Endler mostra como Internet das Coisas pode ajudar no combate à Covid-19

Em live, Diretor do DI apresentou kit de sensores e mobile hub para monitoramento de pacientes 

A Internet das Coisas tem múltiplas aplicações e uma delas pode ser a serviço da saúde. Pesquisador de IoMT (Internet of Mobile Things) Markus Endler, diretor do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, mostrou na live do DI, na sexta-feira (16), projetos de software e hardware que podem ajudar no combate à Covid-19 monitorando os sinais vitais dos pacientes. “Cada vez mais temos dispositivos wearable (usáveis) muito bons, muito precisos, onde se pode medir, por exemplo, a insulina, o pulso, o oxímetro… o que é muito importante na pandemia”, disse. 

No seminário “Middleware para Internet das Coisas com Mobilidade”, transmitido pelo YouTube e pelo Facebook, Endler detalhou o que é IoT e suas aplicações. Apresentou exemplos de sistemas de IoT em larga escala e abordou a questão da mobilidade. O professor também descreveu em linhas gerais o ContextNet, o middleware desenvolvido integralmente no LAC (Laboratory of Advanced Colaboration) da PUC-Rio há oito anos. “Ele é escalável, tem um protocolo de comunicação confiável e leve, permite estar conectado com até 1000 IoT simultaneamente, e está disponível para uso em pesquisa ou de ensino também”, disse o professor, sobre as vantagens do ContextNet.

Dentre as suas áreas de aplicação, cidades inteligentes, IoT na indústria, healthcare (saúde) e monitoramento ambiental, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta de combate ao novo coronavírus, se usada para monitorar os pacientes. Endler mostrou como funciona um componente de software para um sistema de monitoramento de pacientes com sintomas leves da Covid-19, desenvolvido no semestre passado. “Observamos que os profissionais da saúde, com tantos pacientes, têm dificuldade de perceber rapidamente a piora do estado de saúde de um paciente. E em algumas doenças infecciosas, como na Covid-19, essa piora pode ser muito rápida. Então a ideia é ter o hardware como um wearable, — que você coloca ou no dedo ou na orelha — e coleta a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio e a temperatura. Em seguida, envia isso para o sistema de monitoramento e de alarme que vai então mandar os alarmes para os enfermeiros e médicos”, explicou o professor.  

 

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Endler apresentou a interface mobile do sistema, que mostra inclusive um gráfico com a evolução dos sintomas ao longo do tempo. “Ainda não está implantado, mas a parte de software está praticamente toda pronta”, afirmou. Além do  , também é necessário um kit de sensores. “É ergonômico, leve, pequeno. E o envio de dados é ajustável. Tem a vantagem da economia da bateria. E esse kit seria de baixo custo, entre R$ 100 e R$ 400, muito abaixo do valor dos equipamentos que se usa em uma UTI”, apontou. 

A live com o professor Endler está disponível no nosso canal do YouTube. Se inscreva e não perca os próximos seminários.

Endler: ‘No futuro, as coisas vão se interconectar automaticamente’

Diretor do DI apresentará seminário online sobre a Internet das Coisas nesta sexta (16)

Já pensou na tranquilidade de ter uma janela que se fecha automaticamente quando começa a chover? E se todos os aparelhos da sua casa fossem interconectados e funcionassem sozinhos, a ponto de você não precisar interagir com cada um? Pois essa tecnologia tem tudo a ver com o seminário “Middleware para Internet das Coisas com Mobilidade”, do diretor do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, Markus Endler, nesta sexta-feira (16). “A internet das coisas (IoT) é a ideia de que, no futuro, as coisas vão se interconectar automaticamente, adaptando-se às necessidades do usuário sem que ele tenha que configurar nada”, adianta Endler.

Embora a área de aplicação de IoT (Internet of Things) que mais avançou em popularização e produtos seja a de smart home (casa inteligente), atualmente a internet das coisas está presente em muitas áreas, como na agricultura, nas cidades inteligentes e na indústria 4.0 — já é bastante eletrônica, mas que ainda não tem comunicação entre as máquinas. É justamente aí que entra a IoT. “Na minha pesquisa, em particular, me interesso pela internet das coisas móveis. Acredito que cada vez mais vamos carregar muitos aparelhos conosco. Podemos imaginar que no futuro teremos sensores em ônibus, por exemplo”, diz.

Endler destaca como exemplo uma rede de drones que se coordena no vôo para otimizar o percorrimento de uma área e coletar dados. “Ao voar juntos, já vão coletando dados através de sensores e repassando a informação de um para o outro, de tal maneira que rapidamente você tem acesso a esses dados pela internet”, explica. “A internet das coisas é a infraestrutura necessária para coletar dados que posteriormente serão analisados. Não se pode pensar em ciência de dados sem pensar na infraestrutura para coletá-los de forma confiável. Se não há garantia da confiabilidade e consistência dos dados, eles não valem de nada. E, para isso, um software de IoT é fundamental.”

Endler ressalta que apesar de muito se falar das aplicações, o foco da pesquisa é desenvolver uma camada de middleware mais genérica e independente. Assim, a depender de onde será usada, pode ser configurada com os serviços e módulos necessários para a aplicação em questão. “Podemos compor o software de acordo com a necessidade. Isso proporciona economia de energia, porque é um software mais enxuto, não é tão grande”, diz. Segundo o pesquisador, o middleware tem funções para descobertas de objetos móveis e para estabelecer conexão com eles, além de uma opção para difundir os dados que coleta de forma organizada.

Para saber mais detalhes, não perca o seminário na sexta-feira (16), às 15h. Se inscreva no canal do DI no Youtube e ative o lembrete. Assim você recebe um aviso antes do início da live e, além de assistir, poderá tirar suas dúvidas pelo chat ao vivo!

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‘Web-of-Data é uma outra web por trás da web’, afirma Casanova, em live

Em seminário online, professor fez um convite para a disciplina sobre Integração de Dados que vai ministrar no DI da PUC-Rio

“No início, isso tudo aqui era mato”. Essa frase recorrentemente é usada nas redes socias para falar sobre o início da internet. E foi esse “mato” o ponto de partida do professor Marco Antonio Casanova no seminário “Selected Topics on the Web-of-Data and Data Integration”, transmitido ao vivo no canal do YouTube e na página do Facebook do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, na sexta-feira (25). “A história da web começou há 41 anos. Desde o instante zero, tudo na web é baseado em padrões, e isso é extremamente importante”, disse.

 Na primeira parte da palestra, Casanova falou sobre a história de Web-of-Data, dando ênfase na ideia de que se pode taguear as páginas da web com RDF (Resource Description Framework), que é apropriado para isso. “Na verdade, Web-of-Data é uma outra web por trás da web que a gente está acostumada a ver, e que descreve dados”, afirmou o professor, que também deu exemplos de keyword search para mostrar como começar a trabalhar com RDF diretamente.

Casanova também abordou a integração de dados e apontou os problemas relacionados. “O problema de integração de dados está no cerne da Ciência de Dados”, alertou.  Ele falou sobre questões como schema alignment, criação de ontologia de domínio, extração de dados e datafusion, entre outras. Antes de encerrar e abrir para perguntas, o professor fez um convite para todos participarem de seu curso de Integração de Dados no próximo semestre, e brincou: “A boa notícia é que vocês não vão ter que me escutar, quem dá as aulas são os próprios alunos, eu simplesmente tento organizar um pouco o material”.

Essa foi a terceira edição da série de lives do DI. Na estreia, o professor Hélio Lopes falou sobre Ciência de Dados, ressaltando a importância de se falar a língua dos dados atualmente. No dia 18, Edward Hermann apresentou sua pesquisa, que impressionou o mundo da computação, e contou que foi preciso aliar as ciências exatas e humanas para resolver um problema que estava há mais de 40 anos em aberto na computação. Não perca as próximas lives: se inscreva no canal do DI e ative o lembrete!

 

Data Science: ‘É importante saber falar a língua dos dados’, diz Hélio Lopes, em live

Cientista de dados deve ser criativo, ter mente aberta e analítica, interesse humano e saber negociar

Para atingir a transformação digital, é importantíssimo uma mudança cultural. Foi com esse conceito que o professor Hélio Lopes, do Departamento de Informática (DI) da PUC-Rio, começou sua fala no seminário “Pesquisa em Ciência de Dados: A Escalada para a Valorização dos Dados”, transmitido ao vivo pelo Youtube na última sexta-feira (11). Com mais de 100 participantes conectados simultaneamente, o evento marcou a estreia da série de lives do DI como um sucesso e segue disponível online.

“As empresas estão todas interessadas em transformação digital. Ainda mais agora, neste período de pandemia, em que se verificou que automatizar processos, melhorar a comunicação de uma forma digital entre as pessoas com o uso de tecnologia é algo muito importante”, disse Hélio, ao apresentar o tema. Ele ressaltou “falar a língua dos dados” é hoje, para muitas profissões e setores da indústria, uma habilidade tão necessária quanto foi o domínio da língua inglesa no século passado.

Com o objetivo de transformar dados em informação e esta, por sua vez, em conhecimento, a Data Science — que foi traduzida para o português como “ciência de dados”, mas segundo o professor melhor seria ser chamada de “ciência por dados” — tem múltiplas aplicações. Com diferentes fundamentos e técnicas, abarca desde aplicativos como Waze até um sistema de busca semântica em cenas de novela através de reconhecimento facial. 

“Você cria uma ontologia, um sistema de acesso à base de dados, de forma eficiente. Mas para isso tem que ter um algoritmo que consiga realmente reconstruir sem erro dentro desse contexto o reconhecimento de cada artista em cada cena de todas as novelas do legado que existe na Globo, por exemplo”, disse Hélio. Esse projeto, “Globo Face Stream: A System for Video Meta-data Generation in an Entertainment Industry Setting”, foi desenvolvido pelo DI da PUC-Rio com alunos que atuam na Globo.com e recebeu o prêmio “Best Paper Award Certificate” neste ano.

Habilidades do Cientista de Dados

Lopes disse que, no Departamento de Informática da PUC, “ao formar esses novos cientistas de dados, queremos formar um líder em ciência de dados”. E elencou as habilidades necessárias para esse ideal de profissional, que precisa: 

  • Ter mente aberta
  • Ser criativo
  • Ter interesse humano
  • Ter poder analítico
  • Capacidade de fazer negócios

A combinação desses fatores em um cientista de dados atende ao maior interesse da indústria, que é melhorar seus negócios com o uso de dados para auxiliar as tomadas de decisão, segundo o professor. 

Dando sequência à série de lives do DI, que vai até dezembro, na próxima sexta (18), às 15h, o professor Edward Hermann falará sobre “Compressão de provas lógicas e a conjectura NP=PSPACE”, no YouTube do DI PUC Rio. Não perca!