparação entre genes. Sérgio Lifschitz comenta a relevância do laboratório BioBD nessa pesquisa, e da importância da colaboração com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

 

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  • Ajuda no monitoramento das redes sociais

Com as fake news ganhando destaque nas discussões políticas, a computação se revela uma área importante para estudar um dos protagonistas na disseminação de informações falsas: os bots. Desde a coleta até o tratamento de dados numéricos das redes, a informática é capaz de mapear um cenário preciso sobre a atuação desses robôs. Pensando na relevância desse assunto, a produção científica do DI, em parceria com uma série de instituições, desenvolveu um artigo sobre o assunto, recentemente premiado no X Brazilian Workshop on Social Network Analysis and Mining (BRASNAM 2021).

 

  • É o futuro da experiência virtual

Machine learning, internet das coisas, inteligência artificial. Não há como fugir de um futuro cada vez mais automatizado Algoritmos focados em realizar tarefas e até mesmo mimetizar as sinapses humanas são algumas das áreas estudadas no DI.

As aplicações dessas tecnologias são extensas e rendem inúmeras possibilidades para o futuro da informática. O professor Jônatas Wehrmann discute inteligência artificial, codificação de textos e a versatilidade de um sistema aplicável aos mais diferentes idiomas nesta entrevista.

 

E tem muito mais inovação sendo desenvolvida nos laboratórios do DI. Em breve, traremos uma nova seleção com outras tecnologias e possibilidades dentro do Departamento. Fique ligado!